Dois dedos à testa e os mesmos ao cabelo. Pensativa, fazia igual, tensa, daquela forma, chateada, também… Não sei se vais me entender, mas aquilo era algo muito estranho…

Pode ser que tenha vindo de sua doce mãe ou é bem possível que esteja em seu pai. O importante é que me deixou curioso… Eu queria entender de seus problemas, talvez dar minhas opiniões. Ser daquela forma não me parecia normal, porra te ponha em meu lugar, garota! Aquilo tudo fugia do que eu acreditava ser normal…

Porém, quem sou eu para querer entender os protuberantes problemas humanos? Não sei caro mancebo, mas diante aquela tenebrosa luz de velas, ainda mais repleta de sombras, eu me sentia apenas como um cara. Talvez alguém um pouco pensativo…

Passaram-se minutos, dias em minha cabeça e eu somente tinha atenção para o toque. Robôs, aliens, hipnotizados? Tudo passou a minha mente… Dois dedos… Por que diabos fazia tudo com o indicador e o dedo do meio “colados”???

Fe… Feeeee… Galego……. Ferdinannnnnd! Ouvi meu nome, até meu apelido surgiu… Não, não era de outro mundo. Apenas eu sentado a frente de tal dama, a mesma dos dois dedos durante a reunião.

Ela continua falando, exprimindo suas vontades até o fim de mais uma noite.