Arriba Cancún!

Ao chegar no hotel em Cancún Evelyn não encontrou qualquer recado de Juan à sua espera na recepção. Sem se importar muito, registrou-se e se dirigiu ao quarto que lhe fora reservado. Era uma bela suíte com vista para a praia e uma enorme porta-janela que dava acesso para a pequena varanda.
Evelyn resolveu descansar um pouco e adormeceu. Acordou com batidas na porta do quarto, era o mensageiro do hotel. Depois de agradecer ao homem, ela se sentou na cama para ler o conteúdo do envelope:

“ Hola Bonita Evelyn,
Esta suíte é sua pelo tempo que desejar. Os restaurantes, bares, lojas e a agência de viagens do hotel também estão à sua disposição.
Nos vemos em breve.
Juan”

Impressionante, pensou Evelyn. Mas nada muito além, quando terminou de ler apenas colocou o envelope amarelo cru sobre o criado-mudo ao lado da cama e resolveu se preparar para jantar.
Como acreditava que o previsível era Juan aparecer no restaurante, escolheu um vestido leve mas bastante elegante. Calçou suas sandálias de salto e foi até o saguão.
Havia pelo menos dois restaurantes e um bar no hotel, um com comida Italiana e outro com a típica comida mexicana. O bar parecia bastante agitado, mas Evelyn optou pelo restaurante mexicano, que contava com uma animada performace de mariachis.
Ela se sentou em uma mesa mais afastada da bagunça e de onde ainda se podia ter uma boa visão de quem entrava no restaurante. Pediu uma tequila, água e tortillas.
O lugar era lindo, todo decorado para o Dia dos Mortos, e os Mariachis faziam a festa dos turistas, tocando de mesa em mesa as músicas que lhes eram pedidas. Mesmo com o grande movimento a comida não demorou muito.
Evelyn jantou sozinha e saiu antes que os músicos chegassem ao lado do restaurante onde estava. Mesmo acreditando que Juan apareceria, não ficou vigiando a porta de entrada.
Antes de voltar ao quarto, passou na agência de viagens e marcou um passeio pelo rio subterrâneo para a manhã seguinte.
Evelyn acordou cedo, preparou sua bolsa para um dia de mergulho e desceu em direção ao restaurante que servia o café da manhã.
Ela sabia que Juan apareceria durante uma de suas refeições nos restaurantes do hotel, foi assim que se conheceram, tinha certeza. Mas ainda não foi desta vez.
O dia foi bastante divertido, além de Evelyn no passeio estavam 3 casais em lua de mel e um grupo amigos de americanos. Um dos casais se juntou a turma nas refeições e todos desfrutaram de uma agradável tarde na praia. De noite Evelyn e o grupo de amigos foram até uma das discotecas badaladas da ilha, lá o grupo bebeu muito e antes do final da noite já tinha se separado.
Evelyn que nunca perdia o controle consumindo bebida em exesso, apenas assistiu a diversão dos demais, rindo com as performaces dos turistas que participavam das bricadeiras protostas pelos bartenders. Ela voltou sozinha ao hotel já em plena madrugada.
Dormiu até mais tarde e perdeu o horário do café da manhã. No restaurante para o almoço, mais uma vez olhou atentamente antes de entrar para ver se não encontrava Juan. Viu apenas alguns dos americanos que conhecera no dia seguinte e se juntou à eles. O papo foi entusiasmado, contaram as aventuras da noite anterior e os fatos que alguns preferiam esquecer. Eles sairam em busca de mais diversão e Evelyn voltou ao quarto para evitar o horário de mais calor.
Já passava das quatro da tarde quando ela saiu em direção à praia.
Assim passaram quase cinco dias, entre passeios aos pontos turísticos, incluindo nadar com golfinhos e uma visita de um dia as ruinas das pirâmedes, e algumas eventuais festas, Evelyn passou seus dias sem qualquer notícia de Juan.
Na verdade ela já nem lembrava muito dele, já não esperava mais encontrá-lo nos restaurantes e até flertou com outros homens.
Decidiu que aquele seria seu último dia, ligou para a agência e marcou uma passagem para Paris com escala em Miami, naquela mesma noite. Desta vez não usou os serviços do hotel, preferiu fazer tudo por uma pequena agente que conhecera uns dias antes. Tinha uma desconfiança, que virou certeza quando recebeu o primeiro contato de Juan após o bilhete de boas-vindas.
Mais uma vez o mensegeiro bateu à porta do quarto de Evelyn com um envelope amarelo cru nas mãos.

“Hola Bonita Evelyn,
Espero você para jantar no restaurante mexicano, estarei por volta das nove na sua mesa preferida.
Juan”

Bingo! Durante os dias no hotel, Evelyn havia jantado quase todas as noites no mexicano, sentando sempre na mesma mesa, no canto longe das perfornaces artísticas.
Ela tinha certeza que o hotel pertencia à familia de Juan, durante as conversas em Caracas ele revelou que trabalhava no conglomerado que seu avô construira, e que entre as emrpesas estavam hotéis e restaurantes. Por mais generosos que muitos homens tenham sido com presentes para ela em outras ocasiões, nunca lhe haviam mandado passar férias em um hotel de luxo sozinha, sem paparecer um dia sequer. Eles sempre ficavam de olho nela, amantes ou maridos, semrpe a vigiavam.
Esperta, sabia que com Juan não deveria ser diferente. Ele já deve ter usado a tática da semana de férias no hotel de luxo com outras mulheres. As manda para lá, com tudo por sua conta e aparece dias depois, quando já não paravam de pensar nele e nas coisas que ele podia proporcionar. Nessa hora conseguia enfim, seduzi-las sem qualquer resistência.
Pobre Juan, não sabia que tinha escolhido uma mulher bem diferente de todas as outras. Evelyn não se deu nem ao trabalho de se preocupar com o fato que pudesse passar por ele quando estive saindo do hotel para o aeroporto, sabia que Juan estaria em algum lugar que ela não o encontraria para não estragar o mistério e a surpresa do jantar.
Ela desceu e discretamente chamou um dos carregadores de mala, era um rapaz jovem mas que já tinha uma aliança na mão esquerda, ele a seguiu até uma área onde os recepcionistas não podia ver se conversavam ou não e pediu que ele fosse até o quarto dela buscar as malas, mas sem chamar atenção ou comunicar a recepção. Também indicou o taxi no qual elas deveriam ser colocadas, já estava tudo combinado com o motorista.
Evelyn agradeceu ao rapaz, lhe deu metade da gorjeta que prometera e se dirijiu ao bar. Passava um pouco das sete da noite. Cerca de quarenta minutos depois o corregador foi ao encontro dela e disse:
-“Sua mesa já esta reservada”
O bartender escutou atentamente, nem fez esforço para disfarçar, mas não desconfiou de nada, as vezes carregadores levavam recados de reservas de mesas à hóspedes que estavam no bar. Ela agradeceu ao rapaz, lhe deu o resto da gorjeta prometida e um envelope que deveria ser entrege na mesa reservada as nove e dez daquela noite.
Evelyn saiu do bar e deixou o hotel no táxi que a esperava um pouco mais afastado dos outros que atendiam os hóspedes.
Naquela noite quem jantou sozinho ao som dos Mariachis foi Juan, tudo que ele soube de Evelyn estava escrito em um pedaço de papel amarelo cru, dentro de um envelope da mesma cor:

“As tortillas ficam melhores quando há alguém para dividir. E.”

60 Comentários

eu não ia comentar, mas vou….a Evelyn é danadinha mesmo, matou o cara na unha… rsrsrsrs isso mesmo!!

Bom dia a todos do site, eu queria comentar que a atitude de Evelyn foi esplêndida! Quem dera se todas as mulheres pensassem como ela,digo no sentido de que não se deixa levar na lábia de qualquer homem.

Eu percebo que tem muitas meninas novinhas aqui no blog… bom exemplo para que se tenha bom senso na hora de suas escolhas.

A Evelyn possui muitas histórias e na verdade ela tem sido um exemplo de garota que literalmente se vira e vai atrás do que acha legal. Independente, dona de si… Admiro muito mulheres assim.

Baronesa espero que muitas “meninas” aqui do blog possam aprender algo com as histórias dela.

Uma dica: “não se enganem com belas palavras e um par de pernas sexy…”

Galego… essa sua dica me soou estranho…ta tudo bem entre você e Beth?

Oi Baronesa, como dizem: acho que “viajasse”, meu comentário não tem nada a ver comigo e com a Beth, no entanto já que perguntasse minha não-vida pessoal anda muito bem obrigado =)

Hahaha simplesmente adorável, essa Evelyn! Eu imagino a cara de sapo com que esse Juan deve ter ficado!*bem feito.*

Desculpe Galego, viajei mesmo… mas acho que são alguns probleminhas em minha vida que me fizeram pensar que todo mundo está do mesmo jeito que eu.. mas blz. bacana que vcs estão bem =)

Gostei muito!
PS. to meia sem “criatividade” e paciência para bons comentarios…SEMANA DIFÍCIL!

achei bem feito ela ter feito isso quem mandou ele da uma de gasparzinho e sumir sem deixar nenhuma esperança de aparecer pelomenos em um encontro com ela e ela deu o troc muito bem dado nele don juan de quinta categoria , falo isso, porque o mesmo se passou comigo e nao existe coisa mais chateante que isso … xD/

gladiador vc gostaria de se envolver com um mulher assim ne? e eu percebi ,,, brincadeira ta … se vai rolar alguma coisa eu nao sei mais esse don juan levou um belo de um toco

xD baronesa mimha filha eu estava meio sumida mais agora eu retornei pra ficar de vez eu nao vou largar de postar enquanto eu viver ou ate o site deixar de existir ne? entao na disputa pelo primeiro lugar ne ? eu sou bem competitiva e quando o assunto top 10 ou five eu to dentro !

ah seu provocador entao cade eles ahmm eu estou agurdando baixei mais vou tentar chehar la porque meu tempo e curto como eu venho em lan nao da pra mim postar quase nada mais deixa eu comprar meu computador ai vamos ver kkkkkkk

Cadu ja tá fazendo a continuação do nunca mais volto para Forks??

é verdade quero quando o Cristofer encontrará vampirinho da história…. xD

Evelyn quero ser que nem vc,com o coração e a mente dificeis de enganar…