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  • Sexo, ritual e passeios de moto

    Sexo, ritual e passeios de moto

    Saindo daquela minha tragédia grega atual, vou mudar o foco um pouquinho e escrever sobre uma noite nada convencional com o Ferdinand, o nosso galã, o vampiro sedução, (ele vai me xingar depois dessa!).

    Bom, ele veio visitar no meu país há alguns tempos atrás e decidiu que seria bacana se nós nos conhecêssemos melhor, para o laço ficar mais forte e tal. Eu achei bacana e ficou combinado dele vir a minha casa em uma típica sexta-feira de muita lua e muita putaria noturna para relaxar!

    Lá estava eu vendo uma série quando minha campainha toca, e o vampiro alto, loiro cheio de charme estava entrando na minha sala e como sempre falando, “Cara como você cresceu!” ¬¬’’’’’’ Obrigada Fê nem da pra reparar! Demos um abraço, ofereci uma taça de sangue, afinal é o certo na nossa sociedade, assim como vocês oferecem um copo de água, um boquete…. Nós oferecemos sangue porque é bacana e tradicional.

    Depois de algum tempo colocando a conversa em dia e tratando de alguns negócios, decidimos que seria legal dar umas voltas de moto e ir em alguns lugares exóticos dedicados à nossa sociedade. Sugeri um BloodPub conhecido entre nós e super discreto, o mesmo aceitou, claro, e seguimos caminho indo até o lugar.

    Chegando lá é apenas uma entrada normal em uma sala discreta ao estilo vitoriano, mas ao descer ao porão ou ao HellRoom, nossa recepcionista era nada mais nada menos que uma bela vampira que escondia suas partes com tapa sexo, eu não me incomodei e o Ferdinand também não, afinal o que é bonito é para ser admirado, enfim, voltando ao local em si, passado pela recepcionista, chegamos até o salão principal, que lugar agradável, garçonetes semi vestidas, Blooddrink por toda parte e confortáveis sofás e ótimas funcionárias nos serviam do jeito mais agradável possível, – Se eu soubesse que frequentava lugares assim, confesso que teria lhe convidado bem antes Lili!- Ferdinand parecia surpreso com meu gosto peculiar – Achou o que Fê, que eu vivia em festas country e em passeios românticos?  – Apenas sentei mais próxima dele e com uma piscadela fiz sinal para que a vampira morena nos servisse – Mais alguma coisa que eu possa ajudar senhorita King? – Ela disse toda insinuativa – Mais tarde querida! – Respondi apenas flertando de leve, Ferdinand ainda pasmo com a minha atitude, tomou mais um gole de seu copo e sorriu – Sabe Lili, passeios românticos eu sei que não são tua praia, mas desse teu lado sedutora de vampiras, mocinhas e afins é novidade… – como não sou boba nem nada, dei mais um gole no meu copo e guiei Ferdinand até uma parede cheia de buracos, lá podia se ver vários casais na pegação – Tá saqueei o porquê do nome HellRoom, aliás eles são bem convidativos?!… – Ferdinand parecia cada vez mais animado, decidi então leva-lo dois andares a cima e apresentar o HeavenRoom, o quarto dos céus….

    Não pensem meus caros, que neste quarto ao invés da sexualidade explicita, teríamos vampiros recatados e conversando sobre livros! Não, muito pelo contrário, o HeavenRoom, era o quarto onde os rituais mais pesados, mais loucos aconteciam, rituais no qual vampiros e bruxos entravam em transe, saiam da sua realidade e participavam de sensações e momentos que não esqueceriam tão cedo – E ai Fê, topa? – olhei para ele com uma pontinha de esperança que ele dissesse sim e o mesmo me olhou sorriu e deu um passo para dentro do quarto de ritual. E lá fui eu atrás do boss…

    Olhares, corpos, alucinações das mais loucas, me senti quase despida, vi Ferdinand abraçado a outras vampiras enquanto eu ria sem controle, me senti leve, cores… muitas cores me deixaram fora de ar, até que senti braços fortes me tomarem em seu peito, era o Ferdinand que me puxava para junto de seu pequeno harem, lembro de tomar copos e mais copos de néctar da vida, senti meu corpo ser tocado enquanto eu mesma tocava outros, senti o Ferdinand e mais alguns dali, sensação boa, sensação muito boa, o prazer tomou conta e depois um apagão veio em minha mente e o mundo parou…

    Acordei com uma sensação de leveza e sinceramente não lembrava de nada, até que olho a minha volta e vejo que muitas pessoas participaram na minha loucura, aliás acho que foi loucura generalizada. Mas quando olhei pro lado eu me toquei do que aconteceu, vi um loiro, tatuado, conhecido, semi nu….. PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Sempre que entro nesses lances acabo com um conhecido querido sem roupas ao meu lado, lembra da Becky? Rs

    Não posso reclamar até porque foi bom e eu consegui vários novos contatos para passar alguns dias… =x… Mas foi insano levar o Ferdinand, porque nunca imaginei nós dois em uma aventura tão peculiar. Ele, porém, acordou sorrindo, contente e ainda tirou comigo – Hey, vou te convidar pra sair sempre! Muito insane essas festas que tu vais Lili! – Ferdinand levantou a procura de suas calças em meio aos corpos nus vampíricos que dormiam no quarto escuro iluminado por pequenas luzes – Fê a gente meio que…. – Aiii como é difícil falar isso, mas ele sem problemas conseguia falar – A gente meio que se conheceu melhor e dividimos uma noite bem cheia de surpresas agradáveis… – sim, que noite… Achei que seria melhor pegar minhas peças de roupas espalhadas e me trocar, arrumar o cabelo e sair de lá antes do sol aparecer…

    Quando chegamos em nossas motos, sem falar uma só palavra, eu me perguntava o que ele iria fazer depois até que – Hey, que tal a gente dar mais umas voltas de moto e quem sabe se alimentar de alguns babacas atoa por ai?  – A sugestão dele era ótima, subi na moto e fiz com a cabeça um sinal de aprovação, Ferdinand logo em seguida subiu em sua moto e partimos para mais algumas voltas a procura de alguma diversão ou apenas bancar os “Justiceiros”.

    “Oh Senhor, nos diga

    Nosso lugar é bem lá embaixo

    Se você escutar atentamente

    Você pode ouvir o choro

    Oh Senhor, Deus sabe

    Nosso lugar é bem lá embaixo”

  • De volta a uma rotina nada normal – Parte IV

    De volta a uma rotina nada normal – Parte IV

    Beijei Lorenzo vorazmente.  Em meu quarto, joguei – o na cama. Sentada em cima dele, beijava-o e acariciava seu peito enquanto tirava sua camiseta.  Com as mãos em minha cintura, pressionava sua ereção em meu corpo e nos movimentávamos como em uma dança sincronizada. De repente ele parou.

    – Caramba o que estou fazendo!

    – Hum? O que foi Lorenzo?

    – Desculpa, mas eu não sei se consigo.

    – O que? Hahahaha Lorenzo, eu que devo lhe pedir desculpas, você não irá sair daqui assim.

    – Mas faz tempo que…

    – Shhhhhhhhhiiii – Falei colocando o dedo indicador em sua boca e rindo ao mesmo tempo – Quem manda aqui é eu.  Foi você quem começou com isso, agora terá que terminar. Espere aqui.

    Ele olhou-me sério e apreensivo, mas obedeceu. Quando voltei continuava exatamente como eu havia deixado. Tranquei a porta do quarto.  Com a corda que eu havia buscado, fiz alguns nós prendendo cada um de seus braços à cabeceira da cama. Olhando-me com os olhos arregalados, soube que ele queria perguntar o que eu iria fazer.

    – Você não estava me desejando? Irei matar seu desejo, mas a minha maneira, entendeu?

    Aumentei o volume do rádio que já estava ligado, tocando algumas das seleções de músicas que eu adorava e que me inspiravam nesses momentos. Então, lentamente tirei meu roupão, revelando apenas uma minúscula lingerie vermelha. Puxando seus pés, o mantive esticado sobre a cama e em um movimento rápido tirei sua calça e comecei a beijá-lo e a acariciar seu corpo e seu sexo.

    – Ah, por favor, não faça isso!

    – Hahahahah devia ter pensando antes. Agora, cala a boca que eu não mandei você falar!

    Embora envergonhado, ele estava gostando. Embora tentasse evitar, estava excitado e controlando seus gemidos de prazer. Era engraçado despertar essas sensações em alguém assim. Para mim estava sendo tudo totalmente diferente do que eu já havia visto. Ele era um homem diferente dos que conheci pelo mundo. Arranhei seu peito definido fazendo- o sangrar um pouco. O cheiro de seu sangue era tentador. Mas, eu não queria mordê-lo. Não ainda. Queria senti-lo. Vi que naquele momento ele se empolgava. Ainda amarrado, sentei sobre si e o pressionei contra meu corpo. Eu comandava. E no ritmo da música me movimentava e dava gargalhadas de prazer enquanto o observava ter um orgasmo rápido.  Soltei as amarras e ele investiu contra mim, segurando- me no colo, bateu com minhas costas na parede e demonstrou querer mais.  Deixei-o à vontade durante as últimas horas que se seguiram, enquanto nos beijávamos então, em um momento de excitação, o mordi e o mantive paralisado e quieto, sentindo a dormência tomar seu corpo com minha mordida…

    Horas depois, acordei ao lado de Lorenzo, que me olhava apavorado. Eu, porém, falei sorrindo e me esticando:

    – Olá Lorenzo, como está sentindo-se?

    – Eu estou estranhamente bem. Mas, você… Quem é você?

    Droga. Será que ele lembra que o mordi? Pensei comigo mesmo.

    – O que foi Lorenzo? Qual é o problema, não gostou do que fizemos?

    – Não é isso. Eu gostei sim, pode acreditar. Nunca havia sentido prazer dessa forma. Mas, vendo você dormir… É… Você tem alguma coisa estranha. Seu corpo é tão gelado. Estava dormindo de olhos abertos, parecia morta…

    Merda! Foi como voltar no tempo e relembrar como foi descobrir o que Sr. Erner era. Aqueles olhos paralisados como o de um defunto. Sua expressão morta enquanto dormia. Então naquele momento nostálgico, me distrai e não vi Lorenzo levantar…

    – Hey, o que está fazendo! Não faça isso!

    Foi quando senti o sol queimar-me violentamente.

  • Sangue frio – Pt5

    Sangue frio – Pt5

    Conteúdo impróprio para menores de 16 anos: Sexo, drogas e rock ‘n roll

    Deixei meu corpo gélido e pálido relaxar na água quente daquela banheira com sais e aromas. Fechei os olhos que queimavam como fogo e refleti por alguns instantes. De onde eu estava, conseguia ouvi-lo caminhando vagarosamente de um lado a outro no andar de baixo, enquanto balançava o gelo em seu copo com whisky.  Em certo momento, ouvi que subia as escadas. Tão logo estava escorado na porta do banheiro, me olhando. As lembranças do que haviam acontecido horas atrás perturbavam minha mente e eu não podia evitar a sensação que despertavam em mim. Tentei disfarçar. Juro.

    – O que foi? – Questionei logo que senti sua presença.

    – Não consigo ficar lá embaixo, sabendo que tu estás aqui nessas condições… E além disso, me surpreendeu muito essa noite.

    – É mesmo? Que bom… E, quanto ao “nessas condições” podemos resolver o seu problema, também estou precisando me divertir um pouco. – Falei sarcástica…

    Algumas horas atrás…

    Por incrível que pareça, eu gostava do jeito de Hector e sabia que aprenderia muito com ele. Naquela noite chuvosa, saímos com o carro. Era hora de agirmos, pois nossa vítima já estava capturada. Era hora da diversão! Ao chegarmos ao local que havíamos preparado, não pude deixar de notar que parecia mais úmido e sombrio. O ambiente estava carregado com uma energia maligna, porém, tentadora que, instigava meu demônio. Entramos e só o som da porta pareceu assustar aquele ser esguio e apavorado. Hector fez a frente, cheio de atitude, rindo daqueles olhos arregalados que nos observavam. Como ele ficava sexy daquele jeito. Eu entrei imponente, controlando minha raiva daquele ser. Hector sentou em uma mesa que havia logo a frente de onde nosso brinquedinho estava amarrado. Acompanhando- o sentei na cadeira, e posicionei minhas pernas em cima da mesa com os pés nas pernas de Hector. Ficamos ali por alguns instantes encarando aquele verme, deixando-o mais apavorado ainda com nossas expressões.

    – O que querem de mim!! – Grita agitado.

    – Não adianta gritar. Não somos surdos e ninguém em um raio de 20 km irá ouvi-lo aqui. – Fala Hector erguendo a sobrancelha, irônico.

    Levanto-me. Vou até o Mini System. Coloco um pen drive. Deixo a música tocar. Pego algumas folhas com as fotos que confiscamos do computador daquele imundo e as espalho ao seu redor em inúmeras cópias. Hector que observava curioso e ao mesmo tempo divertindo-se, disse:

    – Rebecca, por que não mostra do que é capaz? Quero ver suas habilidades! Já que estamos aprendendo tanto um com o outro, não é mesmo? Vamos! Fique a vontade, ele é todo seu. Satisfar-me-ei, por ora, observando-a. Além disso, ele já me parece recuperado da surra que lhe dei mais cedo. – Fala cruzando os braços.

    Concordando puxei a cadeira mais para perto.  Caminhei ao redor daquele ser, sentindo sua aura espiritual e em seguida, sentei-me bem a sua frente, deixando Hector ver tudo. Precisei controlar-me para não arrancar sua cabeça. Encarei-o.

    – Olhe para mim Filho da Puta! Agora! – Sim, eu falo palavrão quando estou com raiva.

    Confesso que minhas habilidades ainda são primárias, mas eu tenho potencial, sei bem disso. E no momento em que minha mente começou agir sobre a dele, pude ver o quanto meu dom de manipulação já era forte. Em minhas mãos, vesti uma espécie de próteses de garras afiadíssimas banhadas em ouro. Era um instrumento de tortura que eu havia adorado.  Cravei- as no rosto daquele infeliz e deixei-o em meio a algumas alucinações. Em sua mente, criancinhas meigas se tornavam seus piores demônios, ao mesmo tempo em que o fazia sentir como se seu corpo ardesse em chamas. Seus olhos reviravam expelindo gritos de dor e desespero. Minha mente o feria fazendo cada nervo retorcer e sua pele suar frio, até que feri com as próteses os seus genitais, fazendo o urinar e defecar ali mesmo, envolto ao sangue dos cortes calculadamente bem feitos. Mas, eu ainda queria mais. Lambendo os dedos, lhe dei sangue suficiente para se recuperar, até suas vertigens passarem. Olhei para Hector, que imaginou minhas intenções. Caminhei até ele que no momento parecia triunfante e excitado com a cena que acabava de presenciar. Continuava sentado na mesa, de maneira despojada. Puxei-o pela camisa brincando. Hector envolve as mãos em minha cintura, nos beijamos e então, começamos a rir.

    – Hey você! Olhe para cá. – Provoca Hector.

    Aquele pedaço de lixo ergue a cabeça lentamente, em meio às dores.

    – Você sabe o que é fuder uma mulher de verdade? Aliás, você sabe o que É FUDER de verdade?

    O obrigamos a nos ver jogados em cima daquela mesa. E confesso que foi uma experiência satisfatória. Hector violentamente rasgou meu vestido. Eu arranquei suas roupas e envolto a beijos e mordidas, bebíamos o sangue um do outro. Colocou-me sentada na ponta da mesa, e em pé de frente para mim, fez-me tocar seu sexo, movimentando- o em um vai e vem frenético, enquanto mordia a ponta dos meus seios, fazendo- me arrepiar. Nós nos divertíamos com a frustração e expressão de “Argh, pelo amor de deus” daquele pobre coitado. Senti a penetração de Hector com uma intensidade extraordinária, enquanto nos embalávamos no ritmo das músicas que tocavam. Estávamos em êxtase, fazendo as posições mais mirabolantes possíveis. Mas, infelizmente, nossa plateia estava aos trapos e seu corpo parecia morto. Decidimos que era hora de fazê-lo acordar. Acompanhando as instruções de Hector, o vampirata mais sádico e gostoso que já conheci, utilizamos bisturis, açoites e correntes para darmos uma bela surra naquele infeliz, arrancando e espalhando pedaços de sua carne por todo o chão, enquanto bebíamos seu sangue podre. Até que seu corpo entregou-se de vez.

    – Sim, isso é o que merece um verme pedófilo como esse. – Hector cuspe no rosto já morto daquele ser enquanto fala.

    Arrumamos nossas coisas, limpamos o local e fomos embora. No caminho, refleti que pensava ser sádica, mas não tanto assim. Eu havia descoberto outro ser dentro de mim. Outra Rebecca. Tão ruim quanto aquele pirata, ou seria sua influência?

    Conclui que, sim, eu aprendi muito com ele, e sim, definitivamente éramos uma bela dupla.

  • Sangue frio – Pt2

    Sangue frio – Pt2

    Atenção: Conteúdo inadequado a menores de 16 anos.

    Cheguei ao encontro daquele “vampirata moderninho” seguindo o endereço indicado pelo Fê, que em algumas de nossas conversas fraternas em companhia de bons vinhos deixou-me a par dos assuntos sobre o projeto “Escolhidos” e sobre os métodos utilizados por Hector. Segundo Ferdinand, a metodologia daquele vampiro sodomita era um pouco diferente do seu, acreditando que eu certamente me identificaria com seu estilo e que, de certa forma, seria deveras interessante cumprirmos algumas missões juntos, compartilhando nossos conhecimentos sobre a arte de causar sofrimento a alguns dos porcos e infelizes seres que praticam a perversidade contra inocentes. Eu sabia claramente em qual terreno estaria pisando, e estava ansiosa, como de costume, e ao mesmo tempo excitada com tais expectativas, pois sempre gostei de bons desafios.

    Eram por volta das onze, de uma noite qualquer, quando fui recebida em sua moradia para nosso primeiro encontro. Uma festa gótica.  Fui pega de surpresa em ter que ir a tal festinha a caráter, porém, eu possuía algumas peças no carro que quebravam um galho.  Confesso que inicialmente a conversa soava estranha, como se quiséssemos intimidar um ao outro. No entanto, logo constatei que tínhamos algumas afinidades em determinados aspectos. Hector estava sentado e com meu lápis de olho na mão mostrou precisar de auxílio. E foi então, que pude observá-lo com mais detalhes. Bem de pertinho. Tinha o corpo magro, mas definido. E uma altura mediana. Seu cheiro era instigante para mim, seus olhos miúdos e negros e suas mãos com dedos longos movimentavam-se junto ao cabelo razoavelmente comprido e escuro, com enorme destreza, conforme falava. Porém, naquele momento, nos mantivemos em silêncio. Concentrada no que estava fazendo, pude sentir sua perna roçar sobre a minha. Distraído, Hector pareceu não notar que eu imaginava sobre o que eram seus pensamentos. Ficamos ali por alguns minutos imaginando-nos em cenas sórdidas e quentes.

    Deixei meu carro em sua garagem para irmos juntos e, na tal festa, conheci alguns amigos de Hector.  Mas, no final cada um foi para um lado observar o ambiente, e claro, ambos sabíamos que estávamos atentos as ações um do outro. Mordemos alguns pescoços por lá e madrugada adentro constatamos que era hora de ir embora.  Chegando, desci e escorei-me no carro.

    – Você vai ficar hospedada aqui. Podemos levar sua mala lá para cima, pequena?

    -É… Na verdade eu havia me preparado para ficar em um hotel aqui perto.

    -Não. Agora que eu a conheci, realmente quero que fique aqui por esses dias. Devo agradecer a Ferdinand pela companhia que me enviou.

    – Quer é? Hector… Eu sei no que estava pensando quando eu estava fazendo essa maquiagem sexy de corvo em você. Não precisa se preocupar com nada.

    Ele compreendeu minhas intenções e olhou para mim, sem parecer surpreso. Deu um sorriso frio e sínico de lado.

    Nem o diabo pôde prever o que houve ali. Não havia nem uma alma na rua àquela hora, e se houvesse eu não me importaria. Hector veio para mim, agarrou meus cabelos já desalinhados com força e entre uma mordiscada e outra senti meu corpo arrepiar como há muitos anos não acontecia. Sim, ele rasgou ainda mais minha meia calça, colocou minha calcinha minúscula de lado, abriu sua calça jeans preta cheia de correntes somente o suficiente para transarmos ali mesmo, prensados sobre o carro.  A cada movimento, mordíamos e bebíamos o sangue frio um do outro na qual sentíamos uma junção do orgasmo humano com o vampiresco. Arrancávamos pedaços de nossa própria carne com as unhas e quando nos acalmamos, daquela sede doentia, continuamos ali, em movimentos lentos e fortes penetrando um corpo gélido no outro o máximo que fosse possivel…

    Naquela noite, após aquela loucura toda. Ele carregou minha mala até o quarto. Tomamos um belo banho. E ainda ficamos até amanhecer bebendo e conversando. Hector me mostrou sua coleção de utensílios e bisturis, onde planejamos nossos passos para resolver um dos casos entre os diversos que havia em toda aquela papelada de processos criminais encaminhados por um aliado e amigo policial. Eu estava determinada. Por enquanto, também estava satisfeita, mas eu queria e sabia que ainda haveria de acontecer muita coisa dali pra frente.

  • Sangue frio – Pt1

    Sangue frio – Pt1

    Atenção: Conteúdo inadequado a menores de 16 anos.

    Ela surgiu numa noite qualquer, disse que estava disposta a ajudar em meus projetos e que de certa forma sentia simpatia por meus métodos. Não é sempre que a amiga de um amigo surge a tua porta e com tais intenções. Baixa estatura, esguia e se não fosse isso ainda estava  com a cabeça cheia de dúvidas e anseios, seria ela minha nova aprendiz?

    – O Fê me contou diversas histórias sobre os Escolhidos e o jeito com que vocês vão atrás dos bandidos. Ele de certa forma é bom ou bonzinho demais comparado a você, pelo que entendi…

    – Ele é justo. Todos temos um lado bom ou ruim.

    – Sim, ele já me disse isso, mas mesmo você tem um lado bom?

    – Talvez, pequena…

    Já em nossa primeira noite juntos, decidi levar Becky a uma festa diferente, onde eu testaria até onde vão os seus escrúpulos. Como era uma espécie de comemoração gótica, precisamos fazer algumas mudanças em nossa aparência. Nada demais na verdade, apenas algumas roupas, maquiagem e acessórios. Acontece que rolou um clima interessante, no momento em que ela resolveu me maquiar, estilo Corvo. Sim igual aquele do filme.

    Estava sentado e ela apareceu a minha frente de saia de couro curta, meia calça cheia de texturas e rasgos. A parte de cima do espartilho aumentou e realçou seus seios e para finalizar, ela ainda havia amarrado os cabelos lisos pretos estilo Lolita. Para ser bem sincero, ela estava bastante atraente, mas o que me chamou a atenção foi na verdade os seus procedimentos frios e calculistas.

    Olho no olho, coxa com coxa e ela começou a passar o lápis preto em meu rosto. Estava nítida sua concentração sem piscadas e como um experiente médico, que opera com muita precisão um bisturi afiadíssimo, ela desenhou todo meu rosto. Confesso que a cada traço a vontade de ser rasgado por aqueles dedos finos aumentava voluptuosamente.  Tanto que em determinados momentos eu cheguei a sentir o sangue escorrendo, o seu cheiro, o seu gosto, o seu corpo…

    “Se não fosse ela, a amiga do meu amigo, alguém de importância para o seu clã. Eu teria lhe agarrado, rasgaria ainda mais sua meia calça, colocaria sua calcinha minúscula para o lado e mandaria ver ali mesmo, com ela sentada em meu colo. Quem sabe com o mesmo bisturi, eu cortaria as amarras de seu espartilho e na sequencia morderia com força os seus seios juvenis. Depois, aproveitando todo tesão liberado por meus atos brutos e impensados. Entre uma metida ou outra, beberia com gosto vários goles de seu sangue frio e amaldiçoado. Num momento único, onde seriam combinados os dois tipos de orgasmo, que certamente só os vampiros tem o privilégio de sentir.”

    Ainda bem, que certas ações ficam apenas nos pensamentos e ao final da seção de maquiagem fomos diretamente para a tal festinha. Por lá encontramos alguns dos meus amigos e infelizmente, a pequena se entrosou com um deles. O que foi até bom na verdade, pois pude perceber seus métodos, principalmente os relacionados ao flerte e a dominação.

    O que vai acontecer depois disso? Só o diabo sabe, mas estou ansioso para ver ela usando algum bisturi da minha coleção.

    Posfácio do Ferdinand: Esse texto foi enviado por Whatsapp pelo Hector e dei uma “amenizada” antes de publicar por aqui. Diz ele que já conversou com a Becky sobre tais pensamentos e quem sabe ela mesma nos conte sua versão desse primeiro encontro entre ambos. Aguardem!

  • Fui traído! E agora? – Final

    Fui traído! E agora? – Final

    Diante as revelações feitas por Franz, que foi a fundo na mente de Débora, ficou claro o que ela havia feito…

    Era uma noite fria e típica de junho no hemisfério sul. Débora se despediu e desligou rapidamente o Skype. Alegou que estava com muito sono e precisava descansar para acordar cedo no dia seguinte e fazer o que eu havia lhe pedido. Porém, aquilo foi uma mentira para se livrar de mim e ir para uma reunião importante com outro acionista da empresa.

    Ela havia se arrumado mais do que o normal, estava altamente sexy de saia curta, blusinha decotada, óculos, salto alto e uma liga preta estilizada por cima de sua pele macia e roseada. Os pensamentos eram nítidos em sua cabeça:

    “Preciso impressioná-los a ponto de que confiem em mim, dessa forma vou conseguir tudo o que quero.”

    15 minutos de taxi e lá estava ela entrando num restaurando badalado da cidade. Muito frequentado por empresários, figurões e até mesmo artistas da cidade. A hostess lhe indicou com facilidade a mesa onde havia três homens muito bem trajados, no qual ela mesma já havia avistado com sua visão aguçada de ghoul. Respirou fundo, ajeitou a sainha e o decote antes de cumprimentá-los.

    A mesa ela percebeu rapidamente que um deles estava cobiçando seu corpo, foram muitos os olhares para seus seu voluptuoso, tanto que os negócios renderam rapidamente.

    – Não vejo problemas em conseguir o que me pediu ainda mais se todos concordarem com o custo de seis zeros…

    Dois deles se entreolharam e consentiram para o terceiro, que desprendeu mais uma bela secada no decote da loira e falou para os demais.

    – Pois bem senhores agora que nos acordamos eu preciso definir alguns detalhes com a senhorita Débora.

    Impreterivelmente os dois homens se retiraram, momento no qual Deb percebeu de relance que o homem a sua frente despejou algo em seu copo. Ela sabia que o home a sua frente desejava o seu corpo, mas sedá-la para conseguir isso seria o cúmulo da idiotice? – Disse a si mesma.

    – Viu o que eu coloquei em teu copo? Isso serve para romper o que tens com teu “cliente”. Basta um gole e o laço será rompido. – Disse o homem, que agora havia mudado seu olhar para algo sombrio e diferente do tarado de antes.

    Débora relembrou dos últimos dias que passou comigo, ponderou por alguns instantes e fingiu que havia bebido. Voltou seu olhar para o homem e lhe disse:

    – Pronto! Agora confias em mim?

    – Sim, venha. Vamos tratar dos reais negócios pelo qual lhe procurei.

    Eles saíram do restaurante, entraram numa limusine onde ela percebeu algo de sobrenatural e andaram pela cidade por mais alguns minutos. No caminho o homem lhe confidenciou sua relação com magia e que queria vingança de mim. Pois, eu havia acabado com sua irmã, a maldita bruxa que matou meu estimado irmão Joseph: http://wp.me/p3vcNH-sQ

    Na sequencia daquela noite ela chegou a se lembrar de nosso laço, porém havia sido corrompida por promessas, falácias e aquilo que ela mais queria em sua vida eu havia lhe negado ao escolher Pepe: O maldito do poder.

    Naquela mesma noite ela foi para o refugio do tal mago e lhe proporcionou tudo o que uma puta cobraria em ouro para fazer. Ao amanhecer ela confidenciou sua real intenção de desfazer nosso laço e sem perceber foi sentenciada a ser a cadelinha daquele infeliz…

    – Nem todos merecem uma segunda chance! Ferdinand ela é toda tua…

    Dois passo a frente e arranquei sua cabeça naquele mesmo lugar. Espalhei seu sangue podre por toda a sala e nos presentes. Franz sorriu, Becky se concentrou e Pepe passou a língua nos lábios.

    – Peçam para algum Ghoul limpar isso. A próxima cabeça que vai rolar é a daquele filho da puta…

    Transformei-me em lobo e passei dois dias e uma noite meditando na floresta da fazenda.

  • A Vingança de Rebecca – Parte V

    A Vingança de Rebecca – Parte V

    Voltei para meu corpo. E então, senti todas as dores de uma vez só. Parecia que eu iria “morrer”, era como um efeito colateral. Enquanto estava fora de meu corpo parte de mim estava imune, mas quando voltava, sentia tudo em dobro. Quando descobri meu primeiro dom, perguntava-me se teria só este ou se logo descobriria outros. Mas, já me sentia com uma grande vantagem, pois, além disso, havia descobrido que Erner já não lia mais minha mente por eu ter aprendido a controlar os meus medos. Para que entendam melhor, os manipuladores agem e conseguem o que desejam ao despertar o medo em suas vitimas, algo que eu descobri naquela ocasião…

    A porta foi aberta novamente. Erner veio em minha direção e surpreendentemente desamarrou-me e levou-me para cima.

    – Tome um banho e vista a roupa que está ali na cama, Rebecca – falou rispidamente.

    Eu sabia que ele planejava algo para aquela noite, talvez estivesse se preparando para “livrar-se de mim”, conforme suas anotações. Com isso, eu precisava pensar rápido. Quando ouvi que Erner retornava e subia as escadas, deixei a porta do banheiro entreaberta de modo a deixá-lo me observar enquanto secava-me do banho. Um truque típico, mas, eu sabia que ele faria isso e também sabia que em sua mente surgiriam desejos e ideias insanas a meu respeito. “Uma última vez, talvez, por que não?”. E sim, apesar de nunca ter me comportado de maneira, digamos, provocante, eu sabia que era capaz de despertar interesses em um homem.

    Enrolei-me na toalha. Caminhei até a cama sem olhar para Erner que naquele momento encontrava-se de costas para mim olhando para lua, pela janela. Vesti apenas a “roupa de baixo” que estava junto com um vestido e caminhando pelo quarto fui em direção ao espelho e comecei a observar-me. Erner virou-se para trás e perguntou:

    – O que está fazendo? Eu mandei você se vestir, faça logo o que mando.

    – O que foi? Não quer olhar para mim? – Falei sem deixar o espelho- Sabe, meu cabelo já cresceu novamente, passei anos sem olhar para mim e me sentir uma mulher bonita. Mas, lhe agradeço por tudo isso. Sou realmente grata. Tornei-me forte e confiante, pois mesmo sem ter escolhido isso para mim, hoje sinto que ganhei um presente… Pois serei jovem para sempre!

    -Vejo que você nunca deixará é de ser atrevida, e nunca deixará de provocar-me.

    Virando em sua direção, caminhei lentamente encarando-o, joguei-o na cama e disse:

    – E você não gosta que eu o provoque?

  • A Vingança de Rebecca – Parte I

    A Vingança de Rebecca – Parte I

    Ao revirar e relatar meu passado, muitas lembranças vieram à tona. Tenho tentado contar tudo de maneira mais fiel e resumida possivel, mas claro que, muitos acontecimentos se seguiram, e, ainda trarei muitos relatos sobre os longos e confusos anos que vivi junto a Sr. Erner, um ser totalmente frio e manipulador.  Mesmo que eu tenha o amado de certa forma, eu sentia algo muito maior: ódio. Então, avançando um pouco no tempo, relatarei como consegui minha vingança, me libertando das garras calculistas e doentes de Thomas Erner.

    Por longos minutos, fiquei observando-o. Dormia de olhos abertos. Era estranho. Mas, por outro lado, seu corpo me chamava muito à atenção. Era forte. Mesmo dormindo daquela forma horripilante, seu rosto possuía traços bem marcados, tinha a aparência jovem, mas era excêntrico. Nariz fino, olhos escuros. Cabelos ondulados. Mantinha a expressão sempre séria. Era ríspido e… Sedutor. Lembrei do ocorrido nas últimas horas e imaginei novas situações. Havia sido uma noite incrível, realmente.  Ainda conseguia sentir suas mãos pesadas sobre meu corpo. Por um momento ri ao ver a situação do quarto. Mas, dentro de mim, ainda havia uma tempestade de emoções e oscilações de sentimentos. Senti-me orgulhosa por ter conseguido vencer meus medos, e desafiado aquele a quem eu temia e… Obtido êxito. Além disso, já não me reconhecia em alguns momentos. Eu estava diferente. Em meus pensamentos planejava coisas terríveis que não eram do meu feitio. Sentia amor e atração por aquela criatura, mas ao mesmo tempo, desejava a ele as piores e mais insanas dores e sofrimentos, eu queria vingança, esquecendo-me de que talvez ele estivesse vendo todos esses planos da minha mente. Vesti-me, recolhi os manuscritos e diários que havia deixado cair no chão. Ele continuava dormindo. Desci até a sala. E passei horas lendo e relendo todos os documentos…

    Em certo ponto, o silêncio e a calmaria pareceram-me estranhos demais. Para mim quando tudo estava quieto era porque algo aconteceria. Caminhei até um espelho, meu rosto pálido, olhos fundos e escuros. Quem eu era naquele instante? Perdida em meus pensamentos sobre o que havia vivido até aquela noite, ouvi barulhos estranhos de gemido. Parei e prestei atenção no som. Como sempre, minha curiosidade era imensa. Caminhei em direção ao tal barulho.

    Ao abrir a porta do quarto, senti-me perplexa e enojada…

  • A Revelação: a história de Rebecca – Final

    A Revelação: a história de Rebecca – Final

    Naquele instante, olhava para o chão e para todas aquelas folhas caídas e sentia as paredes girarem e as pernas amolecerem. Senti que aquele poderia ser meu momento final no mundo. Arrepios. Não haveria o que eu pudesse fazer ou planejar para me livrar daquele homem terrível e me livrar daquela prisão maldita. Thomas Erner, era o nome dele. Um demônio manipulador. Pensei no que faria naquele momento. Não adiantava ter medo. Não havia nada a perder. Eu precisava reagir. Precisava deixar aflorar os instintos que ele atribuiu a mim. Ele perguntou-me novamente, sem tirar os olhos do chão também:

    – Me diga senhorita Rebecca. Encontrou o que precisava? Responda-me!

    Ergui minha cabeça. E então disse:

    – Realmente, encontrei. Mas, me diga você, Senhor Thomas Erner quando pretenderia me contar toda a verdade? Quando falaria que é um psicopata que me seguiu a minha vida inteira? Me diga, porque eu  fui predestinada a estar aqui? Quero saber por que sou tão diferente a esse ponto? Você tirou tudo de mim e não vai nem ao menos dizer-me por quê? Se sou igual a você agora, é melhor parar de me tratar como se eu fosse um de seus alvos a quem influencia e manipula.

    Ele não olhava para mim enquanto falava. Parecia realmente furioso e sua voz parecia não sair dele mesmo. Eu estava decidida a não deixá-lo me manipular, ou me fazer sentir medo. Estava disposta a inverter o jogo. Ainda não sabia ao certo como, mas sabia que era preciso.

    Ele ergueu a cabeça lentamente.

    – Você não deveria ter entrado lá! Eu havia lhe avisado.

    Seus olhos estavam vermelhos, arregalados. A porta estava aberta. Ele havia feito de propósito! Sua face desfigurada como se fosse atacar. Eu permaneci parada, encarando-o, disposta a enfrentá-lo. Não sei de onde veio minha coragem naquele momento, mas não pestanejei. Então, ele caminhou até mim enquanto seu rosto voltava ao normal. Então, me beijou vagarosamente, atirou-me na cama com violência e tudo o que eu me lembro do resto daquela noite, foi que quebramos o quarto inteiro…

    Continua, quem sabe…

  • A bruxa sumiu – pt6

    A bruxa sumiu – pt6

    “O termo amor livre tem sido utilizado desde o século XIX para descrever o movimento social que rejeita o casamento e despreza estereótipos e que acredita no amor sem posse, controle ou nome. O amor livre surgiu enquadrado no seio do movimento anarquista, em conjunto com a rejeição da interferência do Estado e da Igreja na vida e nas relações pessoais. Alguns defensores do amor livre consideravam que tanto os homens como as mulheres tinham direito ao prazer sexual, o que na era vitoriana era profundamente radical.”

    – Ferdinand tu acredita no amor livre? Nós bruxas temos muito apreço a esse tipo de conceito. Pois ninguém é dono de ninguém  e sexo é algo tão bom…

    Acho que era algo em torno de meio dia quando rolou esse papo com Helen. Tivemos uma manhã agradável envoltos nos lençóis e aquele sexo maduro tinha satisfeito as carências de ambos. Em função da transformação de Pepe eu tinha deixado minha vida pessoal de lado e Helen pelo que entendi estava a tempos sem gozar dos prazeres sexuais mundanos.

    Confesso que estava com muito sono, depois de todo o envolvimento que tivemos. Só mesmo assim eu ainda tinha uma bela pulga atrás da orelha, então deixei que ela dormisse. Lavei o rosto e me aprofundei nos livros e papeis que havia no quartinho do porão.

    Tirei algumas fotos com o celular dos materiais que achei mais interessante e isso durou praticamente a tarde inteira. Perto das 18 horas Helen acordou, percebeu que eu estava concentrado num dos livros e me provocou com uma bela felina no cio. Tivemos mais alguns momentos muito agradáveis, profanos e intensos. Durante nossas perversões ela inclusive aranhou minhas costas várias vezes, mas minha regeneração rápida tornou aquilo uma grande brincadeira, só para ela.

    Sai de lá perto das 20 horas. Ela insistiu para que eu ficasse, mas algum tempo, mas se há algo que não me apetece é mulher carente e grudenta… Voltei para o hotel e passei parte do material que havia encontrado para Eliot, cria de Hector, analisar tudo nos mínimos detalhes junto de Pepe.

    Estava tão exausto, que decidi tirar tomar um bom banho e me acabei naquela cama gigante do hotel. Próximo das 11 da manhã do dia seguinte Pepe me mandou uma sms dizendo que havia encontrado algo. Enrolei um pouco na cama, mas depois de dois tapas na cara para acordar retornei com uma ligação.

    – Fê encontrei na deep web um grupo autointitulado “Seguidores de A ”, na página deles há vídeos de rituais com invocações demoníacas, esquartejamentos humanos e muitas outras coisas bizarras. O interessante desse grupo é que eles possuem um manto encapuzado e há várias fotos dos membros posando com armas de fogo de grosso calibre.

    Tendo em vista tal descobertas meus planos sofreram grandes mudanças. Já lidei antes com grupos diabolistas, mas neste caso eles realmente possuíam ligações demoníacas e isso saia um pouco da minha alçada. Não que eu estivesse com medo, muito pelo contrário, meu lado demoníaco se excitou com a possibilidade de uma boa briga.

    Liguei para Helen, expliquei o que havia encontrado e ela me disse que os Regrados havia comentado sobre tal grupo. Todavia, não deram detalhes, apenas lhe perguntaram se ela possuía algum contato no meio deles.

    Novamente fiquei desconfiado de suas palavras e fui atrás de João. Quem sabe ele em suas loucuras, pudesse me dar alguma pista que encaixaria pelo menos algumas peças desse quebra-cabeça.

  • A bruxa sumiu – pt5

    A bruxa sumiu – pt5

    Helen possuía uma voz calma, tranquila, quase “chapada”. Sua idade, algo em torno de 30 e poucos não lhe pesava e confesso que me até me senti atraído por ela, afinal vocês sabem que tenho um fraco para bruxas loiras… Papo vai e vem, por alguns momentos eu até me perdi em mio as suas histórias ricas de detalhes, mas enfim depois de alguns minutos ela  tocou no assunto do desaparecimento de sua mãe.

    – Ferdinand, não é fácil para mim falar de mamãe, ela sempre me foi muito boa, tínhamos uma ótima relação e meu mundo virou do avesso quando ela sumiu. Na época os investigadores da policia procuraram em todos os lugares, vieram até mim com teorias loucas e até mesmo o minha casa e minhas intimidades foram reviradas por eles. Na sequencia disso eu ainda estava bastante abalada e ouve uma investigação por parte de alguns Regrados. Sabes que eles são extremamente loucos por regras e foi horrível  tudo o que eles me obrigaram a fazer. Passei uma semana inteira enclausurada numa sala escura e mal me davam água e comida. Portanto, ter de abrir essa conversa de novo contigo, depois de quase 10 anos é difícil, me entende?

    Nesse momento, o semblante dela havia se fechado, ela ainda não havia me falado nada sobre o dia fatídico, mas estava na cara que escondia algo importante…

    – Quando me lembro deles invadindo a reunião do nosso Coven, dos capuzes, dos tiros e todo aquele fogo…

    Depois dessas palavras ela desatou em lágrimas e tive pena dela e de quão ruim aquilo tudo havia acontecido para sua família. Tentei arrancar mais algumas palavras ou fatos, mas foi extremamente difícil. Comprei-lhe uma água e acabei oferecendo carona até a casa dela. Na minha cabeça eu queria apenas confortá-la e acabei dando um tiro certeiro. Ela Aceitou meu convite e fomos com meu carro para sua residência.

    Era um lugar afastado, longe do centro e bem arborizado, típico do interior e absolutamente tranquilo. Pelo que havia entendido ela morava sozinha e constatei isso ao chegarmos. Uma casinha bem amistosa, alguns gatos vieram ao nosso encontro quando chegamos e mesmo sendo tarde, próximo das 23h aceitei seu convite para entrar.

    Eu não deveria estar me envolvendo tanto com a vítima, mas havia algo a mais nela e isso excitava minha curiosidade vampiresca. Ficamos por algum tempo na sala e ela já havia desconfiado de meu lado sobrenatural. Claro que não saio dizendo para todos os ventos que sou vampiro, mas resolvi abrir o jogo com ela.

    Inicialmente ela ficou um pouco surpresa, mas depois me confidenciou que havia tido contato conosco por causa de sua mãe e até possuía um ou dois contatos no mundo dos vampiros e dos peludos. Isso abriu assunto para mais uma bela conversa que durou tempo suficiente para eu não ter mais como sair de sua casa antes do nascer do sol.

    – Pode passar o dia por aqui eu estou tão sozinha ultimamente, que um pouco de companhia irá até me fazer bem.

    “Quando a esmola é demais o santo desconfia”, não é isso que diz o ditado? Pois bem, não era minha ideia dormir na casa dela, mas resolvi dar pano para manga e deixar rolar o que tivesse que rolar. Ela bocejou a minha frente e disse:

    – Nosso papo foi tão bom, que nem vi o tempo passar. Queres que eu te apresente  oquarto de visitas ou já se apagou ao meu sofá?

    – Acho que uma cama iria fazer bem as minhas costas se não te importas…

    – Imagine, venha aqui…

    Segui-a até o quarto e estava tudo muito escuro, para minha surpresa não era um quarto mas sim uma escada que dava para um porão. Mesmo diante disso, deixei ela descer a frente e para minha surpresa havia no porão uma cama confortável, limpa e alguns livros jogados numa estante do canto.

    – Aqui é onde minha mãe costumava ficar quando me visitava. Por causa da idade ela estava com os olhos cansados e falava que aqui nesse breu se sentia mais confortável. Pode por tuas coisas no criado mudo. Eu vou tomar um banho e volto para ver se está confortável.

    Será que eu estava numa noite de sorte, será que eu deveria ser o santo desconfiado? Deixei-a ir para o banho e obviamente revirei todos os livros e coisas do lugar. Alguns deles falavam de história, outros eram apenas romances e um deles me chamou atenção. Capa de couro, folhas amareladas e algumas delas rasgadas. Dentre uma linha e outra percebi que era algum tipo de diário impresso, ou seja, a reprodução da vida de alguém. Contudo, o que me chamou muito a atenção essa uma passagem grifada:

    “…é invocado por magos ou exorcistas, pode os ensinar todas as línguas, encontrando prazer em ensinar expressões imorais, e tem o poder de fazer os espíritos da terra dançarem, assim como por inimigos em fuga usando seus animais ou abalos sísmicos.”

    Eu já havia visto essa descrição de Ágares na internet, mas ali havia mais, inclusive um ritual para invoca-lo. Algo complexo e que inclusive envolvia grande quantidade sangue humano. Mesmo com tudo o que já havia visto mundo a fora, aquilo me deixou perplexo e pensativo. Todavia, tive de parar meus pensamentos por algum tempo, Helen havia voltado e trajava uma bela lingerie preta. Percebi muitas tatuagens pequenas por todo o seu corpo torneado e mesmo com o hobby cobrindo as partes mais gostosas, percebi que não dormiria sozinho naquele dia chuvoso e frio de outono…

  • A vampira pin-up – pt2

    A vampira pin-up – pt2

    Todos sabem das cousas que conto sobre meus irmãos e falar de si próprio é sempre algo difícil, mas para que entendam melhor como eu levo as minhas noites, deixo-lhes uma frase do grande Giacomo Casanova: “Economia em prazer, não é pra mim.”

    Baseando-me nesta ideologia estimulei a conversa entre Eleonor e o tal vampiro, pianista e galã cheio de dedos na esperança de que ele nos apresentasse a beldade pin-up. A conversa foi rápida, mas trocamos muitas dicas e detalhes interessantes, que nos proporcionaram inclusive alguns contatos Wampir relacionados à moda da cidade. Além disso, para minha felicidade ele nos convidou para uma apresentação mais íntima, aonde a maravilhosa Josephine iria se apresentar apenas para um grupo seleto de amigos.

    Na noite seguinte fizemos um pequeno tour, marcamos algumas reuniões e visitamos algumas lojas, onde inclusive tive de carregar as muitas sacolas de minha doce morena consumista. Programas de índio a parte e finalmente nos sobrou tempo para ir a apresentação com os tais amigos selecionados de Josephine.

    Se o Queens of the Stone Age fizesse um som naquela época, certamente estaria rolando Make It Wit Chu quando eu revi a sensacional gringa pin-up. Jeans colado, camisa amarrada entre s seios e lenço na cabeça. Apenas as lentes verdes de seu ray-ban aviator separavam seus lindos olhos dos meus… – Estou apaixonado – Pensei  comigo.

    O tal músico nos avistou logo na chegada e fez as devidas apresentações – Encantado – Disse eu babando e esbanjando toda a elegância europeia que me fosse possível. Porém, para minha surpresa ela ignorou o beijo que tentei lhe dar na mão e  me deu um abraço seguido por beijo carinhoso no rosto, aliás fez o mesmo com Eleonor.

    Conversamos muito rapidamente, aquele básico “Oi tudo bom fiquem a vontade, amigos do fulano são meus amigos…”, seguido por ais apresentação que me frustraram um pouco. Afinal meu ego dizia que seria mais fácil a aproximação com aquela pinup cheia de atitude. Além deles havia mais dois casais de vampiros e três humanos.

    Fizemos amizade fácil e eles adoraram o fato de que naquela época éramos empresários da moda brasileira, ainda mais cariocas. Assim como hoje o conhecimento sobre o Brasil não era tão grande, mas Carmen Miranda e o fato de o Brasil não ter participado com tanto afinco nas duas guerras rendeu boas conversas.  Vários minutos haviam se passado e antes do amanhecer fomos convidados a visitar o espaço vampiresco do lugar. Um porão muito grande, repleto de cômodos aconchegantes e onde a festa continuaria com a apresentação de Josephine numa sala grande, cheia de almofadas e iluminada por várias velas.

    Confesso que havia ficado um pouco chateado pelo fato de não ter recebido tanta atenção por parte da diva, mas a noite continuaria e aparentemente cheia de surpresas. O vampiro se acomodou com um violão e olhando fixamente para Eleonor começou a tocar algo caliente, provavelmente flamenco ou algo do gênero. Depois de alguns instantes surgia Josephine, avassaladoramente sexy num vestidinho carmim curto, que realçava ainda mais suas formas voluptuosas.

    Entre um rebolado e outro ela dançou entre nós de olhos fechados, envolta por vezes no que parecia ser um transe inconsciente e que rapidamente nos contagiou. Lembro-me de um intenso perfume de hibiscos antes dos primeiros humanos sucumbirem à dança, seguidos na sequencia por todos nós.

    Todo estase gerado pela intensidade do mantra, provavelmente misturado há algum feitiço não poderia terminar de outra forma: orgia. O sangue dos humanos, vários corpos nus entrelaçados uns aos outros numa interminável batalha pelo prazer. Bocas, saliva, mãos, gemidos longos e todos aqueles gostosos barulhos emitidos quando a pele de um se esfrega continuamente a pele do outro…