Vampiros falam com animais?

Eu ia narrar esse acontecimento, mas fiquei sem microfone, o áudio que havia feito no celular ficou uma bosta então vão ter de esperar para ouvir minhas histórias 😛

Era mais ou menos umas 8 da noite quando eu acordei ouvindo uma voz diferente, não era parecida com a de nenhum outro vampiro ou pessoa que habitava naquele castelo. Algo meio abafado, que ressoava como um eco dentro dos meus ouvidos e dizia: “Eu não quero ir para o buraco, lá é frio e o quarto é bem melhor…”

Olhei para os lados inclusive abri a porta do meu quarto , até que depois de um tempo eu vejo aos pés da cama um casal de ratos. Eram ratos normais desses de rua cinza e tal. Bati o pé e eles correram para a toca. Ok tudo bem eu ainda era um vampiro novo, mas loucura não é uma palavra comum para os sanguessugas da minha linhagem.

Lavei o rosto, coloquei uma roupa e fui para o salão principal, Eleonor conversava com o Barão e os interrompi com o um saudoso: “Boa noite vampiros”. Eles me olharam e o barão perguntou: ” Boa noite jovem mancebo, ao que vejo tiveste um bom dia de sono?”

“Tive sim apenas acordei com alguém dizendo algo, mas nada de muito importante, mas então algo importante para fazer esta noite?”
O barão mudou seu semblante para algo meio ruim e me disse: “Sim, eu estava comentando agora com Eleonor, que precisamos levar algumas armas paras os vigilantes da fábrica de sapatos. Alguns operários começaram a roubar material e precisamos manter a ordem. Esse povo só sabe reclamar, pagamos os melhores salários da região e ainda por cima nos roubam…”

Depois do papo eu me prontifiquei para ir. Fui até o porão, juntei algumas armas diversas, coloquei dentro de dois baús, com a ajuda do cocheiro amarramos tudo certinho na carruagem e fomos para a fábrica. Enquanto saíamos eu ouço de novo aquela voz, agora um pouco mais aguda e que dizia: “Eles sempre ligam as luzes nas horas mais inoportunas, parece que gostam de nos perturbar…” Olhei para o cocheiro e falei:” Tu disse algo Scot?” “não não senhor” e aquilo me deixou encucado, de onde vinha essa maldita voz.

O caminho até a fabrica era descendo a montanha e continuava por entre uma estrada em meio à floresta. Um caminho tranquilo movimentado e que mais tarde se tornou uma grande avenida da cidade. Depois de quase duas horas em meio aos sacolejos da carruagem nos chegamos à bendita fabrica, fomos para a parte administrativa, entregamos os baús para o responsável e eu resolvi dar uma volta pelo lugar. Aquela coisa, mostrar que o dono está presente no negócio sempre deixa os medrosos com mais medo e os entusiasmados mais trabalhadores.

O ambiente de fabrica não é algo bonito de se ver, ainda mais nas condições que eram em 1800 e alguma coisa. Muita sujeira, restos de comidas, crianças, mulheres, homens, todos sujos e feios… Ainda bem que as pessoas de hoje tomam mais banho.^^

Já no depósito parei para pegar alguns sapatos novos e em meio às provas a bendita voz surge do nada: “Oba encontrei uma maçã, já posso alimentar os filhotes” Epa era isso mesmo que eu tinha ouvido? Pior que era, olhei em volta, apenas uma mulher empilhava umas caixas no canto e não tinha cara de que possuía aquela voz. Procurei em meio às caixas e perto de um buraco eu vejo um rato com uma maçã podre na boca. Tá bom agora sim eu tinha ficado louco, estava ouvindo um rato… Como sou curioso me aproximei dele e disse baixinho, é você que precisa alimentar seus filhotes? Por alguns instantes eu não ouço nada, até que uma hora a vozinha diz “cuidado tem um cara aqui perto da toca” Então eu digo: “calma, eu não vou fazer mal para vocês” e penso comigo “será que essa droga de rato ta me ouvindo”. Quando eu menos espero sou interrompido pela voz que fala “Hei droga de rato não, olha como fala” Fui obrigado a rir, eu tinha descoberto mais um dom…

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: http://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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7 Resultados

  1. milene disse:

    Cara falar com animais esse Dom eu queria ter amoooooooooooooo animais ate mas doque os humanos idiotas

  2. Me pergunto se falar com gatos é mais interessante do que com cachorros, já que criaturas que maquinam formas de dominar o mundo me parecem facinantes. He-he!

    A proposito, parece-me que alguém aqui acabou de se chamar de idiota. =B

  3. Jeff Andreoli disse:

    “Hei droga de rato não, olha como fala”
    hahahahahahaha
    eu tenho um Rato branco…gostaria de ter este dom de conversa com animal…

  4. Naiara disse:

    Adoraria ter esse dom, eu considero muitos os animais, não sei porque os humanos se acham tão superiores e aham que podem maltratar os animais (ou até mesmo semelhantes, no caso da escravidão .-.).

  5. Eu acho que vc devei estar mesmo ficando louco, mas seria legal falar com os animais, imaginem na hora de matar um galinha pro almoço, por favor não me mate, mate aquela lá, rsrsrsrs

  6. dorivania disse:

    deve ser ultil poder ouvir os animais.mais ouvir pessoas deve ser muito mais intrigante.ja imaginou ferdinand conseguindo ler os pensamentos das pessoas,seria mais uma arma de defesa pra ele,saberia qundo uma pessoa quisese pegar ele rsrsrsr

  7. Cassandra disse:

    Hahahahahahahah……..adoreiiiiiiii.