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Depois do lixo

Eis que o tempo no lixo havia passado e na noite seguinte eu procurei um local mais amistoso. Bairro misto com comércios e prédios residências, muitas pessoas circulando pelas ruas, até perto das 23h e o mais importante: limpo! Por vezes eu vi circulando alguns moradores de rua, mas ninguém que ficasse pela região mais de algumas horas.

Que saudades de uma boa ducha a gás!

A pressão d’água certamente limpou meus poros e os resquícios de quaisquer sujeiras que eu pudesse ter trazido comigo. Inclusive aproveitei o tempo para comprar algumas roupas novas, mas nada que saísse do habitual jeans e camiseta. Outro ponto. Alto daquela noite foi o corte de cabelo e barba.

– Quem é vo… Ah desculpa senhor, pode entrar. – Comentou o porteiro do prédio, achando que eu era outro cara, após a “tosa”.

Gosto de tempos em tempos de mudar um pouco as coisas. Porém, o povo mais humilde, que beira a marginalidade sempre me impulsiona criativamente. Os mais abastados estão sempre preocupados com suas rotinas, seus empregos fixos, família ou roda de conhecidos.

Diferente dos “pé rapados” que não sabem onde vão cair mortos ou como vão ter grana pra comer ou pagar, na melhor das hipóteses, um aluguel. Essa classe precisa ser criativa todos os dias, seja para agir legalmente ou ilegalmente. Tanto nas vendas, como no trato com os outros.

Inclusive, a estratégia de sobrevivência ao longo dos anos, depende muito disso. Pois ter contatos em ambas as classes favorece o relacionamento. Se relacione ou morra! Diria um conhecido meu. Algo que faz muito sentido quando a gente precisa se alimentar, conseguir algo diferente. Principalmente resolver problemas.

Filosofia a parte, a mudança foi benéfica para minha organização mental. Trouxe novos ares e estes agora ajudam a revisar os materiais. Tenho levado a sério quem falou: “Escreva com vinho e revise com café” rss

9 comentários

  1. Fer , você não imagina a alegria que sinto quando leio suas histórias, vejo que não nos abandonou.
    Realmente, os mais pobres precisam ser criativos para sobreviver, eu que o diga.😅🙌🏼🤔

  2. E os vampiros mais antigos? Será que vão voltar aqui e postar suas histórias…
    Saudades deles…
    Bem eu não conhecia o site em 2012, mais lendo os escritos daquela época, vi que aqui havia um chat… Bem que poderia voltar, não é mesmo?

  3. Olha ele, bem quando ele some assim pode saber que ele tá dando uma organizada na vida, afinal, precisamos ! Tanto os mortais quanto os imortais ! Fico feliz por ter compartilhado conosco querido … 🥰
    Falando em sobreviver, rsrs, aqui onde eu moro o povo faz de tudo pra sobreviver, vende bugigangas nas ruas, faz doces salgados, montam distribuidoras, e assim por diante… Vale de tudo 😂…

    • Olha é algo que sempre aprecio com bastante entusiasmo, sabe? Esse jeitinho de aliviar as contas com algum “bico”, ou trabalhos adicionais… é o famoso pai do Cris que tem dois empregos rss

      • Ahh verdade rsrs aqui tá tudo evoluindo, a cidade tá crescendo, e muitos empregos vão ser gerados, aqui falam que é a cidade do ouro, pelo nome já temos noção rsrs … Falando em Cris eu amo essa série, ela retrata muito a difícil vida de quem mora nas periferias, e o quanto temos que matar um leão por dia… Pra sobreviver… E vi que tu postou lá sobre racismo, até no meio dos vampiros e nessa série tbm fala sobre isso … Triste né Fer …
        Eu sempre falo prainha mãe, que eu vou estudar muito pra ter uma vida boa e poder ajudar quem precisa…
        Liga não Fer leonina vc sabe né kkkk fala e fala e fala … Haja assunto..

  4. Ferdinand, poderia contar quais as posições/cargos de autoridade existem no meio dos vampiros e também dos lobisomens? Por exemplo, na série true blood é mostrado os cargos de xerife, Rei e magistrado para os vampiros… isso condiz com a realidade?

  5. Fico me perguntando se existem médicos vampiros, isso seria possível Fer devido aos incidentes hospitalares, e tals se tiver, a pessoa tem de ter um controle emocional muito grande viu, deve haver sim, advogados, e será que existem atores ? Cara isso gera uma curiosidade na gente …

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