Audny, a segunda cria e amante de Georg

Esse ano é muito especial por que comemoramos 10 anos de site. Além disso, noites atrás Franz me lembrou que um dos velhos precisa ser acordado. Ele é péssimo com datas, mas de acordo com o que se recorda. Audny, a segunda cria e amante (ou ex-amante) de Georg precisa ser acordada. Sei pouco dela, mas como tenho todas as relíquias do clã a minha disposição, eu fucei.

Pepe me xingou por guardar algumas coisas cheias de poeiras. Hadrian usou algumas magias para limpar e até o Franz levantou algumas caixas. Duas luas haviam se ido até que encontrássemos as primeiras referências vindas de alguns escritos de meu mestre:

“MInha cabeça se enche de pensamento deturpados diante os crimes cometidos por minha criança… Não consigo punir seus atos e sempre que estamos juntos esqueço do mundo em meio aos seus cabelos dourados avermelhados… Ontem ela acabou com uma família inteira e me perdi contando suas sardas… Prendi aquele belo corpo desnudo de seios firmes no porão e isso me fez querer chorar. Passei algumas noites com algo na garganta em sem ânimo para os trabalhos do clã… Alguns anciões declararam sua presença inóspita. Alguns pediram suas cinzas. No fim os convenci de que alguns séculos de hibernação pudessem acalmar seus ânimos aflorados…”

– Pensando bem eu deixaria ela dormindo mais umas décadas. Uma vampira que está a quase 500 anos dormindo vai dar muito trabalho… Nem sei por que eu falei disso para vocês.

– Olha, eu estava na minha. Cuidando do clã, como sempre e foi tu que dissestes que precisávamos acordar um dos velhos. Faz duas semanas ou mais que estamos fuçando nas coisas do Georg, cara!

– Não sei.

– Não sei o que Franz? Tem algo a mais que precisamos saber sobre ela?

– Se tu não tivesses este bloqueio mental eu já tinha te sugerido alguns pensamentos.

– Tu sabes que isso é involuntário…

– Eu fiquei pensando esse tempo e acho que pode dar merda, só isso.

– Vamos dar mais uma fuçada nas coisas do Georg essa semana, se não acharmos nada, deixamos ela por mais um tempo lá em baixo.

Continuamos as busca e para o azar de Franz havia um comentário de Georg que nos indicou o que precisa ser feito.

“Quatro séculos que a abandonei minha amante e parece que foi ontem que senti aquele corpo macio em minhas mãos calejadas… Mais um século deve bastar como punição suficiente!”

Georg não me falou nada sobre ela ser acorda agora.

– Eu sei maninho, mas esse negócio dos velhos faz parte das minhas preocupações. Vou dar uma pesquisa e vejo se encontro algum dos velhos da época dela. Talvez alguém possa nos explicar melhor o que houve naquela época e porque ela mereceu 500 anos de hibernação..

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: https://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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8 Resultados

  1. alefcrz disse:

    Todos ficamos curiosos quanto a essa cria, esperamos que traga uma continuação do mesmo assunto 🙂

  2. Anna Sant disse:

    Nossa que, legal!
    Espero que tudo tenha corrido bem!
    Uma nova integrante para a família.😊

  3. Elliza Taylor disse:

    Olá! Ferdinand se não for pedir muito por favor leia meu email. É um assunto que chamará sua atenção.

    Obs: meu email é [email protected]

  4. Você tem álbum de família genealogizado? Muita das vezes tem muitas informações guardadas e isso ajuda.

  5. Você mesmo poderia fazer, é um pouco chato e cansativo, porém… Ajuda já que não tem. O ideal é fazer um dossiê assim quando uma pessoa é incorporada a sua família. Eu tenho (tinha) um álbum genealogizado, porém as traças comeram e os inteligentes que fizeram o álbum… Sem comentários. Meu pai me ajudou a retirar os dados, é trabalho de historiador, mas vale a pena.

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