O meu demônio de cada dia

20 horas e hoje é uma noite adversa. Afinal são poucos os momentos em que deixo o demônio aflorar, tomando conta das minhas vontades. Lembram do que eu sempre digo sobres os males de ser um vampiro?

Então, agora é um momento em que eu escrevo de uma forma diferente… Diferente por que falo mais coisas que o normal e principalmente porque de certa forma eu ajo diferente do habitual.

Enfim, acordei as 12, meio dia, e a fome era tanta que tive insônia. Sendo assim, não foi possível resguardar a fome e fiquei em casa matutando o que eu poderia fazer para ficar tranqüilo. Como sempre é uma situação delicada, o demônio nos cutuca, fala em nossa mente e sempre diz coisas que vão além da nossa consciência.

– Mata ele.

– Mata aquele advogado de merda que defende aquele vagabundo.

– Não me segura, deixa eu fazer o que sempre te digo, não se segura…

Bendito vício, maldita atração que nos impede de viver em paz com os humanos. Fazendo algo bom e normal e que não nos traga dor de cabeça. (suspiro)

Ronco forte, barulho e pneus arrastando no chão. O perfume da borracha queimada e a fumaça deram um aspecto sombrio ao lugar. O maldito abriu a janela e rapidamente a fechou. O que será que passou na cabeça dele? Não sei, mas estouramos aquelas madeiras, pulamos em cima do que parecia ser um sofá e como um tigre que agarra sua presa sugamos a sua vida.

Fazia quase dois anos que ele não assumia o controle, mas eu precisava o deixar assumir. Tudo passou muito rápido e só me lembro dos flashes… Sangue… Sangue… Sangue…

As vezes é preciso, deixar extravasar… Dei sorte, muita sorte.

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: http://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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1 Resultado

  1. Baronesa disse:

    lol, todos nós temos nossos demônios…pelo menos o seu age conforme a fome, o nosso age conforme a maldade…