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  • As desilusões de um vampiro – Parte 2

    As desilusões de um vampiro – Parte 2

    Muitos que vivem, merecem a morte. E alguns que morrem, merecem viver! Você pode dar-lhes vida? A morte pode transformar a não vida em destino e mesmo assim vai haver uma luz para você nos lugares escuros, quando todas as outras luzes se apagarem.

    Ps: Esta história não segue uma cronologia e sim a teoria a ser explicada.

    1614 – Muralhas da Ordem

    Dúvidas me seguem por todos os lados. Devo continuar nesta jornada? Eu vejo mudanças. Mudanças que me assombram e me seguem nos sonhos, nos pensamentos e até o fundo da alma, se é que possuo alguma depois de me tornar uma figura tão sombria.

    Eu tenho consciência de que sou um vampiro, mas nunca imaginei chegar a esse ponto. Que poder é esse que surgiu em mim? Cage tinha razão, ele sabia de alguma forma que eu conseguiria obter tal façanha. Não fui o único, Daniel e Michael também conseguiram.

    Estamos os três surpresos e confusos. Temos em nossas mãos a nossa força e também a nossa ruina.

    Mas paro e penso, de que adianta temer o que já está feito? Tenho que arcar com isso de qualquer forma. Entre as sombras e o fim das noites, até que as estrelas brilhem sobre as nuvens, não deixarei tal poder me tomar. Serei forte e cada dia que treinar, irei evoluir e ampliar o controle e por fim não ser controlado pela vontade crescente de um assassino e serei sim o domador da fera que dentro do meu ser ruge e estremece meus sentidos.

    Quando alcançar tal nível de controle, ficarei satisfeito , lutarei ao lado dos meus companheiros e farei tudo para me tornar mestre. E quem sabe um dia treinar um ser tão destruído como eu, no começo de minha não vida e torna-lo tão forte e sábio quanto eu.

     1950 – Mansão Vermelha

    Como deixar que, machuquem um ser indefeso? Pobre menina, onde a inocência a enganou? Desde que acordei e conheci Pierre, meu monstro interior floresce de ódio e ira, estou cheio de vontades e uma delas é acertar um machado no meio do sorriso forçado desde infeliz.  Cage nada faz, diz que a fortuna de Pierre ajuda a manter a Ordem em “bons panos”. Confesso que tenho vontade de mandar meu alto mestre Cage colocar os “panos” citados em um lugar escuro e profundo de seu corpo.

    Já eu procuro meios de punir Pierre, mas nada posso fazer. Quero arrancar aquela pobre criatura do desespero. Descubro que ela não é a primeira, muitas foram torturadas por aquele sádico. E os altos mestres não impediram. Simplesmente fecharam os olhos e esqueciam da palavra que carregávamos.

    Pierre em sua loucura se achou apaixonado pela humana que ali estava amarrada. Não vi o rosto dela, mas sinto que é inocente,  frágil e está com medo. Pobrezinha.

    Tento recorrer a todos os sábios, procuro achar uma punição e nada. Quando fiquei sem esperanças, recebo ordens para ir até Cage e ao chegar na ‘ sala dos senhores’, vejo que tramavam algo contra Pierre e eu obviamente concordei em ajudar. Todos estavam cansados da atitudes impulsivas e grotescas dele. Tais feitos infantis poderiam colocar todos nós em perigo e nos expor sem necessidade. Vou chama-lo, Cage quer conversar com o sádico e eu quero conhecer a vitima.

    Salão Águia de Sangue

    Lilian, um belo nome para uma dama simplesmente linda. Mesmo machucada, sua beleza me encanta ferozmente. A voz já frágil, demonstrando medo, ela sabia que ele iria machuca-la mais e eu nada podia fazer por hora. Sei que ele vai engana-la falando que vai ceder a imortalidade como uma forma de punição e depois vai deixa-la jogada em um canto para morrer. Só que eu tenho uma carta na manga, assim que ele sair e terminar a “ falsa transformação”, darei meu sangue a ela, sendo assim,  tornando muito mais gratificante criar a arma mais poderosa contra aquele maldito. O famoso Carma iria bater na porta dele daqui algumas décadas.

    Agora ele será expulso e vamos dizer que ele fugiu. Mentira, mas uma mentira necessária por hora.  Mal sabe ele que não vamos deixar ela para morrer, como as outras… Não, não… Eu vou pessoalmente treinar o pior pesadelo da existência dele. Lilian saberá a verdade no tempo certo e ninguém vai ficar no caminho dela. E eu vou estar aqui para aplaudir teu sofrimento Pierre.

    Att: Trevor W.S

  • Girls night out – A missão – Pepe – Pt6

    Girls night out – A missão – Pepe – Pt6

    Fiquei um pouco receosa, achando que a Becky não daria conta de guiar a moto comigo na garupa, mas até que ela se virou. Claro, que não pilotou tão bem quanto o Fê e quase caímos por causa de alguns buracos.  Abstrai o medo de cair, me concentrei num celular que peguei de um dos capangas que matamos e depois liguei imediatamente para o Fê. Ele ficou feliz e bravo ao ouvir minha voz, mas me acalmou dizendo que estava junto do mestre da Lili, perto de nós e que logo tudo iria acabar.

    Seguimos eles por um tempinho até que pararam numa porteira no meio do mato e que aparentava ser  a entrada de algo maior. Esperamos eles entrarem e tivemos de dar conta de um dos seguranças que havia ficado de vigia. Novamente Becky distraiu o sujeito e eu cravei minhas presas no pescoço dele. Deixei um pouco de sangue no corpo para a Becky e depois que ela sugou o resto fomos como duas felinas sorrateiras para dentro do lugar.

    Na entrada tinha algumas arvores bem fechadas, que aos poucos foram ficando mais abertas e nos mostraram um lugar lindo. Estávamos numa sede social ou casa de campo grande e bem iluminada. A quantidade de seguranças havia dobrado e por algum tempo eu desejei apenas que o Fê chegasse e resolvesse tudo. Só que naquela hora eu me virei para Becky e vi seus olhos brilharem. Não consegui entender se ela estava excitada ou tão abalada quando eu, mas assim quem ela voltou a si ela me falou empolgada:

    – A Lili está amarrada num canto e desacordada. Tem mais alguém com o mago e tem tanto poder quanto o dele. Tem 14 criaturas ao todo por aqui e sem contar nós duas.

    – Uouu, como que você conseguiu ver tudo isso?

    – Usei um poder que ainda estou aprendendo, mas digamos eu levei meu espirito para dar uma voltinha pelo lugar e consegui essas informações.

    – Tô de cara amiga, será que consigo aprender? Brincs… O que sugere que façamos? Vamos esperar o Fê e pessoal?

    – Tô pensando, mas eu podia distrair alguns deles e tu podia entrar super-rápida e tirar a Lili.

    – Não sei amiga. E se o outro cara lá for mais punk que o mago que nos prendeu?

    – Tem essa também, bom vamos tentar ser o mais silenciosa que conseguirmos e ir acabando com eles aqui por fora então?

    – Ahh deixa aqueles três comigo, você  vai para o outro lado e nos encontramos atrás da casa.

    Mal deixei a Becky responder sim ou não e sai a toda para cima dos malditos. Pulei de um arbusto a outro e com duas passadas quebrei o pescoço do primeiro. Em seguida me escondi numa parede, depois agarrei o segundo pelas costas e antes dele gritar eu soquei sua garganta. Ele se contorceu  um pouco, mas sufocou em seguida. O terceiro viu minha aproximação, mas por sorte havia uma faca no colete do segundo e arremessei. Ela bateu numa das paredes e caiu longe do cara. Ele deu uma risada, veio até mim e começamos uma briga pelo chão. Ele era muito forte e conseguiu me prender de costa, só não contava com um contragolpe que o Franz me ensinou e me permitiu reverter a situação. Agora era ela que estava de costas para mim no chão deixando aquele belo pescoço a mostra. Foi por pouco e tudo aquilo havia me mostrado que eu precisava treinar muito mais. Não se trata apenas dos poderes, como diz o Fê.

    Encontrei Becky do lado de trás da casa e ela havia detonado mais quatro caras.

    – Só falta outros sete – Disse ela com o olhar ainda mais brilhante.

    – Ah tá fácil, e ai tem mais alguém aqui por fora?

    – Não, vem aqui, acho que conseguimos entrar pelos fundos.

    Tentamos entrar, mas tanto as janelas como as portas estavam seladas magicamente e tirando a forma espiritual acho que mais nada conseguia entrar naquele lugar. Além disso, eu marquei bobeira novamente e não percebi que alguns arbustos prenderam minhas botas ao chão. Olhei para os pés de Becky e ela também estava presa. Antes mesmo de tentarmos algo a cortina de uma das janelas foi aberta e surgia a nossa frente uma mulher velha. Seu olhos eram pretos por completo e assim que nos localizou ela olhou fixamente nos meus olhos e abriu a boca.

    Uma fumaça preta começou a sair da boca da bruxa, atravessando as frestas da janela e nos envolveu. Ficamos cegas, como se estivéssemos na escuridão completa. Tentei me mexer, mas tudo acontecia mais devagar, até que sinto um forte puxão no braço direito e que me arremessou para longe. Cai há  umas 7 ou 8 passadas largas da casa e pude ver próximo de onde eu estava um sujeito forte e com uma katana presa as costas. Ele fez o mesmo com a Becky e só depois disso percebi que ao meu lado estava Hadrian concentrado de olhos fechados e ao longe correndo em direção da casa o Fê em sua forma mais sinistra, bestial e demoníaca.