A princesa bruxa Morgana

Há muitos anos atrás havia um rei chamado Uther Pendragon, um humano cheio de força de vontade, moderadamente esperto e um pouco mais limpo que a maioria. Inclusive seu lema era: “Corpo limpo, alma limpa.” e baseado neste contexto ele criou, junto de sua esposa Vivienne, seis filhos e filhas. No qual um deles se chamava Arthur, um carinha que se tornou muito famoso na história

A família real possuía muita rivalidade com uma comunidade hippie, que morava perto cujo lider se chamava Merlim, outro cara que ficou bem conhecido na história. Então conta a lenda que todos os filhos e filhas do rei eram as pessoas mais bonitas do reino, o que eu acho discutível, mas convenhamos isso não é muito relvante a história. O problema é que o Rei queria muito ter um último filho. Um varão, um homem que pudesse herdar tudo o que ele construiu, um macho, uma garanhão, que fosse mais propenso ao sucesso. Haja vista que todos os seus outros filho não apresentavam vontade para o negócio da família. Na verdade ele queria jogar para cima do filho todos os seus anseios e vontade reprimidas, mas isso também não é muito relevante para a história.

Acontece que por algumas vezes ele e sua esposa tentaram, tentaram e mais algumas vezes tentaram (eles gostavam de tentar) e sua esposa parecia não vingar o bebe. Até que numa bela manhã, no início do verão ela comentou no desjejum: “Acho que desta vez vai render mo”. E lá estava o rei feliz da vida, mandou matar alguns carneiros, uns bois, uns marrecos e deu uma mega festa. Tanto que o povo dizia: “Se a festa já foi boa agora, imagina quando nascer”. Há ainda quem diga ainda que aquela época foi a mais harmoniosa e feliz que aquele reino já teve.

Ao longo da gravidez a rainha passou por muitas dificuldades. Foram vários sangramentos, febre, diversos momentos onde as dores foram quase insuportáveis e inclusive me parece que alguns vampiros rondavam aquela região, mas ok novamente isso não é muito relevante para a história. Todavia algumas curandeiras foram chamadas, e ao invés de receitarem um paracetamol, que não obviamente não existia naquela época, lhe prestaram algumas compressas e pequenos rituais.

Inclusive Merlim, que até então apenas um hippie maconheiro, foi chamado. Dizem que ele apareceu vestido com um chapéu muito loko, suas roupas pareciam um vestido de freira sujo e se não bastasse tudo isso, ele só conseguia parar em pé por causa de seu cajado. Vendo aquele infeliz de olhos vermelhos, o rei foi direto ao assunto:

– Escuta aqui meu velho, dizem que tu manja dos paranauê e minha senhora tá comprometida, saca? Rola de fazer algum barato pra ela se restabelecer?

O velho hippie deu uma balançada, parecia que ia cair, piscou algumas vezes e respondeu com toda sua sabedoria:

– Podecre!

Então depois de uns dias Merlin deu jeito nas dores da dona Vivienne. Ninguém sabe qual foi o procedimento, mas dizem que os olhos da rainha perderam o branco, dando lugar a um avermelhado singular e sua fome era igual a dos homens. Inclusive anos mais tarde ela engordou feito uma porca e Uther a deixou de lado por causa de algumas lideres de torcida, que frequentemente ia a seu reino para prestigiar os jogos dos cavaleiros.  Na boa desculpa ai, isso não é nada muito relevante para a história da Morgana.

Por falar no bebê, era uma tarde de inverno, a neve cobria todos os cantos de todos lugares abertos e não havia televisão para se distrair naquele lugar, muitos menos um edredom ou pipoca. Então a ansiedade era geral. Em função disso o parto da rainha era comentado por todos os lugares e se não fosse uma repentina tempestade, haveria uma multidão passando frio, fome e morrendo na expectativa do nascimento.

– Cara como anda a minha senhora, to aflito, só ouço grito, gemidos e inclusive umas tolhas com sangue passaram por nós aqui agora a pouco… Anda fala ela e meu filho estão bem, ne?

Apesar da pressão, da muitas perguntas e de todo aquele drama pré natal, Merlim fitou os olhos por alguns segundos. respirou e disse, colocando a mão sobre o ombro do rei:

– Podecre, suave!

Obviamente o rei ficou puto, pensou até em mandar cortar a cabeça do velho hippie e se não fosse um leve e surpreendente choro de bebê ao longe, ele teria dançado naquele instante.

Uther correu e tão rápido quanto sua reação foi o seu entristecimento. Afinal lá estava uma linda menininha, de olhos grandes e cabelos preto fartos. “Tô fudido” disse ele em claro e bom tom. “O que vai ser de nós agora nas mãos daqueles moleques?”. Seu descontentamento com a pequena foi tanto, que ninguém percebeu um pequeno detalhe. Morgana era a sétima filha e como tal estaria fadada a bruxaria. Este sim é um fato muito relevante para a história.

Dizem que no mesmo instante do nascimento o céu ficou negro. Milhares de raios foram visto por todo o reino e por 7 horas choveu. Caiu água o suficiente para levar embora a neve, transformando alguns lugares em pântanos inóspitos e outros foram devastados por completo. Inclusive foi nesse período que Morgause, filha mais velha de Uther, acolheu sua recém nascida irmã Morgana.

O resto da história é bem conhecida. Arthur deixou de lado a putaria e se tornou um rei bem-visto e popular. Merlim, também deixou de lado o seu grupo de hippies sujos e passou a aconselhar espiritualmente Arthur. Morgause se tornou uma mãe para a pequena Morgana, que cresceu linda e gostosa, mas foi treinada pelo lado negro da força, vindo a se tornar uma das bruxas mais conhecidas da história.

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: http://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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2 Resultados

  1. (w) Rebecca W. Erner disse:

    Hahaha Achei muito engraçado, mas esse não deve ser um fato muito relevante para a história 😛