Eu acordei no inicio de uma das noites desta semana e como faço rotineiramente tomei um belo banho para se sentir melhor. Depois olhei os comentários do blog, ví meus e-mails e as várias noticias do dia que havia passado. No entanto em meio a tanto lixo virtual, fui surpreendido de uma forma muito boa por uma sms vinda de Stephanie, a bela morena paulista que me encantou na noite da virada deste ano. Dizia ela “Estou novamente na tua ilha e te quero!”. Povo, se existe uma coisa que admiro nas mulheres é iniciativa e franqueza, além disso, como minha noite com ela havia sido ótima, então eu tinha muitos motivos para revê-la.

Combinei de ir pegá-la em um Hotel no centro da cidade, um desses executivos, pois sua estadia seria rápida e a trabalho. Liguei avisando que estava chegando e ao parar o carro na recepção do Hotel eu nem precisei sinalizar, pois ela já me aguardava ansiosa. Não sai do carro, apenas abri a porta por dentro mesmo e ao me ver ela imediatamente abriu um sorrisão. Confesso que estava feliz em revê-la e estava com a impressão que a noite seria boa.

Esta noite estava quente, o ar do carro estava quase no máximo para disfarçar minha temperatura corporal e logo depois de beijar minha boca foi inevitável seu comentário: “Humm que geladinho”. Apenas sorri e depois de soltar seu pescoço, que eu segurava com a mão esquerda, continuei olhando em seus belos olhos e disse: “Saudade da tua boca, sabias?”. O próximo beijo depois de minhas palavras foi interrompido pela buzina de um carro que pedia passagem e então tivemos de sair dali imediatamente.

Vampiros não comem então a questão jantar é sempre chata de lidar, na pior das hipóteses falo que não estou com fome, mas é tenso se a acompanhante estiver. Por isso eu quase sempre ofereço minhas habilidades culinárias e dou a desculpa de que quem cozinha fica sem fome. Nesta noite não foi diferente e novamente a levei para minha casa de praia. Passamos antes em um supermercado, onde comprei um bom vinho seco para acompanhar o filé mignon e o risoto de ervas finas que lhe preparei. Enquanto eu cozinhava no espaço gourmet que há próximo da piscina ela se rendeu a um banho e como não estava de biquíni, improvisou sem quaisquer roupas com a maior desinibição.

Próximo de terminar o preparo do desjejum noturno da bela morena, eu coloquei um pouco do vinho numa taça e lhe levei na piscina. “Quase pronto, bebe um pouco para abrir o paladar enquanto pego um roupão pra ti?”. Como resposta ela me puxou para pertinho da borda e me deu mais um beijo rápido antes de eu pegar o roupão que estava dentro da casa. Ao voltar ela já havia saído da piscina, estava encostada no balcão de costas para mim e ao me ver apenas virou o rosto, deixando intencionalmente aquele belo bumbum empinadinho completamente a mostra. Como a comida ainda estava no fogo eu apenas lhe cobri com o roupão e tratei de terminar a jantinha improvisada, antes de fazer qualquer outra coisa.

Prato servido, vinho bebido e eu enrolando com um copo de água até que ela entra no assunto da virada:

– Ainda não acredito no que me aconteceu naquela noite da virada, eu fiz alguns exames quando voltei pra sampa e meu médico não descobriu nada além de um pouco de anemia. Acredita?

– Olha minha querida, não sou médico, mas confesso que fiquei preocupado, quase chamei socorro e fiquei naquela situação, chamo ou não chamo, até que enfim acordasses. Talvez apenas tenhas ficado cansadinha? Bom o importante é que tais bem e pelo visto gostou de passar um tempo por aqui em casa?

Eu sorri depois do meu comentário repleto de lábia, mas ela estava tão entretida no vinho e na comida que acabamos mudando de assunto rapidamente. Felizmente ela não me ofereceu comida, então resolvi aproveitar os quase 30 graus que fazia aquela noite e também tomei um banho de piscina enquanto ela terminava de jantar. Não sei se ela estava com pouca fome ou se não havia gostado da comida, mas logo que me despi e entrei na piscina ela veio em seguida, deixando metade do jantar no prato.

Ficamos por muito tempo na piscina entre caricias e longos beijos, até que percebi ela ficar com os dedos murchinhos e lhe propus subirmos para o meu quarto. Obviamente ela não se opôs e já na cama ficamos por lá em meio a muitas safadezas durante muito tempo. Em certo momento ela estava deitada ao meu lado e encostada em meu peito quando me lembrei de perguntar se ela precisava trabalhar pela manhã. Como ela disse que sim, eu tive de começar aquele processo de despedida.

– Bom, então vou te levar para o hotel, acordar cedo por lá é melhor não.

– Mas queria muito passar a noite aqui contigo.

Nesse momento o problema não foi ela dizer que queria ficar a noite inteira comigo, mas sim o fato de que eu não poderia leva-la embora de dia e de que ela começou a fazer chantagem. Lembro até agora daquela boquinha bem desenhada, fazendo biquinho, de todo o seu corpo quente sobre o meu e da forma como ela ficou enroscada em minhas pernas. Naquele momento ela me transmitiu muita carência, o que certamente convenceu subitamente meu lado humano e homem. Porém eu precisava resolver a questão ir embora de dia de uma forma sutil, foi quando me lembrei dos taxis e mais uma vez usei minha lábia.

– Humm que manhosinha que tu és. Adorei! Bom, fazemos assim então, tu ficas aqui comigo, mas amanhã de manhã eu te chamo um taxi, pode ser? Eu tenho uma reunião importante logo cedo via internet…

Perceberam a forma como eu lhe disse? Primeiro a agradei, depois disse o problema e não deixei espaço para que ela argumentasse muito. Pode até ser que eu não seja um mestre da lábia, mas isso foi o suficiente para convencê-la. Quanto ao resto da noite vocês conseguem imaginar como foi, não é mesmo?

Durante a madrugada ela adormeceu e aproveite para fechar a casa e recolher as roupas dela que haviam ficado na piscina. Depois liguei para a central de taxi, agendei um para às 8 da manhã e voltei para a cama. Fiquei por la ao lado de Stephanie lendo um livro e próximo das 7:00 eu já estava ficando com sono quando o despertador do celular dela tocou. Ela acordou, se espreguiçou muito e em seguida me deu um beijo de bom dia. Era nítida a felicidade dela ao me ver e trocamos algumas caricias, até que ela já estava suficientemente acordada para se arrumar. Fiquei surpreso com a rapidez dela ao se arrumar em impressionantes 15 min. Isso era muito mais rápido que a uma hora ou mais que Beth levava para se arrumar e fui obrigado a fazer uma piadinha:

– Nossa nada como ser linda, tu nem precisas te arrumar muito para sair.

Ela sorriu e me respondeu:

– Imagina, é que gosto de praticidade…

O Taxi não tardou a aparecer e pouco antes das 8 estava buzinando próximo ao portão da minha casa. Nesse momento ela certamente imaginou que eu a levaria até o portão e novamente tive de improvisar, levando-a somente até a porta e com muito receio fiquei atrás dela para tentar se esconder dos raios de sol que pudessem tocar minha pele. Com um pouco de dor nos olhos beijei-a, agradeci pela noite e combinamos de nos falar em breve. Como sempre ela também foi muito educadinha e me agradeceu por tudo, dando um longo beijo acompanhado de um inesperado apertão em meu “bumbum”.

Ela tentou me puxar para fora da porta e como nesse momento despedida eu fiquei um pouco desatento eu acabei escorreguei sem querer a mão para perto de uma parte onde o sol estava pegando. Foi horrível sentir novamente aquele maldito calor que queimou parte de meus dedos da mão esquerda. Contive-me muito e achei que havia conseguido disfarçar levando a mão rapidamente para as minhas costas, quando percebi que ela havia visto algo e improvisei:

– Arghh peguei o dedo numa farpa da porta…

Em função disso ela ate tentou me pedir para ver, querendo dar o famoso beijinho para sarar, mas relutei e disse que ia rapidinho para o banheiro colocar um esparadrapo. Dei-lhe mais um longo beijo e para fortalecer a mudança de assunto fui logo lhe desejando um ótimo dia de trabalho, além do fato de que ia passar o meu dia inteiro pensando nela.

Apesar do machucado nos dedos, que cicatrizou complementa já no mesmo dia, a noite havia sido muito boa e passei o dia inteiro tentando dormir em meio aos muitos pensamentos que vinham a minha cabeça. Mais uma vez a lábia foi a melhor arma que possuo, porém minha cabeça me sacaneou trazendo o assunto “Beth” novamente à tona.  Fiquei naquela de se fazer várias perguntas: será que eu deveria continuar pensando em Beth? Onde será que a bruxinha estaria ou o que poderia estar fazendo e principalmente: será que ainda pensava em mim?