Punições, filhos e vida eterna

As passaram rapidamente na fazenda e a garota que havia gerado uma série de problemas para Sebastian, não passava de uma pobre coitada, que se envolveu com um pilantra dito caçador de vampiros. Há muito custo, fiquei devendo um favor para Franz, ele limpou a mente dela e a devolvemos para um lugar seguro.

Fiquei de certa forma decepcionado com Sebastian, pois de acordo com as pesquisas deles a garota possuía poderes psíquicos. Se fosse uma humana com poderes psíquicos seria de bom uso, mas como não é me livrei dela antes de qualquer um criar laços.

Lilian havia voltado as suas rotinas e ao levantar àquela noite veio de imediato a necessidade de bater um papo com minha cria. A minha vontade era de dar uma boa surra nele e em sua esposa , mas me contive e levei em conta as minhas pesquisas.

Cláudia estava na sala junto de Franz e Pepe e el s faziam o que a maioria de vocês faz hoje: se reúne para cada um ficar no celular ou tablet ou laptop.

  • Nossa que reunião bacana essa de vocês!

Apenas Pepe me olhou com cara de desentendida, então para não perder tempo perguntei de Sebastian. Ao pronunciar o nome dele Cláudia me olhou com “cara de bunda” e disse que ele estava andando pela fazenda.

Não entendi por que estava com aquela expressão escrota. Ignorei e fui atrás de minha cria.

Sabe quando açordas motivado de tal forma que as coisinhas corriqueira idiotas parecem não te influenciar? Pois eu estava assim é afoito por fazer minha cria cair na realidade. Andei por meia dúzia de lugares até perceber sua energia vindo de um pasto, onde ficam algumas ovelhas.

Ele estava sem camisa, vestia apenas uma calça jeans surrada, botas e um chapéu de palha que provávelmente surrupiou de algum criado da fazenda.

Fiquei por alguns instantes o observando, como um pai observa um filho e apesar de termos quase a mesma idade como vampiros. Tive pensamentos que me levaram as certas lembranças em comum. Apesar disso, não me sensibilizei e segui com o plano de castigo.

  • Hey acho que fazia algumas décadas que não via teu corpo branquelo.
  • Tá quente hoje por aqui…
  • Se tivesse me avisado podias ter vindo mais vezes pra cá consertar as cercas…

Ele resmungou algum palavrão em alemão, mas continuou concentrado nos arames. Deixei o silêncio tomar conta e antes que ele se tornasse mórbido eu o intimei.

  • Quando te liberar dos afazeres me chama pra gente bater um papo. Aliás não sei se brigou com tua vampirinha, mas sabes que não curto outros, além do Franz, com cara de bunda perto de mim.

Ele resmungou mais algumas coisas que ignorei e voltei para meus aposentos. Depois de duas horas ele apareceu de banho tomado, cabelo penteado, óculos e de camisa engomada como sempre.

  • Desculpa por antes, estamos a tanto tempo juntos que às vezes esqueço a nossa hierarquia.
  • Tudo bem vou ser breve, senta ali. (Outra pausa dramática). Estive pensando em tudo o que rolou. Sobre o famoso eu, tu eles, nós e cheguei há uma punição plausível pelos erros que cometesse. (Ele me olhou nitidamente puto) Relaxa, vai ser algo inusitado e de certa forma plausível. Vamos para sala? Quero que todos ouçam. Principalmente a Pepe e o Franz.

Fomos para a sala, Sebastian chamou Cláudia e Franz, pois apenas a Pepe estava por lá e iniciei meu sermão:

  • Pois bem li em muitos lugares conversei com alguns amigos e não posso deixar o momento passar em branco. Sebastian eu espero que as últimas noites aqui tenham servido para que tu veja a grande cagada que fez. Onde posso a tua existência e dá Cláudia em risco? Caso não tenhas percebido a gravidade da situação eu tive uma ideia bacana para te lembrar disso.

Nesse momento Franz soltou uma risadinha idiota, todos olharam para ele, mas agi rapido prossegui o discurso.

  • Relaxa, o Franz leu meus pensamentos e não faz parte disso. Eu mexi alguns pauzinhos, cobrei alguns favores e descobri uma criança órfã e cega que precisa de adoção. Sim, já que você é a Cláudia querem seguir nessa rotina de casalzinho, acredito que cuidar de tal criança fará bem ao relacionamento e trará um pouco mais responsabilidade a ambos.

Cláudia arregalou os olhos, mas eles brilhavam e Sebastian simplesmente se encostou no sofá. Na sequência me olhou e comentou:

  • Posso levar uma surra ao invés disso?

Diante tal sinceridade eu ri e Franz se manifestou antes de mim:

  • Gostei, perspicaz… Relaxa Seba, quanto tempo você um humano hoje em dia? 60 ou 70 anos… logo vocês se livram dele.

Pepe que até então não tinha se manifestado riu comedidamente e comentou:

  • tadinho do menino Franz… Gente eu vou ser tia é isso?

A noite seguiu com algumas tentativas de troca de punição, vindas de Sebastian e Cláudia, mas já estava decidido.

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: http://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

Você pode gostar...

8 Resultados

  1. Ronald Santos disse:

    Punição bizarra acho que preferiria a surra tambem

  2. alefcrz disse:

    KKKKKKKKKKJ Tadinho

  3. nandaindia disse:

    Olá Fê! Bom, revendo este post lembrei-me de outro, onde tu comentavas que Eleonor havia adotado uma menina. O que aconteceu com esta criança após Eleonor decidir “dormir” por tempo indeterminado. A menina ainda está com vocês?

  4. Sophi De Lima disse:

    Esse foi o castigo mais leve que eu ja vi em toda minha existência..hahaha

Deixe uma resposta