Anos atrás perdi um grande amigo e irmão de existência. Joseph era um cara pacato. Estava sempre disposto a bons papos, tinha gostos peculiares com relação à arte, música e não media esforços para conseguir o que queria. Tanto que, sua última aventura provocou o fim de sua existência neste plano.

A existência vampiresca nunca foi fácil e quem divulga tal comportamento merecia no mínimo um bom choque de realidade ou talvez um belo choque elétrico…

Quando se corre atrás dos desejos sempre temos dois caminhos: o normal é o atalho. Muitos livros, filósofos, historiadores e palpiteiros dão dicas de como conseguir as coisas pelo atalho, mas a grande verdade é que tudo depende da sorte do indivíduo.

Pode ser que numa noite boa fulano consiga o contato de boas, o mapa de boas e até mesmo o baú ao final do arco íris de boas. Todavia, certamente haverá a noite em que o teu contato vai ser um pilantra, o mapa vai te levar pra uma emboscada e o baú vai explodir teus miolos longe dá porra de um arco íris é no meio de uma puta tempestade.

Arriscar ou não? “Sei lá cara, não tô nas tuas calças e se tu acha que o atalho é bom, vai na fé guerreiro” diria um amigo meu.

Preciso dizer como estava a sorte do Sebastian na noite em que foi capturado? Pois é ele não teve os miolos espalhados, mas ganhou uma bela estava no peito. Uma estaca que não o matou, mas o prendeu.

Tiraram aquela merda apenas para que ele pudesse se comunicar conosco na forma de pedido de resgate. Sim, o contato se aproveitou que ele queria um presente precioso para sua esposa e o sequestrou. Simples assim…

O valor da troca? Algumas centenas de dólares, uma aparição pública de algum vampiro confessando a existência e muitos outros problemas.

A solução? Rastreamento da ligação, geolocalização e muito stress no final de ano.