Sangue frio – Pt1

Atenção: Conteúdo inadequado a menores de 16 anos.

Ela surgiu numa noite qualquer, disse que estava disposta a ajudar em meus projetos e que de certa forma sentia simpatia por meus métodos. Não é sempre que a amiga de um amigo surge a tua porta e com tais intenções. Baixa estatura, esguia e se não fosse isso ainda estava  com a cabeça cheia de dúvidas e anseios, seria ela minha nova aprendiz?

– O Fê me contou diversas histórias sobre os Escolhidos e o jeito com que vocês vão atrás dos bandidos. Ele de certa forma é bom ou bonzinho demais comparado a você, pelo que entendi…

– Ele é justo. Todos temos um lado bom ou ruim.

– Sim, ele já me disse isso, mas mesmo você tem um lado bom?

– Talvez, pequena…

Já em nossa primeira noite juntos, decidi levar Becky a uma festa diferente, onde eu testaria até onde vão os seus escrúpulos. Como era uma espécie de comemoração gótica, precisamos fazer algumas mudanças em nossa aparência. Nada demais na verdade, apenas algumas roupas, maquiagem e acessórios. Acontece que rolou um clima interessante, no momento em que ela resolveu me maquiar, estilo Corvo. Sim igual aquele do filme.

Estava sentado e ela apareceu a minha frente de saia de couro curta, meia calça cheia de texturas e rasgos. A parte de cima do espartilho aumentou e realçou seus seios e para finalizar, ela ainda havia amarrado os cabelos lisos pretos estilo Lolita. Para ser bem sincero, ela estava bastante atraente, mas o que me chamou a atenção foi na verdade os seus procedimentos frios e calculistas.

Olho no olho, coxa com coxa e ela começou a passar o lápis preto em meu rosto. Estava nítida sua concentração sem piscadas e como um experiente médico, que opera com muita precisão um bisturi afiadíssimo, ela desenhou todo meu rosto. Confesso que a cada traço a vontade de ser rasgado por aqueles dedos finos aumentava voluptuosamente.  Tanto que em determinados momentos eu cheguei a sentir o sangue escorrendo, o seu cheiro, o seu gosto, o seu corpo…

“Se não fosse ela, a amiga do meu amigo, alguém de importância para o seu clã. Eu teria lhe agarrado, rasgaria ainda mais sua meia calça, colocaria sua calcinha minúscula para o lado e mandaria ver ali mesmo, com ela sentada em meu colo. Quem sabe com o mesmo bisturi, eu cortaria as amarras de seu espartilho e na sequencia morderia com força os seus seios juvenis. Depois, aproveitando todo tesão liberado por meus atos brutos e impensados. Entre uma metida ou outra, beberia com gosto vários goles de seu sangue frio e amaldiçoado. Num momento único, onde seriam combinados os dois tipos de orgasmo, que certamente só os vampiros tem o privilégio de sentir.”

Ainda bem, que certas ações ficam apenas nos pensamentos e ao final da seção de maquiagem fomos diretamente para a tal festinha. Por lá encontramos alguns dos meus amigos e infelizmente, a pequena se entrosou com um deles. O que foi até bom na verdade, pois pude perceber seus métodos, principalmente os relacionados ao flerte e a dominação.

O que vai acontecer depois disso? Só o diabo sabe, mas estou ansioso para ver ela usando algum bisturi da minha coleção.

Posfácio do Ferdinand: Esse texto foi enviado por Whatsapp pelo Hector e dei uma “amenizada” antes de publicar por aqui. Diz ele que já conversou com a Becky sobre tais pensamentos e quem sabe ela mesma nos conte sua versão desse primeiro encontro entre ambos. Aguardem!

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: http://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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13 Resultados

  1. Ana Julia Petrova disse:

    Não tenho palavras sobre o pensamento de Hector! Tenho uma leve impressão que não é para minha idade, mas com tanta besteira que praticamente todos ao meu redor falam, já estou acostumada! Haha

    • Desculpe, esqueci de colocar o aviso no início do conteúdo: recomendado a maiores de 16 anos, pelo menos…

      • Ana Julia Petrova disse:

        Não se preocupe Fê!! Todos falam comigo sobre sexo como se fosse um assunto normal para se falar no meio da janta!!

      • Rhu disse:

        Quer coisa pior que essas novelas brasileiras que passam a qualquer horário por ae? Ou aquele programa de domingo a tarde ‘encontre um funkeiro para namorar’?
        ~E eu acho que um aviso não vai fazer as meninas não ler. Os 50 tons lá são um exemplo disso….
        Mas concordo que é bom avisar, para assim não dizerem que não foi avisado xD

  2. TheMarchHare disse:

    Becky chamando a atenção tudo bem, mas de um cara tão sem noção que nem o sr.Hector? Dio Santo! KKK
    E esses avisos são importante mesmo (os de Recomendado para maiores, etc), eu mesma quase me esqueci de por um desses em um texto que criei…

    • Hahahaha pois é, olha onde fui parar né 😛
      Mas, Hector tem seus atributos, posso garantir…rsrs
      E sim, nessa história o aviso deve estar claro, apenas para maiores de 16 anos.

  3. TheMarchHare disse:

    A propósito, o termo “sem noção” foi usado como brincadeira. E Ferdinand, o sr. Poderia me explicar se esse Hector é o mesmo Hector Pirata que tu comentasse a respeito em posts antigos??? Minha memória me deixou confusa…

  4. simplesmente humana disse:

    Historia boa está com um certo romance no ar….

  5. fhal disse:

    Hallo Leute. Becky agora estamos esperando a sua versao.

  6. Sellene Bernard disse:

    Olá, estava aqui lendo as últimas postagens… Pelo jeito essa história da Becky com o Hector vai ser interessante 😉