Alguns dias em terras paulistas

Aqui havia uma mega introdução que foi perdida na última atualização do site, felizmente a parte que sobrou abaixo conta a parte mais importante desse meu encontro com um ancião em são Paulo.

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Entre um papo e outro eu contei o que ocorreu com a minha última residência e obviamente ouvi o mesmo papo de sempre:

– (ele pronunciou meu nome verdadeiro em claro e bom tom e com o sotaque da região em que nasci), isso é obviamente algo relacionado as suas falações na internet, como é mesmo o seu apelido por lá? Galego, não é mesmo? Em fim, outro dia ouvi os seguranças comentando das suas histórias e é claro que não estou do seu lado nisso. Sei que as suas intensões são boas, mas os Strins foram uma consequência barata de seus atos, ou você acredita que pode ficar neutro com tudo que fala por lá…

Esse papo já é rotineiro quando encontro membros ativos de nossa sociedade.

– O senhor está muito certo, mas utilizo aqui as mesmas palavras que meu tio utiliza na época em que os senhores desvincularam-se das antigas tradições. Os tempos são outros, nos últimos anos depois que acordei eu estudei e pude ver que a sociedade de hoje é muito diferente de todas as que conhecemos. Em virtude disso, alguns fatos precisam ser ditos e lembrados, afinal como diz a antiga lenda houve a época em que todos viviam em harmonia.

O velho Meyer abriu um sorriso e me respondeu:

-Tens o mesmo temperamento esquentado e revolucionário daquele velho mulherengo. Agora entendo por que ele foi atrás de você no sul. Não vou me alongar neste assunto, pois já sabe minha opinião, só quero lembrá-lo de que somos minoria e depois do grande pacto a maioria de nós ainda prefere o silêncio à dúvida dos novos tempos. Enfim, me conte onde conhecestes essa bela bruxa? Com o perdão da palavra, essa não é mais uma vadia como aquelas que teu tio insistia em achar que eram boas?

Óbvio que Beth entrou na conversa, defendeu seus pontos de vista o quanto pode, mas no fim também sucumbiu ao lado gentil de falar a verdade do velho vampiro. Esse aliás é um poder antigo muito utilizado pelos vampiros anciãos, alguns chamam de “Ar nobre”, mas eu prefiro chamar de “Cala boca e fica quieto, sou eu quem está certo”…

Deixa pra lá, o importante é que conseguimos permissão para ir e vir pelos domínios e certamente nos sentimos seguros enquanto passeamos por aquelas terras.

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: http://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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2 Resultados

  1. fabiana lee disse:

    que bom , galego e sempre bom mudar de ares de vez enquanto eu aqui em goiania , ja ta virando um tedio queria sair daqui e ir para outros lugares tipo europa ia ser muito proveitoso para mim,