Se você brinca com fogo, você brinca com o inferno

“If you’re playing with fire. You’re playing in hell.” Diz a música e na minha cabeça os pensamentos não eram muito diferentes. Porque diabos alguém resolve capturar, sequestrar ou como queira chamar, o que fizeram com minha cria, ainda mais nessa época do ano? Odeio pessoas sem espírito natalino…

Separei algumas balas de prata, lubrifiquei minhas pistolas e consegui coletes novos. Haja vista que minhas coisas estavam um tanto quanto empoeiradas.

Lilian passou boa parte daquele final de tarde afiando sua katana e da maneira tradicional com uma pedra. Provavelmente estava indignada afinal os planos dela de final de ano seriam outros –  Que caralha velho, justo agora que eu estava viajando de férias… Sorry o egoísmo, mas porra não sei o que é férias há um bom tempo… Quando pegar esses infelizes eu vou até baixar o nível e descer a chinelada na cara! – Lilian e as tiradas dela, isso me fez até rir um pouco.

Franz passou boa parte da madrugada e dia em seu quarto. Estava com uma caipira qualquer que trouxe da cidade e até poucos minutos antes de sairmos não sabia se ele iria ajudar, ou não.

Pepe não poderia ir conosco, pois seria arriscado demais ter minhas duas crias numa única empreitada. Nem no mesmo carro ou avião eu deixo eles viajarem juntos. Seria inapropriado ter de educar outra cria nestes tempos.

Aluguei um helicóptero e paramos numa cidade próxima do cativeiro. Aterrissamos numa plantação de soja ainda na calada da noite e se não fosse o fato de Franz ter levado a caipira, as coisas teriam fluido melhor.

  • Holly Fuck you redneck slut! Shut the fuck up! – Soltou Lilian depois que a garota reclamou pela terceira vez que estava cansada.
  • Hey eu entendo inglês – Retrucou ela.
  • OHHHH congrats! Do I clap for you or do I just cut your neck off? Again, shut up fucking whore or Franz here will lost you! And I dont care! – 😉

Nesse instante eu também estava puto e estava prestes a mandar as duas a merda, quando Franz leu meus pensamentos e me falou por telepatia: “Relaxa ela é conhecido na cidade perto da fazenda. Resolvi trazer pra cá pra ela não fazer merda lá perto. Vou dar uma nova memória pra ela também”

Lilian percebeu como eu estava e apenas soltou em minha direção – Assim como você está sem paciência Ferdinand eu também estou… Melhor segurar a onda… – Sim agora o mais apropriado era isso, depois eu me entenderia com a vampira redneck.

Andamos por cerca de 2 km e chegamos ao centrinho da cidade.

Na praça apenas uma viatura com um policial dormindo, nenhum lugar aberto a não ser a igreja, onde alguns fiéis já estavam rezando.

Fomos o mais rápido que pudemos para o hotel que eu havia reservado previamente e onde passamos aquele dia.

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: http://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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