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  • Girls night out – A missão – Pepe – Pt6

    Girls night out – A missão – Pepe – Pt6

    Fiquei um pouco receosa, achando que a Becky não daria conta de guiar a moto comigo na garupa, mas até que ela se virou. Claro, que não pilotou tão bem quanto o Fê e quase caímos por causa de alguns buracos.  Abstrai o medo de cair, me concentrei num celular que peguei de um dos capangas que matamos e depois liguei imediatamente para o Fê. Ele ficou feliz e bravo ao ouvir minha voz, mas me acalmou dizendo que estava junto do mestre da Lili, perto de nós e que logo tudo iria acabar.

    Seguimos eles por um tempinho até que pararam numa porteira no meio do mato e que aparentava ser  a entrada de algo maior. Esperamos eles entrarem e tivemos de dar conta de um dos seguranças que havia ficado de vigia. Novamente Becky distraiu o sujeito e eu cravei minhas presas no pescoço dele. Deixei um pouco de sangue no corpo para a Becky e depois que ela sugou o resto fomos como duas felinas sorrateiras para dentro do lugar.

    Na entrada tinha algumas arvores bem fechadas, que aos poucos foram ficando mais abertas e nos mostraram um lugar lindo. Estávamos numa sede social ou casa de campo grande e bem iluminada. A quantidade de seguranças havia dobrado e por algum tempo eu desejei apenas que o Fê chegasse e resolvesse tudo. Só que naquela hora eu me virei para Becky e vi seus olhos brilharem. Não consegui entender se ela estava excitada ou tão abalada quando eu, mas assim quem ela voltou a si ela me falou empolgada:

    – A Lili está amarrada num canto e desacordada. Tem mais alguém com o mago e tem tanto poder quanto o dele. Tem 14 criaturas ao todo por aqui e sem contar nós duas.

    – Uouu, como que você conseguiu ver tudo isso?

    – Usei um poder que ainda estou aprendendo, mas digamos eu levei meu espirito para dar uma voltinha pelo lugar e consegui essas informações.

    – Tô de cara amiga, será que consigo aprender? Brincs… O que sugere que façamos? Vamos esperar o Fê e pessoal?

    – Tô pensando, mas eu podia distrair alguns deles e tu podia entrar super-rápida e tirar a Lili.

    – Não sei amiga. E se o outro cara lá for mais punk que o mago que nos prendeu?

    – Tem essa também, bom vamos tentar ser o mais silenciosa que conseguirmos e ir acabando com eles aqui por fora então?

    – Ahh deixa aqueles três comigo, você  vai para o outro lado e nos encontramos atrás da casa.

    Mal deixei a Becky responder sim ou não e sai a toda para cima dos malditos. Pulei de um arbusto a outro e com duas passadas quebrei o pescoço do primeiro. Em seguida me escondi numa parede, depois agarrei o segundo pelas costas e antes dele gritar eu soquei sua garganta. Ele se contorceu  um pouco, mas sufocou em seguida. O terceiro viu minha aproximação, mas por sorte havia uma faca no colete do segundo e arremessei. Ela bateu numa das paredes e caiu longe do cara. Ele deu uma risada, veio até mim e começamos uma briga pelo chão. Ele era muito forte e conseguiu me prender de costa, só não contava com um contragolpe que o Franz me ensinou e me permitiu reverter a situação. Agora era ela que estava de costas para mim no chão deixando aquele belo pescoço a mostra. Foi por pouco e tudo aquilo havia me mostrado que eu precisava treinar muito mais. Não se trata apenas dos poderes, como diz o Fê.

    Encontrei Becky do lado de trás da casa e ela havia detonado mais quatro caras.

    – Só falta outros sete – Disse ela com o olhar ainda mais brilhante.

    – Ah tá fácil, e ai tem mais alguém aqui por fora?

    – Não, vem aqui, acho que conseguimos entrar pelos fundos.

    Tentamos entrar, mas tanto as janelas como as portas estavam seladas magicamente e tirando a forma espiritual acho que mais nada conseguia entrar naquele lugar. Além disso, eu marquei bobeira novamente e não percebi que alguns arbustos prenderam minhas botas ao chão. Olhei para os pés de Becky e ela também estava presa. Antes mesmo de tentarmos algo a cortina de uma das janelas foi aberta e surgia a nossa frente uma mulher velha. Seu olhos eram pretos por completo e assim que nos localizou ela olhou fixamente nos meus olhos e abriu a boca.

    Uma fumaça preta começou a sair da boca da bruxa, atravessando as frestas da janela e nos envolveu. Ficamos cegas, como se estivéssemos na escuridão completa. Tentei me mexer, mas tudo acontecia mais devagar, até que sinto um forte puxão no braço direito e que me arremessou para longe. Cai há  umas 7 ou 8 passadas largas da casa e pude ver próximo de onde eu estava um sujeito forte e com uma katana presa as costas. Ele fez o mesmo com a Becky e só depois disso percebi que ao meu lado estava Hadrian concentrado de olhos fechados e ao longe correndo em direção da casa o Fê em sua forma mais sinistra, bestial e demoníaca.

  • Girls night out – A missão – Becky – Pt5

    Girls night out – A missão – Becky – Pt5

    Corri o máximo que pude junto a Pepe, mas não estava com intenção alguma de fugir. Estava extremamente com raiva por não ter sentido a magia que nos rodeava antes de sermos capturadas. Mas, tínhamos uma missão a cumprir e faríamos isso com perfeição, mesmo com os incidentes. Além disso, a Lilian acabou ficando para trás, tentando nos ajudar e, ainda estava capturada, por tanto, não iríamos deixá-la.

    Sentamos em baixo de algumas árvores para recuperarmos o fôlego e pensarmos no que iríamos fazer. Pepe já não parecia tão machucada, se recuperava muito rapidamente e eu, era um pouco mais resistente, pois com as seções de tortura que Erner fazia a mim, meu corpo aprendeu a se regenerar mais facilmente.  Porém, aquela magia estranha vinda do tal mago parecia ter afetado nossas energias.

    – Pepe, precisamos pensar rápido no que fazer, não podemos ficar aqui paradas.

    – Eu sei Becky, mas ainda estamos fracas. Precisamos recuperar nossas energias, salvar a Lilian, que agora está lá sozinha e matar aquele maldito.

    -Matar todos aqueles malditos! Além disso, esquece que Lilian conseguiu mandar aquela mensagem para avisar o mestre dela.  Os nossos celulares foram completamente destruídos, não temos certeza se a mensagem foi realmente enviada e não podemos ficar esperando por eles, afinal, não é isso que o Fê esperava de nós quando nos mandou para cá.

    -Está mais do que certa Rebecca! Já sei o que podemos fazer… Ainda consegue confundir algumas mentes?

    Pepe era muito esperta, e teve sorte por ter como mestre, o Ferdinand. Eu havia aprendido muitas artimanhas com a necessidade de me virar sozinha. E então, partimos para a ação. Não tínhamos tempo a perder, afinal haveria poucas horas até o amanhecer. Aproximamo-nos do local, era uma casa antiga, com janelas altas e fechadas por dentro com madeiras mal pregadas. Mas, era possivel ver que havia luzes acessas. Caminhamos até os fundos da casa. Havia seguranças por todos os lados. Alguns capangas levavam Lilian cabisbaixa para dentro de uma caminhonete, ela e dois deles entraram no banco de trás, na frente, havia um na direção e um no banco do carona fortemente armado. Em outro carro, vimos mais alguns caras armados e o tal mago escoltado por todos eles.

    Pepe e eu nos aproximamos lentamente de dois caras que vigiavam mais a frente e estavam fora de vista dos demais. Com o pouco dos poderes que me restavam, confundi-os fazendo com que vissem vultos, algo que eu raramente conseguia fazer. Em um momento de distração de ambos, os pegamos pelas costas e com muita fome, bebemos todo aquele sangue sujo até não restar uma gota. Com as forças recuperadas conseguimos matar mais alguns pelo caminho, até acharmos algo que nos permitisse segui-los.

    -Para onde será que eles estão indo, Becky?

    -Para onde, eu não sei. Mas, acho que essa” troca” de esconderijo deve ter algum motivo.

    -Sabe pilotar essa moto?

    Eu olhei para Pepe, só havia pilotando uma moto em minha adolescência, o que quer dizer, há muuuuito tempo.

    – E temos outra opção, minha querida?

  • Girls night out – Pepe – Pt3

    Girls night out – Pepe – Pt3

    Desde que me tornei uma sanguessuga há meses atrás, minha vida virou do avesso. Claro, que não foi um avesso de forma ruim por completo, mas no sentido de que tive de mudar praticamente tudo o que fazia antes. O Fê já contou sobre minha transformação em: Transformação em vampiro, porém hoje eu resolvi dedicar uma parte de meu tempo livre para contar a minha impressão de tudo isso.

    Passados os dramas iniciais de minha transformação, eu precisei dedicar um tempo para me adequar à nova realidade. Tanto que resolvi abolir as roupas de pirralha revoltada e quase todos os meus piercings, salvo alguns estratégico, e adotei algo mais 30 anos, executiva e linda. Para ser honesta eu ainda tenho 23 e estava prestes a completar 24 e esse estililinho, que deixa alguns fulanos de queixo caído por onde passo, vai ajudar n os meus deveres. Aliás o Franz ficou de queixo caidinho quando me viu (risos).

    “Divando” a parte, eu troquei uma vida de infortúnios, onde eu não tinha uma família e vivia as custas de meus “freelas on-line” para algo mais honesto e em tempo integral. Digo honestos por que até agora não precisei invadir a conta de ninguém ou ficar produzindo Bitcoins feito uma loka em servidores zumbi. Como o FÊ já lhes disse eu curto essa coisas on-line. Tive minha primeira máquina em 99, quando doaram algumas peças usadas da AMD para o orfanato que eu vivia. Era a porcaria de um AMD Duron 1200 algo tosco para hoje em dia, mas foi aquilo que me ensinou tudo o que sei hoje.

    Ok, deixando meu lado nerd de lado, eu preciso dizer que passei por um aperto gigante ao ser transformada. Diz o Fê que não, mas eu acho que ele bebeu quase todo o meu sangue antes de me dar parte do dele. Enfim, foi bizarro cara! Morrer e voltar dessa forma é punk em muito sentidos doidos. Primeiro veio aquela vontade de beber ou comer algo e que não passava. Depois vieram as ânsias e até vomitei algumas vezes, por que aquela droga de sangue de vaca que me deram era insuportável.

    Depois da alimentação veio a adaptação com os novos sentidos aguçados. Adorei poder ouvir os cochichos, ver as coisas de uma forma mais nítida e poder sentir os cheiros ou as coisa na pele mais facilmente. Claro que passar perto de algum esgoto é horrível, mas não respiramos e isso é algo ainda inédito para mim. Isso e a falta de um coração batendo é algo difícil de explicar. Você sente muita falta dessas coisas quando vai dormir e é muito ruim estar sozinha sem esses barulhos tão banais do mundo humano. Cara, como foi difícil dormir nos primeiros dias.

    Depois que criei um pouco mais de noção dessas coisas simples do mundo dos vampiros o Fê me mandou passar um tempo com o tio Franz (ele odeia quando eu lhe chamo assim). Todos nós temos mais ou menos a mesma idade. Perto dos 25 e isso me ajudou a se adaptar. É divertido estar junto de uma galerinha que parece o grupo da faculdade para o resto da vida.

    Isso de resto da vida eu não assimilei muito ainda e nem o fato de que posso fazer algumas coisas que antes não fazia. Como ter mais força, ser mais rápida e as malditas transformações. Estou aprendendo a me transformar em loba e isso tem me tirado do sério as vezes. Não sou paciente feito o Fê ou o Seba, então estou tentando outros métodos indicados pelo tio Franz. Num deles ele quis por que quis que eu ficasse sem roupa nenhuma, mas isso também é outra coisa que não rola ainda. Ainda mais depois de tudo o que me falam dele. Por incrível que pareça ainda tenho medo de muitas coisas ne gente. Não sou do tipo que se joga de cabeça em certas coisas, prefiro meu canto e meu tempo e como tenho muito, acho que vou aprender tudo mais devagar. Leu isso né Fê?

    Sim, eu falei muito do Fê aqui e acho que é por causa do nosso vínculo. Só que eu preciso terminar meu relato dizendo o quanto ele tem sido querido, gentil e fofo comigo. Ele praticamente me adotou. Coisa que eu mais queria em toda minha vida e somente quem foi abandonado pelos pais ou passou quase toda a vida num orfanato longe de uma família é que vai me entender. Claro que eu tive uma espécie de sorte diferenciada, mas estou curtindo cada momento desta nova fase.

    Tanto que adorei ser chamada para esta nova missão junto das novas aliadas do clã: a Lili e a Becky e seja lá o que o Fê quiser que eu faça, eu farei com todas as minhas forças.