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Highlands – parte 1

Introdução.

Olá, queridos leitores, como estão?

Eis que eu volto para contar mais uma parte da minha rotina imortal para vocês.

Mas antes um recadinho: os nomes dos locais e dos integrantes dessa nova jornada minha, serão mudados por questões pessoais e por segurança. Tentarei descrever os locais que estive o mais próximo possível para que possam sentir-se ali, juntinho comigo, vivendo essa nova aventura.

Com carinho, Lilian.

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Se você já tiver viajado de avião e balsa pela Europa, sabe que o voo não sai barato e provavelmente a sua mala vai demorar para aparecer no desembarque e a balsa sempre vai atrasar, não importa o horário, nunca vai conseguir chegar no horário exato, a maré sempre atrapalha. Mesmo que você se aventure durante as noites de viagem até o seu destino final.

Como sempre e por precaução, eu fui a última a desembarcar, observando os turistas andando de um lado para o outro, enquanto caminhava pelo barracão de metal que as pessoas nesta pequena ilha nas Highlands, chamava de aeroporto.

Sem minha moto ou meu carro, eu, uma vampira, teria que pegar um ônibus, sim isso mesmo que você leu, um ônibus, cheio de viajantes humanos, empolgados e alegres por não estar chovendo agora a noite, carregando seus bastões de caminhada e guias turísticos que tinham várias páginas falando sobre a pequena ilha.

Enquanto o ônibus, que deveria ser mais velho do que Caim, balança por entre a pequena estrada, percebi que a névoa densa da noite parecia se dissipar, dando a impressão de que em meio a nuvem de fumaça a pequena cidade que seria meu lar por algumas semanas, aparecia logo a frente como um passe de mágica. As colinas escuras pela noite, desciam até as praias brancas, banhadas pela luz da lua. Longas praias que pareciam não ter fim.

Ao descer do ônibus eu conseguia sentir a presença dela, uma antiga amiga que conheci nas minhas viagens ainda quando era uma jovem vampira. Lorna e sua aparência nada convencional para aquela pequena cidade tradicional.

– Lilian King! – declarou ela, apontando para mim seu dedo indicador com um esmalte rosa neon. – Quem diria!

– Olá, Lorna! Se não fosse pelas várias cores da sua roupa, talvez eu não te acharia. – cantarolei de modo automático ao ver que ela não havia mudado nada.

Nesses últimos meses eu havia me sentado ao lado de grandes vampiros, resolvido assassinatos, me declarei para o vampiro da minha vida e ainda tive que ver um outro vampiro conhecido, ser preso por ter perdido o rumo da imortalidade. Acho que eu precisava mudar os ares e rever velhos amigos.

– Então, você voltou hein…

– Eu só vim para ficar algumas semanas Lô – Sabendo que a informação da minha chegada já havia passado para todos da família e clã de Lorna. – Não vou morar aqui.

– Ah, isso é o que vamos ver! – Bufou a lobisomem mais diferente que todo clã de lobisomens já viu.

Ual, realmente, este lugar não mudou quase nada com o passar das décadas. A fazenda da família de Lorna era a imagem imaculada de como seria um lar nas Highlands. Uma fazenda labiríntica, com seus corredores escuros, que levavam a pequenos cômodos e quartinhos aqui e acolá, bem próxima ao oceano, com uma pequena praia particular e ao longe, o que pareciam uivos de cachorros aos ouvidos humanos, para mim eram os uivos dos irmãos mais velhos de Lorna ao longe.

A noite estava maravilhosamente agradável, os campos verdes-escuros, a praia branca banhada pela lua, o som e o cheiro do mar, traziam de volta lembranças boas de quando eu ainda estava explorando meu lado vampírico, enquanto me enturmava com uma família de lobisomens, todos amigos de Trevor.

– Como estão as coisas na grande e antiga Ordem? Já perceberam que estamos no século 21 e que celulares existem? Salazar ainda usa aquela capa enorme por cima dos ternos sensuais dele? – Lô realmente não tinha e nunca teve filtro para falar o que bem vinha na cabeça. Uma vez, ela e seus peculiares irmãos visitaram a Ordem e digamos que para eles, seguir regras e vestir roupas convencionais, que não sejam camisas xadrez e calças jeans batidas do tempo, não era uma opção.

– Senti o cheiro de vampiro ao longe! E vejam só, uma vampira tatuada sentada na nossa mesa de jantar! – Kolt, o irmão mais velho de Lorna, com sua presença nada discreta de quase dois metros de altura, a barba ruiva batendo no peito, os olhos verdes escuros e seus cabelos ruivos presos em um coque bagunçado, com o braço repleto de tatuagens, vinha para me dar um abraço de urso molhado.

– Falou o cara que tem um braço tomado por tatuagens. – Por fim, atrás de Kolt, entrou pela porta Hamishy, também um ruivo alto e acredito que o mais forte dos três irmãos. Apesar de parecer um cara ameaçador, com sua feição fechada, barba que poderia ser trançada e os cabelos soltos brilhando o tom de vermelho do clã, ele era o mais amável de todos.

– Pelos deuses! Essa é a Lilian? Achei que o Trevor havia te trancafiado em um sarcófago minha cara.

Mais um abraço de urso molhado e eu estava oficialmente fedendo a lobisomens litorâneos…

Como é bom estar de volta.

7 comentários

  1. Ahhh que bom minha cara que vc está vendo novos ares explorando os lugares que gosta, isso sim é que é aproveitar a vida rsrs fico feliz q tenha voltado a postar aqui e vejo que teremos mais aventuras por aqui rsrs 🥰💁

  2. Após muito tempo, resolvi retornar ao site.. que saudades de ler as histórias !

  3. O povo aparece mas,some …. Rsrs olha só quem fala a sumida kkk

  4. Lilam mermã tu some mulher … 🤣 O povo resolveu se entocar como diz minha mãe 😂…

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