Conforme muitos sabem o principal motivo de eu ter montado este blog é tentar transmitir em palavras as minhas noites. Sempre ví muitos livros sobre nós vampiros, tantos outros filmes e também várias falácias sobre como somos e o que fazemos. Reafirmo aqui que desde os meus primeiros artigos eu tenho mostrado um pouquinho de mim, mas a cada novo leitor que aparece por essas bandas eu preciso falar novamente de alguns momentos que me marcaram ou de situações pelo qual eu preciso conviver constantemente.

Pois bem, hoje vou lhes falar de algumas coisas que faço enquanto estou de folga das minhas caçadas e das minhas extravagâncias. Na verdade vou ser franco e direto: tento levar uma vida normal tirando o fato de que somente saio depois que o sol se põe e antes que ele nasça. Não tenho problema com dinheiro, nunca tive mesmo assim às vezes faço alguns trabalhos de fotografia para levantar alguns fundos. Sendo que estes “fundos” são investidos por aqui no site, pagando o servidor de hospedagem, o designer e também em alguns projetos desenvolvidos pela minha companheira Beth.

A Beth está comigo desde 2007, temos um relacionamento que este ano completará 4 anos e está sendo de muita valia para mim, pois estou aprendendo muito. A patroa é uma bruxa de carreira, já estudou na Europa e atualmente está numa fase que envolve filantropia e autoconhecimento. A sociedade vampiresca possui muito preconceitos e com certeza um deles envolve as bruxas ruins, e isso por consequência se reflete nas boas como Elizabeth. Apesar de todos esses medos que os sanguessugas têm conheço histórias de lobisomens, magos e até iluminados que são nossos aliados.

Infelizmente não posso divulgar por aqui os trabalhos que a Beth faz, a proteção de nossas identidades reais é vital, mas vou falar um pouco do que a Ong que ela trabalha faz. Ong’s, aliás, são belas instituições que ajudam a sociedade no cumprimento de seus deveres e cobrança de seus direitos. Mesmo que algumas pareçam de índole duvidosa a grande maioria trabalha em prol de alguma causa.

Quando conheci a Beth ela estudava e tinha um trabalho fixo, com o tempo a convenci de que eu podia bancar as nossas necessidades. Mesmo assim ela não quis parar e disse que pelo menos iria arrumar alguma coisa para passar o tempo. No inicio fiquei um pouco arredio, afinal querendo ou não eu sou um cara das antigas e para mim mulher trabalha somente em casa. Ok ok sei que pareço moderninho, mas no fundo acho que vocês vão entender essa minha opinião, afinal na minha época as coisas eram bem diferentes.

Com essa história de trabalhar a Beth acabou conhecendo a Ong onde faz serviços atualmente e por lá eles ajudam crianças a melhorar o seu lado criativo. Estimulando-as com pinturas, desenhos, colagens afinal isso está mais que comprovado que ajuda os pequenos a terem uma visão melhor do mundo. Além disso, eles promovem frequentes tratamentos dentários, ensinam sobre os benefícios da saúde e das boas práticas de limpeza e higiene.

Com o tempo eu conheci alguns dos pequenos que ela ajuda e preciso dizer que se meu coração batesse ele teria se acelerado, pois a situação de muitos é tocante. Depois que tive esse contato me surgiu à ideia de ajuda-los e atualmente tenho dado uma cesta básica (não tão básica) para os garotos que tem entre 85 e 100% de presença nas aulas. Sei que não é muito, mas para vários deles ela é tida como boa parte do que a família deles consome durante o mês.

Pode parecer que faço isso para pagar os meus pecados, até pode ser um pouco, mas eu estive pensando de que adianta uns terem tanto se outros não têm nem onde cair morto? Sei lá cara, apenas estou contribuindo para sociedade com outras coisas além de eliminar algumas pragas e ainda deixo a patroa feliz.

Bom, sei que fugi um pouco do título deste post, mas eu precisava compartilhar com vocês mais este feito. Um feito tolo para muitos que só pensam em si, mas vital para que a humanidade continue produzindo seres descentes. Talvez algum dia existam mais pessoas desdentes do que ruins, o que diminuiria consideravelmente o meu alimento, mas é um risco a correr. Quem sabe todas essas novas tecnologias tragam uma cura para os meus, mas em quanto isso o melhor que podemos fazer é tentar conviver em paz ou ao menos neutros com os “diferentes”…