A magia e os vampiros – pt11

Tempos atrás iniciei “A magia e os  vampiros” e tais relatos viraram uma saga aqui dentro. Tendo em vista, que são meus relatos mais íntimos e atuais. Então se quiser rever tudo o que já foi contado, os links então no final deste texto.

A magia e os vampiros – pt11

– Levanta logo Fê, o sol já se foi a tempos!

– Ahh pega leve lobinha, ontem foi pesado.

– Antes de ontem tu quer dizer né? Já passa da meia noite

– Puta que pariu… Eu tô atrasado… marquei a às 22 com  Pepe e o Hadrian.

Coloquei a primeira camiseta que vi pela frente, a mesma bota, calça e fui de moto. Cortei alguns sinais, peguei uns atalhos e lá estavam os dois no canto marcado da praça.

-Poww Fê, três horas depois do combinado??? Assim não tenho como te defender. – Falou Pepe indignada.

– Tô de férias, lembra? Mas desculpa meus queridos, trouxeram os ingredientes que faltavam?

– Boa noite, tudo bem com você? Eu tô ótima, obrigado por perguntar, você é o legitimo cavalheiro, quando quer…

– Tá com saudades filha ou é ciúmes?

– Aff…

Hadrian que até então não havia dito nada, me entregou uma bolsa de academia e disse:

– Isso foi tudo o que encontramos. Tá bem difícil achar esse tipo de coisa hoje em dia.

Conferi o interior da bolsa com cuidado e faltava algo muito importante…

– E o sangue?

Pepe interrompeu Hadrian…

– Olha, tu sabe muito bem que não atacamos crianças, então sangue de virgem tá foda de achar!

– Eu posso dar um jeito nisso se algumas regras puderem ser quebradas. – Ironizou Hadrian.

– Relax man, eu dou um jeito. Tô devendo essa pra vocês, semana que vem voltamos as nossas atividades!

Os olhos de Pepe vibraram com minhas palavras. Então, sem mais delongas me despedi e voltei para a casa de Claire.

Consegui, quase tudo só preciso de um pouco de sangue.

– Isso não deve ser problema para um vampiro? – Ironizou ela…

– Não, o problema é achar um virgem que não seja criança.

– Boa sorte, aliás com tantas câmeras, smartphones e gadgets. Deve ser difícil caçar nas cidades.

– Sempre foi lobinha, por isso que os centros de doação tem se multiplicado… Aliás descobri um aqui perto, sabe a lavanderia do vizinho?

– Não acredito, eles parecem tão normais!

– Pois é…

É lá fui eu com uma trouxa de roupas pra lavar em uma das mãos.

– Tô precisando lavar algumas roupas com o “serviço especial” de vocês.

A atendente me deu um ticket para as roupas e um cartão NFC. Depois apontou uma porta. Aproximei o cartão da fechadura, que se destravou e liberou minha passagem escada a baixo.

Ambiente claustrofóbico, com paredes de tijolos a vista e iluminação com poucas lâmpadas incandescentes.

Havia uma sala de estar com meia dúzia de pessoas lendo revistas velhas ou mexendo nos celulares. Aproximei e soltei:

– Algum virgem?

Dois caras gargalharam, uma garota estou uma bola de chiclete e os outros pareciam não ter ouvido. Tentei novamente com o tom de voz mais alto:

– PODE SER UMA VIRGEM TAMBÉM!

Os caras riram mais ainda e quando estava prestes a ir embora uma das garotas se levantou e foi pra cabine mais próxima. Ela devia ter uns 16 anos, usava fone de ouvido onde tocava algo eletrônico e tinha cara de  indiana. Entendi que se encaixava no perfil e fui atrás.

– Seguinte eu tô aqui pela grana fácil do sangue, mas ando tão emputecida com a vida, que se o senhor pagar bem a gente negocia.

– Relaxa eu te pago bem mas tô aqui pelo sangue. Só preciso saber se é virgem mesmo.

– Sim, eu sou de uma família onde as moças precisam casar virgem… Tem algumas seringas descartáveis ali na bacia, ou prefere me morder? Só peço que não morda no pescoço, por favor.

– Relaxa, pode ser com a seringa mesmo. Pago $1000 por 300ml.

– Por 300ml eu quero $3000, sou virgem lembra?

– Ok realmente tá difícil achar gente com teu perfil…

Não conversamos sobre mais nada ao longo da Seção. Fiz o recolhimento, paguei e fui pra “casa”.

– Super discretos na lavanderia – Comentei com Claire.

– E conseguiu o que queria?

– Sim, espero eu…

– Antigamente devia ser muito fácil conseguir sangue, todos só rituais antigos usam. – Falou ela irritada.

– Sim, sim. Sem falar que era fácil esconder corpos.

– Nossa, que desapego com a humanidade.

– Ah claro, falou a wairwulff que nunca comeu carne humana (risos)

– Pior que nunca comi mesmo! – Disse ela com toda firmeza possível no tom de voz.

– Não acredito, mas ok. Se quiser algumas receitas, peço para o Carlos mandar…

– Idiota!!!

Depois disso ela foi pentear macacos e tratei de me preparar para o ritual de purificação, que antecede o ritual principal.

Relatos anteriores:

Parte 10

Parte 9

Parte 8

Parte 7

Parte 6

Parte 5

Parte 4

Parte 3

Parte 2

Parte 1

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: https://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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16 Resultados

  1. Preciso muito saber c tem outra maneira da gente c falar Ferdinand

  2. Anna Sant disse:

    Interessante!
    Que lugares inusitados. Rs
    Vou prestar mais atenção quando for em lugares simples, principalmente, em lavanderias.
    (Brincadeira.)

    😱 Não fica triste , Miih!
    😘

  3. O que aconteceria (hipoteticamente) se um lobisomem for transformado em vampiro. Seria possivel ? Se sim,quais seriam suas caracteristicas ?

  4. fhal disse:

    Hi, só lange her. Nahnah, du bist wieder in Einsatz. Was hast du zu erzählen? Bin sehr gespannt. Mon Vampir Urlaub ist immer gut. War selber in Europe unterwegs, mal im Rom, Frankreich und sogar in Berlin. Nah meistens düster oder langweilig, aber so ist es. Ich glaube, ich brauche was neues. Es ist viel passiert während du weg warst. Küsschen. FHAL

  5. fhal disse:

    Hi, só lange her. Nahnah, du bist wieder in Einsatz. Was hast du zu erzählen? Bin sehr gespannt. Mon Vampir Urlaub ist immer gut. War selber in Europe unterwegs, mal im Rom, Frankreich und sogar in Berlin. Nah meistens düster oder langweilig, aber so ist es. Ich glaube, ich brauche was neues. Es ist viel passiert während du weg warst. Küsschen. FHAL.

  6. Yara Tamires disse:

    Olá Ferdinand, sou nova no seu site. Adorei os relatos.
    Mandei um e-mail para você, espero que me responda. 😊

  7. Aí meu Deus Ferdnand voutou 😢 esperei o ano inteiro pelo seu retorno adoro o blog
    Um abraço

  8. fhal disse:

    Hallo, nah wie geht’s dir. Nossa esse frio esta demais aqui. Nossa o que estou falando, vampiros nao sentem frio kkk. Nah was gibt’s neues.

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