Eleonor, a caça bruxas. Parte I

Eleonor sempre foi uma irmã dedicada, uma vampira competente, forte e muito feminina. Ela foi a segunda vampira que tive contato depois da transformação, sempre muito paciente com minhas tolices, exageros e impulsos… Uma mãe, uma irmã, uma amante platônica? Quem sabe, tudo junto em uma grande amiga.
Filha do barão(meu tio), Eleonor esteve presente na grande batalha em que perdi Suelen, já teve um caso com Franz, adora as piadinhas preconceituosas do Zé e vive uma obsessão cega em busca do fim das vadias (bruxas do mau). Por que estou falando isso? Primeiramente é por que tenho muito afeto por ela, mas também por que me lembrei de uma história que ela sempre conta . A história de quando ela quase terminou com uma família de vadias.

Algumas leitoras aqui do blog podem confirmar o fato de que existem muitas correntes de bruxaria. São famílias ou clãs ou grupos em todo o mundo, separados por tradições, maneiras de se portar e aspectos regionais. Alguns cultuam a grande mãe, outros seres míticos e alguns o próprio demônio. Cabe aqui um adendo, bruxas não são apenas mulheres, muitos homens fazem parte dos covens. Além disso, lembro que cultura magista é bem ampla e além das bruxas podem-se incluir também os magos, os feiticeiros, os ciganos, os ilusionistas e alguns outros chamados escolhidos ou iluminados.

Na verdade o que eu quis dizer no parágrafo anterior é que existem muitos grupos que estudam magia e quando digo: “vadia” eu utilizo o termo de uma forma genérica aplicando a gíria em qualquer humano que possua poderes e o utilize a favor de forças satânicas. Sim inclusive utilizo o termo para designar algum humano com poderes que cace vampiros…

E assim começa a velha história que todos lá em casa já sabem com detalhes, só que dessa vez contada de Eleonor para Elizabeth, com os meus comentários no meio…

…Acordei com uma vontade imensa de me alimentar, Tanto que meus caninos estavam para fora machucando meus finos lábios rosa. Nessas horas eu sempre me lembro do barão dizendo que isso é como uma ereção para o vampiro, parecido com os homens e seus brinquedinhos.

Tomei um big (ela adora falar big) banho, era dia de lavar os cabelos então fiquei quase uma hora entre banheira e ducha. Sabe essas coisas básicas de quem tem cabelos cacheados, xampu duas vezes, condicionador, recolher os fios do ralo e passar creme pós-banho. Alguns minutos depois no closet, escolhi um vestidinho bem apertadinho, um scarpin com salto 10 e carreguei no batom vermelho com uma maquiagem mais amena.

Bati na porta do quarto do Galego: Galego (ela me chamou pelo apelido) não quer sair comigo hoje? Estou com tanta fome… Como não tive resposta e em meio a tanto silêncio resolvi entrar, quando me deparei com a figurinha dormindo e babando feito um bebê. Então, Fui sozinha mesmo.

Na época eu tinha um alfa Romeu conversível vermelho, era muito lindinho… Tirei-o da garagem e fui para um bar que ficava no centro, um bar que eu ia sempre, chamado Toxi, era de um alemão amigo do Franz, ou seja estava em casa. Geralmente eu saia sozinha para caçar mas naquele dia, meu 6º sentido dizia que alguma coisa iria acontecer.

Estacionei, na entrada dei um beijo no rosto do segurança, era o Vitor, um big gato e entrei. Naquela noite tocava uma bandinha chamada Black Sabbath , que depois acabou virando conhecida, mas que na época só fazia barulho. (ok Eleonor não tem um gosto musical confiável, ela gosta de pagode, só ela e a Beth ¬¬) Nessa noite o bar estava cheio e foi fácil escolher alguém para se alimentar, afinal muitos estavam bêbados ou drogados. Bastou eu ir para perto do banheiro e quando menos esperava alguém me puxou para dentro de um Box. Antes que o garoto tentasse me beijar eu o joguei contra a parede, segurei suas duas mãos no alto e lambi seu pescoço. Ficou até arrepiadinho e não resistiu a minha mordida.

Já nutrida, era hora de circular mais tranqüila e ver o que a noite me reservava. Mais barulho, mais gente, até que vi ao longe um casal que me chamou atenção. A presença deles era tão forte que faria qualquer vampiro ficar atento, mesmo passando a umas duas quadras do lugar. Os fitei por alguns minutos, eles ficaram trocando caricias, e de repente se separaram, foi cada um para um canto. E quando menos percebi cada o homem estava com uma menina em um canto e a mulher com um garoto em outro. Ambos flertando. Na hora eu pensei putz, isso vai dar um big rolo. Que nada, os dois casais se aproximaram e resolveram sair juntos do Toxi.

Como vi que ali tinha um big rolo eu os segui…

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil.

Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos.

Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: https://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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1 Resultado

  1. hum esta Eleonor ainda vai me fazer apaixonar por ela rsrsrs