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Backstage da sociedade sobrenatural

Minhas noites estavam tranquilas entre a nova a operação envolvendo o pub Rainbow, a gestão do clã e as noites junto de meus aliados. Pepe passou a equilibrar o tempo on-line com os aprendizados físicos e Audny colou em mim. Entendo os motivos dela, em função dos novos aprendizados contemporâneos, mas em algumas oportunidades comecei a sentir minha privacidade congestionada:

– Audny, se não me engano hoje é a primeira ou segunda noite de lua cheia, vou dar uma volta de moto pra dar uma relaxada.

– Sei, posso ir junto, Fêzinho? Eu queria ir junto, adoro passear contigo de moto…

Nesse instante ela me olhou com aqueles olhos grandes, os cabelos ruivos brilhavam a luz das lapadas amarelas e foi difícil dizer não.

– Tá bora, mas entenda que eu preciso do meu espaço também heimm.

– Fiqueis tranquilo Fê, deixo-te em paz depois do passeio…

– Sei, mas tô vendo que ainda precisa conjugar os verbos de uma forma mais atua, moça. Bom vamos, pega esse capacete aqui.

Entreguei-lhe o capacete e na garagem optei pela clássica Harley antiga, que já estava um tanto quanto empoeirada. Limpei rapidamente e saímos. Sensação libertadora, daquelas que sempre falo por aqui. Quando o vento faz aquela esfoliação na pele e a cada acelerada, o corpo sente a vibração singular que o misto de motor e asfalto emanam.

Passei por entre os carros, circulamos por ruas estreitas e grande avenidas de várias pistas… estava tudo bacana, mesmo com Audny agarrada e apertando com força todas as minhas costelas. Estávamos apreciando o passeio e eu tentando refletir um pouco entre as minhas ideias, até que duas motos esportivas começaram a nos perseguir.

Não tive o que fazer, duas esportivas contra minha velha HD, me obrigaram a parar e tentar se proteger. Foi o que fiz abaixo de um viaduto e entre os pilares. Parei e sinalizei para a ruiva… praticamente, nos jogamos atrás das muretas de concreto e esperamos o ataque.

Os dois pilotos pararam logo atrás e começaram ali o que talvez fosse uma chacina em suas cabeças. Descarregaram duas metralhadoras contra minha pobre moto e as muretas. Os pedaços da moto, concreto e o chumbo das balas voaram por infinitos segundos sobre nós. Em determinado ponto vi fogo no que ainda restava da minha moto.

– Ferdinand, seu filho da puta isso é pra você ficar ligado que as coisas mudaram, na próxima vez vai ser no teu corpo que vamos fura com os berro.

Aquilo tinha me deixado muito puto, mas entre o tempo que eu assimilava a perda de uma das motos que mais gostava da coleção e a ameaça feita por aqueles idiotas. Audiny saltou de trás da mureta e começou ali um ataque bestial.

Fui logo atrás, mas não tive o que fazer… Ela pulou no peito do primeiro e lhe arrancou o capacete. Com a força e rapidez do movimento a sua mandíbula foi arrancada junto e o sangue jorrou por todos os lados. Em seguida ela usou o capacete e o pedaço de mandíbula para espancar o que restava da cabeça do infeliz.

O outro ficou apavorado diante a rapidez da vampira e tentou subir na moto. Foi quando ela chutou suas costelas e o derrubou com moto e tudo. Ele bem que tentou se levantar, mas o peso da moto segurou sua perna. Dando tempo suficiente para que a ruiva embestada pulasse sobre ele, puxasse seu capacete um pouco para cima e sugasse todo o sangue que lhe fosse possivel, depois de abocanhar o seu pescoço ferozmente.

Como eu disse, fiquei de voyeur daquela cena brutal. Me restou apenas iniciar uma breve investigação enquanto Audny terminava seu desjejum. Consegui pegar apenas as carteiras dos desgraçados e liguei uma das motos. Percebi luzes, era o farol de um carro e passaria por nós em poucos segundos… então puxei a vampira pelo braço e gritei:

– Audny, chega, precisamos sair daqui, agora! Sobe aqui, anda! Vamo, vamo…

Acelerei a esportiva até um lugar mais tranquilo, onde a abandonamos e chamei um carro de aplicativo, que nos deixou perto do refúgio. Lá eu tive um papo com a ruiva:

– Porra Audny, já te disse que você precisa ser mais limpa, esse lance de arrancar membros, sair feito uma doida não pode mais acontecer na época atual. Tem o caralho de câmeras pra tudo o que é lado. Imagina se gravam o que você fez… Enfim, deixa eu me acalmar aqui. Vai lá tirar essa roupa, ainda bem tá de noite e o motorista não percebeu esse sangue ali na tua calça.

Ela ficou puta da cara, pois provavelmente em seus pensamentos ela nos salvou. Mas deveria ter reagido de forma diferente. Quem sabe a troca de tiros com as nossas pistolas, não levantaria suspeitas sobrenaturais, caso alguém filmasse. Em seguida. Me acalmei e levei as carteiras dos fdp para Pepe analisar.

Eles também eram do tal coletivo sobrenatural, que anda enchendo o nosso saco esse ano.

Um comentário

  1. Querer falar tudo que é sigilo, é ganhar um passaporte para uma vida cheia de aventuras e assassinos profissionais querendo te matar. Igual nos filmes de Hollywood haha

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