bruxa-whitch

Uma das coisas que nunca irei esquecer é o dia em que pela primeira vez eu vi uma bruxa. Seres nojentos, malditos que se utilizam de magia negra. Magia suja. Você acha que vampiros são ruins, hahahaha, é por que nunca viu uma bruxa…

Já comentei aqui algumas vezes sobre os malditos peludos,  mas eles são fichinha perto de uma vadia, sim, vadia é o apelido que damos a estes seres. Acreditem, muitos vampiros encontraram a morte final por causa delas. É minha criança preparasse, para conhecer uma nova forma de vida sobrenatural. ( ai Galego fiquei com medo agora!)

Era uma noite de quarta-feira, do ano de 1875, meu senhor e eu conversávamos na beira da praia. Noite agradável e silenciosa, bem diferente dos dias de hoje. A água estava calma, não tinha ondas e muito menos vento. Mesmo assim meu olfato sentiu de longe o cheiro de podre e lixo. Até achei que algum bicho tivesse trazido carniça para perto de onde estávamos, mas me enganei. Antes que eu abrisse a boca para falar algo, ouço meu senhor me falar por telepatia.

– Galego, não se mexa tem uma vadia por perto!

Sem saber e achando que uma simples puta estava vindo em nossa direção eu fiquei na minha.

Meu senhor já calejado das batalhas, usou um dos nossos dons e se transformou em nevoa. Essa transformação dura em média uns 10s e é algo incrível, o vampiro simplesmente vai desaparecendo e aos poucos podemos ir sentindo uma brisa leve nos tocando.

Ainda estou ali imóvel, esperando a puta/vadia a parecer. O cheiro horrível aumenta e quando menos espero ao longe na escuridão da praia, vejo uma mulher caindo do céu, na beira da praia. Logo depois dela uma vassoura cai ao seu lado. A criatura fica ali, tentando de levantar até que vejo reaparecer meu senhor segurando a boca da puta e agarrando seu pescoço com as presas. Resolvi sair de trás das pedras e ir em direção dos dois o mais rápido que pude, mas só cheguei a tempo de ouvir o último suspiro da bruxa.

Depois de secar a infeliz meu senhor se levanta, pega a vassoura a quebra no meio e crava o cabo pela boca até o coração do corpo já morto. Antes que eu expresse qualquer reação o velho vampiro me fala:

– Este foi o seu aprendizado de hoje, era uma bruxa, nunca deixe ela te ver por primeiro, caso contrário o inferno ficará feliz em recebê-lo. Ela também precisa do coração para viver e mesmo assim depois de tudo que fiz ainda falta uma coisa!

Meu senhor se virou, pegou um isqueiro em seu bolso e ateou fogo no corpo inerte e já sem vida da vadia. O cheiro de merda passou e surgiu uma fumaça verde que aos poucos deu lugar as cinzas, que se misturaram com a areia da praia…