Algum tempo atrás recebi um pedido de amizade no Whatsapp “Oi queria te conhecer melhor, sou amiga da Eleonor.” Como não é sempre que as amigas da Eleonor entram em contato comigo eu fiquei de certa forma receoso, mas minha curiosidade foi maior. Aceitei o convite e troquei algumas palavras com a “garota”. Algum tempo depois ela confirmou sua identidade vampiresca e marcamos de nos encontrar.

Como seria possível uma amiga nova da Eleonor que eu não tivesse conhecimento. Ainda mais dizendo-se ela ser amiga de minha doce morena a mais de 40 anos e vampira. Liguei de imediato para Eleonor e depois do tradicional “oi, como vai?” fui logo perguntando sobre sua amiga.

“Acho que era 65 ou 66 e eu estava passando um tempo em Paris. Foi numa festa da elite vampiresca da cidade que a encontrei. Tadinha parecia um bichinho fora da jaula, acuada e pacata num canto junto de alguns conhecidos meus. Trocamos algumas ideias e depois daquela noite passei algum tempo junto dela. Hoje eu penso que meu instinto materno havia me tocado com força quando a vi e até lhe ensinei algumas peripécias femininas.

Chegamos a trocar algumas cartas quando voltei para nosso refúgio no Brasil, mas perdi seu contato depois de um tempo. Ouvi falar dela nos anos 70 e somente em 2000, antes de tu voltares a este mundo, que voltamos a nos falar. Ela é super queridinha, mas não te enganes, por trás daqueles olhos grandes há uma vampirinha fria, calculista e que certamente sabe os pontos fracos de qualquer um que entre em seu caminho.”

Eleonor sabe exatamente como atiçar minha curiosidade e diante tal história liguei imediatamente para a tal Rebecca Erner. Marcamos um lugar público e de fácil acesso para ambos as 21 de uma noite enluarada. Preparei a Harley, tomei um belo banho e sem delongas fui ao seu encontro.