Certa vez estive em lugar chamado Pico do Diabo. Até onde eu sei ele não tem nada demais “Magicamente”, a não ser que fica uns 600 metros acima do nível do mar. Estive lá, ou melhor, fui até lá transformado em névoa. Fiz isso a pedido do meu mestre, que tinha a intenção de me incentivar a aprimorar tal transformação.

Ao longo do percurso foram muitos os desafios e não foi na primeira vez que consegui chegar até o topo. Lembro que na primeira vez eu fui até um trecho da subida e em determinado ponto me senti fraco, como se eu não conseguisse me movimentar mais. Como se algo dificultasse meu deslocamento ou me segurasse.

Noutras vezes aconteceu o mesmo e percebi depois de um tempo que o vento seria um inimigo, bem como minha força mental, ou seja, eu deveria estar num dia “de boas”. Outro ponto é a vitalidade ou reserva de sangue. É como se eu precisasse estar com a alimentação em dia, pois há um grande gasto energético em tal empreitada.

Consegui atingir o cume em algumas tentativas posteriores. Meu sucesso só veio num momento em que percebi os pontos descritos anteriormente. Além de contar com a sorte de ter pouco vento em alguns momentos do percurso.

Gosto destas práticas, pois além de servirem para aumentar meus poderes, me fazer evoluir como ser. Esse foi meu contexto de existência enquanto vivi na velha Desterro e um pouco antes de ir para a Europa.

Outra questão que me vem a memória sobre aqueles dias é o fato de que eu era muito apegado ao meu mestre. Tais sentimentos se confundem, em virtude dos séculos que se passaram, com os sentimentos ligados à minha família mortal. Tanto que é difícil dizer sobre quem são mais importantes, de um lado meu mestre Wampir e do outro meus pais mortais.

Sentimentos, divagações e lembranças a parte… tudo isso veio à tona depois que retomei os treinamentos juntos de Pepe. Ela é minha segunda cria e eu já deveria estar acostumado com tais rotinas. Engana-se quem pensa assim, pois Sebastian foi criado junto de mim, como um irmão e muitos de seus treinamentos foram feitos por Georg, Franz ou Joseph.

Com a Pepe estou fatidicamente me posicionando como professor. Situação lógica em função do fato de que eu lhe transformei e de que ela precisa aprender. No entanto, o bacana desse processo é que eu me sinto confortável para lhe passar tudo o que já vi em todos esses anos. Sabe, a manha do jogo…

3 comentários

  1. Que legal Fer, é muito bom a gente mesmo superar os nossas próprios limites, e com isso ficarmos mais fortes a cada dia … E nos adaptarmos aos acontecimentos, e eu acho incrível a capacidade que o ser humano tem de se adaptar … E com os vampiros não poderia ser diferente né … Evolução … Esse é o caminho.

  2. Verdade as vezes até fico surpresa como nós temos o poder de superar nossos próprios limites, as vezes quando pensamos que não dá é daí que tiramos mais forças pra seguir em frente, sabe, muitas vezes em nossas fraquezas é que estão escondidas as nossas maiores forças … Aprendi isso com o passar dos anos … Rsrs bom, é nisso que acredito e com base nas experiências que já vivi… Novas habilidades, novos aprendizados, a vida é uma constante metamorfose… Como diria Raul essa metamorfose ambulante …

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