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  • Assalto ao vampiro

    Assalto ao vampiro

    Sabe aquela noite em que você acha que não vai acontecer nada de diferente, porém em poucos minutos se vê sendo surpreendido por algo extremamente bom? Pois então meus queridos leitores, a noite de ontem foi assim. Estava eu em busca de um pouco de sangue, afinal eu preciso me alimentar pelo menos a cada duas semanas, quando sou surpreendido por minha doce e imprevisível Julie.

    A história foi um tanto quanto inusitada e mais ou menos assim:

    Decidi que eu precisava de uma boa caçada, por que fazia tempo que eu não perseguia nenhum meliante. Como eu já disse por aqui, o sangue fresco e carregado de adrenalina é sempre muito melhor, do tipo que a menor lembrança, me faz inclusive salivar. Então me arrumei, preparei um dos carros e parti para uma rua próxima a um ponto de venda e entorpecentes.

    Minutos depois eu estacionei o carro e fiquei por um tempo observando a região. Meu carro novo e limpinho obviamente chamava atenção e ao perceber que algumas pessoas ficaram observando eu tratei de sair rapidamente do lugar e me escondi em um lugar onde ainda podia vê-lo. A rua onde as drogas eram vendidas ficava a um quarteirão e dizem que não há roubos próximos destes lugares, haja vista que policia perto é sempre um problema. Todavia, eu tentei a sorte, pois sempre há um ou outro desavisado.

    Não tardou e logo alguns caras começaram a passar perto do carro, alguns até tentaram ver algo dentro, mas as películas muito escuras dificultavam a observação. Alguns minutos haviam se passado e em certo momento dois caras começaram a bater papo próximo do lugar. Além disso, para minha sorte um deles estava armado, ou aparentava estar, pois havia um volume a mais nas suas costas e logo acima da cintura.

    Eles estavam observando tudo ao redor e um deles inclusive deu uma olhada por baixo do meu carro, certamente procurando algum rastreador.” Ok, acho que tirei sorte grande!” – pensei comigo. Então tratei de por o óculos de grau, baguncei um pouco o cabelo, desarrumei a camisa para fora da calça e gargarejei um pouco de Jack Daniels, que eu levava numa whiskeira de metal no bolso. Dando a entender assim que eu poderia ser um executivo vindo de algum happy hour e possivelmente alcoolizado.

    Em seguida sem que eles percebessem eu comecei a descer a rua em direção ao carro e quando eu vi que um deles me percebeu eu comecei a interpretar uma comedida bebedeira. Inclusive desativei o alarme ao longe, para que eles percebessem que o carro era meu. Já próximo ao carro eu parei, fiz um pouco de barulho com o chaveiro e sim, um deles previsivelmente veio ao meu encontro.

    – Tá a fim de um lance do bom? Bora se envolver, tenho de tudo heim e na classe pro doutor…

    Mesmo com ele falando cada vez mais e sem parar eu continuei andando até parar a frente da porta. No entanto, percebi que o outro ia fazer algo e fiquei aguardando com a mão na maçaneta.  Até soltei um “Obrigado, não tô afim cara…”, mas junto do clique da maçaneta, o cara mais próximo a mim foi rapidamente para trás do veiculo e o outro veio com um 38 em minha direção.

    Para minha surpresa ele estava calmo, mas segurou firmemente o meu braço esquerdo dizendo na maior cara lavada: – Entra ai cara, isso é um sequestro e nós vamos dar uma voltinha. Diante de tais argumentos eu apenas deixei ser conduzido, mas confesso que tive vontade de rir, ao mesmo tempo em que pensei: “Hahahah mal sabe ele com quem está lidando, pobre mancebo…”.

    Já dentro do carro, eu apenas aguardei ansioso a sequencia dos acontecimentos. O primeiro cara se acomodou no banco do motorista e ficou revirando tudo que podia, enquanto o outro armado e junto a mim no banco traseiro, olhou rapidamente ao redor e depois nos disse: – Passa a chave para ele, em que banco o doutorsinho tem conta, nos queremos uma grana cara, se você for gente fina te liberamos em algum lugar depois…

    Naquele instante eu já estava começando a ficar com fome, mas não queria atacá-los em plena rua. Lembrei então de um banco que ficava perto de uma praça meio escura e os fiz me levar até lá. No caminho, algo em torno de 5 minutos, percebi pelo morder de lábios que o meliante da frente havia cheirado cocaína e o de trás provavelmente havia fumado maconha, haja vista o forte cheiro em suas roupas e suas pupilas dilatadas. Seriam então presas fáceis, mas aguardei até que o marginal da frente estacionasse.

    Rua deserta, com apenas alguns mendigos dormindo próximos a entrada do banco 24h e foi então que encontrei o momento que eu precisava. Num instante de descuido eu segurei numa chave de braço o cara que estava a frente e com a outra mão desarmei o que estava ao meu lado. Sim, usei minha rapidez e minha força superiores. Os dois obviamente ficaram surpresos, e o de trás ainda tentou se desvencilhar, mas o contive segurando-o fortemente pelo braço.

    Eis aquele momento em que meu companheiro aflora, as presas crescem e eu me deixo levar pelo doce, quente e avassalador poder demoníaco. Às vezes fico sem palavras para descrever o poder de se possuir e controlar totalmente a vida nas próprias mãos, e por isso vou deixar que a imaginação de vocês faça o resto, quem sabe ao encontro de algo parecido pelo qual eu sempre sinto.

    Alimentei-me com o que estava atrás ao mesmo tempo em que mantinha preso o da frente. Era um sangue amargo, daqueles do tipo venoso e muito sujo, ou seja, o meu predileto. Dane-se a contagem de segundo, naquele instante eu queria ir além e possuir aquela alma até o último pulsar de seu coração nefasto. E não tardou para que isso acontecesse… A estase da alimentação, o prazer equivalente ao orgasmo intenso… Pena que foram apenas alguns segundos e estes rompidos por uma doce surpresa…

    Ao reabrir os olhos dei de cara com Julie que nos observava atenta e sentada comportadamente ao banco do carona a frente. Ao me ver ela abriu um sorrisinho sacana e levou sua mão até minha boca, limpando um pouco do sangue de minha barba ao mesmo tempo que me disse: – Quanta fúria Fê, tudo isso era fome ou estavas apenas matando a saudade de mim com um simples lanchinho?

    Sabe quando tu ficas sem reação ou palavras? Pois então, esse foi o caso. No entanto, me permiti o gracejo, soltando o meliante ao meu lado e segurando rapidamente o pulso de Julie. Havia ficado um pouco de sangue em um de seus dedos, o que certamente rendeu uma bela e sexy lambida…

    Quanto ao cara do banco da frente? Bom, Julie também fez um belo jantar e na sequencia nos livramos deles. Sabe combustão espontânea? Então, transformar corpos humanos rapidamente em cinzas é um dos dons de minha bela morena.

    Nas últimas semanas que se passaram Julie já havia retornado e contado sobre o engano que havia ocorrido. Na verdade ela não iria sumir, ficaria apenas por um tempo tratando de alguns de seus negócios. Inclusive cabe aqui aquela dica de não se deixar levar pelas fofocas alheias…

    Ah sim, Julie criou um twitter e vai participar do blog, aguardem novidades…

  • O Justiceiro

    O Justiceiro

    Acabo de ler uma notícia que demonstra na prática o que tenho tentado mostrar por aqui desde 2008.

    Esta notícia publicada hoje no portal ClicRBS de Santa Catarina fala de alguém que assina uma carta que círcula pela região de Balneário Arroio do Silva, no Sul de Santa Catarina. Onde a pessoa diz que fará justiça com as próprias mãos, aniquilando 23 bandidos que circulam por lá.

    “Um morador de Balneário Arroio do Silva, no Sul de Santa Catarina, indgnado com a questão de segurança pública, promete fazer justiça com as próprias mãos. Em uma carta, assinada por O Justiceiro, alguém fez uma lista negra com 23 nomes. E, se as autoridades não tomarem uma providência, o homem promete matar todos.”

    E ai quem é contra e quem é a favor deste ato aparentemente desesperado diante da falha Justiça brasileira?

     

    Atualização: Parece que o Justiceiro fez sua primeira vítima e esta se encontra-se internada no hospital.

    Justiceiro: 1 (um)
    Polícia e bandidos: 0 (zero)

  • O que separa os humanos dos outros seres?

    O que separa os humanos dos outros seres?

    Para que eu possa situa-los melhor, no sábado eu fui numa festa pública em São Paulo chamada Virada Cultural, junto de minha noiva e de uma amiga. Em meio a várias situações ruins no qual passamos ainda tive o desprazer de ter meu celular roubado.

    Quando um grupo de vampiros se reúne para conversar é inevitável não falar dos humanos. Vivemos na marginalidade de sua sociedade, eles são a maioria e tudo o que fazemos ou deixamos de fazer quase sempre é influenciado por esses seres que se dizem evoluídos. Não nego que muitos humanos sejam pessoas dignas e que também sofrem as custas dos maus elementos, mas até que ponto a humanidade ainda é algo sadio para o ambiente terreno?

    Ouço frequentemente alguns irmãos sanguessugas tendo ataques de fúria, querendo promover verdadeiros holocaustos, diante de tanta barbárie que é vista comumente em jornais, revistas, na TV e na internet. Ouvimos, vemos e enfrentamos em nossas noites uma série problemas sociais e sempre fica uma questão em aberto, por que o ser humano é o único entre os seres deste mundo que consegue ser tão ruim para com o seu próprio semelhante?

    Certas dúvidas sempre pairam a cabeça deste velho filósofo. Confesso como sempre que não sou o melhor exemplo de conduta. Tenho os meus vícios, os meus momentos de fúria impensada e até já cometi muitos crimes a seres humanos indefesos. Todavia isso é da minha natureza e se fizermos uma comparação estúpida vocês não culpam o homem por se alimentar do pobre boi indefeso, ou seja, cadeia alimentar é algo completamente diferente da criminalização banalizada no qual citei anteriormente.

    Enfim, alguém em sã consciência e longe de pré-conceitos poderia me explicar por que diabos um babaquinha menor de idade rouba um celular de um cara que estava tirando fotos em uma praça pública? O que ele vai fazer com a bosta do aparelho que bloqueado imediatamente e não pode ser mais utilizado em nenhuma operadora, pois teve o seu IMEI também bloqueado? Sem cabos, sem carregador…

    Ok esqueci de mencionar o fator status social. O que é isso? Bom é algo que existe desde muito antigamente e o problema começa quando as pessoas o confundem com glória. Glória por sua vez era o que existia antigamente quando um cara montava um exército e conquistava o seu reino, vivendo por muitos anos como um rei sendo respeitado por dar segurança a determinado povo.

    Roubar para se gabar diante dos coleguinhas gays que andam em grupinhos? Não ofendo aqui os gays, longe de mim desrespeitar esta opção sexual, faço apenas uma referencia ao fato desses bandidinhos, metidos as marginais ao andarem em grupinhos, fazendo comedidos arrastões. Esse tipo de ato cometido sempre em grupos só pode ter uma conotação de amor ao seu amigo muito próxima.

    Por que diabos nenhum deles age sozinho? Obviamente não o faz por que no fundo ele é um covarde que borra suas vestes sempre que tem pesadelos. Um covarde que nunca vai sentir a glória de carregar uma arma e banir de suas terras o mal que a assola. A glória de salvar alguém em perigo diante de um mal maior. A glória de ter amigos verdadeiros que o respeitam por seus atos. Enfim, a glória de viver uma vida baseada em respeito aos semelhantes e morrer com honra.

    Há vários anos atrás eu conheci um praticante do Bushido que me ensinou algumas regras para viver melhor. Durante muitos tempo eu pratiquei sem saber, acho que agora é chegado o momento de pratica-la com mais força e divulgar os seus benefícios. Minha alma já está condenada, mas quem sabe com minhas palavras e prática eu consiga salvar alguns perdidos.

    As 7 virtudes dos Samurais:

    1. GI – Justiça e Moralidade, Atitude direta, razão correta, decidir sem hesitar;
    2. YUU – Coragem, Bravura heroica.
    3. JIN – Compaixão, Benevolência.
    4. REI – Polidez e Cortesia, Amabilidade.
    5. MAKOTO – Sinceridade, Veracidade total.
    6. MEIYO – Honra, Glória;
    7. CHUU – Dever e Lealdade.
  • Depósitos de sangue

    Depósitos de sangue

    Estava tranquilo em casa vendo alguns e-mails, gravando um podcast com o som ligado e preparando uma jantinha leve para o meu amor. Acontece que ao longe o maldito perfume de plasma a precedeu a sua chegada. A medida que ela se aproximava do cômodo onde eu estava era nítido que havia acontecido alguma coisa. Abri a porta e ao longe ouço a descarga do banheiro. Falo:

    –       Boa noite amore tudo bem?

    Ela então responde com uma voz que deixa perceptível o seu cansaço entrelaçado com um sofrimento comedido:

    –       Oi bebê… Nossa quase que eu passo vergonha no ônibus…

    Antes que dela terminar o seu rito, me vêm a cabeça o que havia ocorrido. Mais que depressa sio de perto e vou para a varanda mudar os ares. Por mais que nossa respiração não seja automática igual aos humanos, nesse momento ela insiste em farejar o que havia sentido anteriormente… Maldito demônio sempre me surge nas horas mais inoportunas…

    Enquanto eu me acalmava, coisa rápida de uns 3 min ela me surge dando um abraço caloroso pelas costas e me fala.

    –       Nossa amor que dia… Ixe está nos teus dias de novo?

    –       Pois então, (respondo eu) estava tentando permanecer mais alguns dias sem ir atrás de comida, mas acho que vou ter de sair hoje. Os teus “dias” romperam minha rotina, melhor eu fazer algo para não termos nenhum contratempo.

    Cara que ódio que tenho de mim nessas horas. Que ódio que eu tenho quando ela me olha com aquela carinha de pena… Que ódio…

    Fiz algumas ligações e lá fui eu para um Riv`s. Riv`s é abreviação de Red River, alguns chama de bar outros de depósito, pra mim é um grande problema. Pois o local é mantido por uma máfia vampiresca. Um sub grupo de sanguessugas que tem contatos no submundo e que tem nesses lugares uma fonte de renda, para manter os seus negócios.

    O Riv`s mais perto de onde estamos fica a uns 20 min de moto e lá fui eu. Tendo em vista que é um local frequentado pela escória de nossa sociedade eu fui preparado da mesma forma como se estivesse indo a uma caçada.

    Paro a moto, desta vez a Harley em uma rua próxima e vou para o local a pé. Uma porta marrom enferrujada em meio a tantas outras oculta um mundo desconhecido a maioria dos transeuntes que alí passavam. Dou três batidas e logo ouço uma voz grave no interfone: “Quem?”.

    Respondo a senha e a porta é destrancada. Desço uma escadaria escura e ao final do corredor uma outra porta também de metal é aberta, mas esta é lenta e dá a vontade de empurrar.

    Espero que a porta se abra e o local vai ficando visível. Algumas mesas, um modesto palco com um pole dance. Alguns vampiros se misturam a alguns carniçais e humanos. Gente de todos tipo mas em sua maioria marginais. O local devia ter algo em torno de uns 100 indivíduos. Algumas garçonetes que mais pareciam putas de filme policial serviam as mesas e em um balcão duas meninas faziam o papel de barman. Aproximo-me do balcão e peço logo de cara o que eu queria:

    –       Sangue!

    Ela chama a outra menina do balcão e esta por sua vez me leva até um quarto. Neste quarto, longe do barulho da música alta ela me fala das opções:

    –       Gatinho, cê quer bolsa ou uma das garotas?

    Estava esquecendo de comentar que neste lugar acontece outro tipo de prostituição. Ali algumas pessoas vendem o seu próprio sangue aos que tiverem dinheiro para pagar. Confesso que isso é sempre uma proposta tentadora, mas eu resolvi ficar com as bolsas mesmo.

    Então a garota, sai e depois de alguns minutos volta com uma sacola térmica. Nela 4 bolsas de sangue, um copo e guardanapo vermelho de pano. Dou-lhe o dinheiro que deve ser em espécie e faço o meu desjejum.

    Quem bom seria se eu sempre pudesse fazer isso não é mesmo? O Problema é que o dinheiro que eu dei provavelmente vai financiar algum grande assalto, pode ser usado para armar gangues, para comprar drogas. Sem contar o fato de que um Riv nunca é um lugar seguro. Quase sempre são feitas batidas policiais, muitas histórias são contadas de caçadores e até peludos que invadiram esses lugares e não deixaram nada nem ninguém vivo…

    Por sorte volta para casa tranquilo e termino minha noite na cama tranquilo com a patroa. Ela saiu agora a pouco e resolvi escrever para não perder os detalhes de mais essa minha incursão no mundo oculto que existe por trás do que os humanos acham que é realidade.

  • Quiseram assaltar o vampiro

    Tem dias que eu paro e penso: Porra será que eu atraio bandido ou foi minha visão que se ampliou e está treinada quando o assunto são os vagabundos? Prefiro achar que minha visão está treinada, por que ninguém merece atrair tanto mala assim.

    Hoje eu acordei cedo, o dia terminou com uma baita chuva, esta que, aliás, começou enquanto eu dava uma pequena volta de moto pelo centro da capital. Sabe aqueles dias em que tu ligas o foda-se e sai por ai sem rumo, então era esse o meu objetivo. Na verdade foi uma péssima idéia por que Floripa nesses dias vira o caos, horário de pico com todo mundo saindo do trabalho perto das 19 e chuva, ou seja, o circo estava pronto e tudo indicava que ia dar merda para o palhaço aqui…

    Eu ali na moto esperando o sinal abrir quando me deparo com um Celta preto com 4 indivíduos, tudo bem, se não fosse um deles abrir a porta traseira e apontar uma Magnun 44 cromada para uma mulher que passava correndo. No susto ela jogou a bolsa pra ele e continuou correndo. Estranho, será que foi assalto? Pensei comigo, mas continuei ali de “butuca”. Até que correndo de baixo do toró vinha um velhinho com uma capanga (carteira grande coisa de velho) e um guarda-chuva. Novamente o cara abriu a porta mostrou a arma, murmurou algo e raptou mais uma carteira.

    Nessa altura do campeonato a rua já estava alagada e eu tive de parar a possante na calçada um pouco a frente do carro e lá era um alvo fácil. Moto importada e sozinho uma isca perfeita! Foi só esperar e não demorou muito para o Celta parar na minha frente. Um dos caras abaixou o vidro pediu que horas eram, fiz uma expressão feliz e disse hora de tu levar pau seu filho da puta… Dei um soco nele que ficou meio norteado e antes do motorista arrancar, chutei o vidro da porta de cima para baixo com minha bota. Nesse momento os outros dois abriram suas portas e saíram correndo, como estava em público e não podia usar poderes sai atrás deles na corrida. Bummm… dei uma voadeira nas costas do infeliz, que caiu bateu a cabeça e ficou inconsciente. Arrastei-o até o carro, subi na moto e fui atrás do último.

    Droga sirenes é impressionante como a policia sempre chega na hora errada! O cheiro de medo estava no ar… Cerrei os olhos por um instante e não foi difícil sentir o cara bem próximo. Era a esquina de um prédio em construção, do outro lado uma padaria, do outro uma casa de muros altos e na frente um terreno baldio. Há há há lá estava ele no mato. Estacionei a moto calmamente, olhei para os lados e para o prédio para ver se ninguém estava me observando e pulei no mato. Escuridão total, temporal, foi fácil passar despercebido. Enfim, pulei no mato e fui surpreendido com dois tiros, um pegou no braço esquerdo e outro na coxa direita. Merda, nesse momento eu fiquei puto, saltei em cima do malaco e quebrei seu pescoço como se fosse o de uma galinha. Merda merda merda… Respirei fundo e me acalmei, o calor das malditas balas ia esfriando dentro da pele, mas tive que arrancá-las com os dedos mesmo e isso dói. Alá, Rambo mordi um pedaço de pano para não gritar e as tirei, caralho vocês não imaginam como a porra de uma bala dói.

    E ainda tinha o corpo do infeliz, bom essa é a parte que mais gosto. Cavei uma cova com as mãos mesmo e o enterrei por ali… Maldito apodreça no inferno…

    Tudo isso ocorreu em 22 minutos no meu início de noite entre as 19 e 20 horas, ou seja, ainda sinto um pouco de incômodo onde levei os tiros, mas a cicatriz já se fechou. Claro que estou longe de Floripa e vou ficar um bom tempo sem ir para lá. De qualquer forma ainda estou na estrada e parado em um posto, não chove mais, mas já estou quase em casa…