Poça de sangue

Texto recomendado a maiores de 16 anos: violência, sexo e sangue…

Acordei assustado, uma sensação ruim tomava conta do meu corpo e havia várias perguntas em minha cabeça: “Onde estou, o que estou fazendo aqui…”. Era para ter sido uma incursão simples num lugar isolado e longe do centro, mas algo deu errado. Sangue por todos os lados, dois corpos nus e irreconhecíveis ao meu lado. Tudo isso ainda numa daquelas noites frias e chuvosas do hemisfério sul das américas.

“Hey acorda porra”

Senti alguém me chamar e alguns chute em um das minhas pernas…

“Que merda Hector o que houve?”

Minha visão estava embaçada. Esfreguei os olhos por alguns instantes e finalmente percebi que Ferdinand estava a minha frente. Aquilo era de certa forma um alívio, mas o que diabos aconteceu conosco?

– Cara, o que tá rolando aqui?

– Tu não lembras de nada, sério mesmo?

– Até algum tempo atrás eu nem estava te reconhecendo cara!

– Pqp levamos uma surra, mas mais uma vez entrei naquela forma horrível e quebrei tudo.

O que Ferdinand me dizia fazia um pouco de sentido e na verdade alguns flashes apareciam. Lembranças rápidas de duas mulheres. Sim claro, nós viemos atrás de duas bruxas sodomitas. Ahh estamos  numa missão para “Os escolhidos”. Resolvi me levantar e percebi que minha calça estava arriada. Hey a cueca também estava. Inclusive que merda cara, que vergonha ter apagado desta forma. Pensei comigo.

– Senta ai, vou te contar o que houve – Falou Ferdinand, que também estava só com as calças, aliás rasgadas e ainda esbanjava um sorriso sínico na cara.

“Saímos daquele hotel perto da uma da manhã lembra? Marcamos um encontro com essas duas, que se diziam putas e local marcado foi aqui. Claro que já sabíamos do disfarce como garotas de programa. O que não sabíamos é que haveria magia negra nessa merda toda.

Incialmente, ficamos com um pé atrás com o lugar, mas nos relatórios de Eliot e da polícia, havia apenas menções as tais “viúvas negras”e tu falou: “que se foda cara, vamos dar um bom susto nelas…”. Tu estavas tão confiante, que fui contagiado pela empolgação, nem pensei direto e entrei com tudo.

Elas estavam de vestidinho curto, o lugar por dentro, como tu pode ver aqui não é tão ruim e começamos aquele papo falso de caras que estão atrás de sexo pago. Depois que acertamos o preço, tu praticamente voaste com uma delas para aquele sofá, arrancou as roupas dela e quando vi já estavam transando feito dois cachorros no cio.

A outra estava estranha desde o início, acredito que ela tenha percebido nossa identidade vampiresca e relutou ao máximo a minha aproximação. Tentei me aproximar como um sexista safado, depois tentei dar uma de amigo e por fim agarrei ela a força. Foi ai que ela esbravejou algumas palavras em alguma linguagem bruxólica. Apertou com força os meus braço e por fim olhando em meus olhos me jogou para trás. A vadia tinha muita força e depois de me arremessar jogou várias cousas em mim. Alguns copos, talheres, uma cadeira, depois uma mesa e por fim parecia que o andar inteiro do lugar havia desabado sobre mim.

Resolvi não dar chance para o azar e me transformei naquela forma grotesca, aproveitei para jogar algumas por cima dela e acho que sem querer alguma cousa acertou em cheio a tua cabeça. Cara, tu simplesmente caíste de cima da vadia e elas duas vieram pra cima de mim. Apesar do empenho delas em me abater eu podia sentir a tremedeira e o medo delas esvaindo pelo ar. Eu ainda estou naquelas de me concentrar para não perder a razão na transformação, mas devias ter visto foi lindo.

Elas tentaram a mesma magia de “telekinesis”, jogaram várias tu o que o havia no lugar em cima de mim e fui desviando. Quando a primeira me deu uma braxa eu saltei em sua direção e mordi, arranhei e esmaguei. Me senti o próprio Diabo punindo alguma alma safada. Tanto que nem percebi a cabeça dela rolando pelo chão.  Em seguida a outr estava muito fraca, não senti nenhuma energia sobrenatural vindo dela e dei uma de “ghost rider”, me comuniquei por telepatia e joguei tudo o que eu consegui de profano e obsceno na fuça dela. Lebrei ela do fato de que elas estava sendo procuradas inclusive em outros países e que não ia sair impune dos 25 assassinatos que elas tinham nas costa.

Mordi seu pescoço, macio e quente, arranquei na verdade um pedaço daquela carne podre e cuspi na própria cara dela. Mesmo assim ela se manteve em pé e lhe dei forte tapa com a mão virada. Daqueles corretivos, que todo mundo deveria levar quando faz merda e ela caiu no chão feio uma marionete.

Voltei a minha forma normal, voltei a realidade do mundo e vim aqui pra perto de ti. Pelo visto a tua cicatrização sobrenatural ainda é boa e “tu voltou ao ar” depois de alguns chutes.”

– Hey cara tu precisa controlar mais esse teu demônio ai, olha a merda que virou esse lugar, na boa? Tais precisando transar mais cara…

– Eu sei, eu sei… Acho que tô estressado com tudo o que está acontecendo com a Eleonor.

– Relaxa, vamos resolver isso aqui e esperar que teu amigo da polícia abafe o caso.

– Sim, já liguei pra ele e avisei que deu “merda sobrenatural”. Ele tá puto, por que mais uma vez acabamos com os criminosos e vai ter de limpar tudo…

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil.

Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos.

Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: https://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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6 Resultados

  1. liliank2_vampir disse:

    Poxa… Fazem festa e nem convidam os coleguinhas….. #chatiada Rs

    • Ferdinand W. di Vittore disse:

      Ah foi apenas um happy hour =X

      • (w) Rebecca W. Erner disse:

        Em meu conceito isso tem outro nome =X Vocês e seus sadimos (Olha quem fala U.u) Rsrsrrs

  2. merliah s. cassys disse:

    Lili certas festas eu prefiro ficar de fora a menos que sejam ao ar livre.

    • Ferdinand W. di Vittore disse:

      Qual a diferença quando são ao ar livre, o sol pode aparecer?

  3. Cassandra disse:

    Noite atribulada mesmo !!