Este poema foi enviado pela Fernanda.
Quem a conhece certamente perceberá sua fonte de inspiração.
Triste porém muito expressivo!

Vi!
Será que vi?
Vi!

“Bala” sem destino
Encontrar um menino
Doce criança?
Pobre sem esperança?

Sempre rodeada
Por tanta criança só
A angústia que na garganta
Trava-se em nó.

Crianças carentes!
Crianças indolentes!
Crianças indigentes!
Minha gente!

Escolhi ser gente
Nesse mundo inconseqüente
Trabalho matando gente
Que fato incoerente

Gente?
De maldade inerente?
De sociedade aparente?
De amor ausente?

Atirei!
Matei?
Que tristeza fiquei!