Praticamente toda semana alguém me pergunta algo sobre os vampiros e outros seres sobrenaturais mais conhecidos. Drácula, Nosferatu, Condessa Bathory ou Abraham Van Helsing… Até mesmo sobre os vampiros dos seriados mais novos, como True Blood ou Vampire Diaries ou Twilight, já circularam pelos comentários deste blog.

Antes de tudo, eu preciso informá-los que por mais que as histórias sejam realmente muito bem escritas e a ponto de quase parecerem reais. Eu disse, quase. A maioria delas na verdade saiu da cabeça de algum escritor ou entusiasta do gênero. Claro que há muitas histórias que foram baseadas em fatos reais, tais quais as minhas e é por isso que vou lhes dar uma dica simples:

Antes de sair por ai acreditando em tudo que tu vê, que tal usar a melhor ferramenta que foi criada nos últimos anos e que revolucionou inclusive os pensamentos de todos? O Google é gratuito, fácil de usar e há nele muitas informações, que só precisam ser um pouco lapidadas. Não, eu não estou dizendo que estou chateado por ter de responder perguntas repetidamente. Afinal, meu site sempre teve o objetivo de saciar as dúvidas de vocês sobre o sobrenatural. E por isso vou dar uma de “cara legal” e falar um pouco mais sobre os nomes que mencionei acima.

Drácula: Drácula é apenas um personagem criado pelo irlandês Bram Stoker em 1897. Se o tal Stoker se baseou em algum fulano, ou cicrano era só ele que poderia informar. Todavia, dizem às lendas que a história foi baseada nas atrocidades feitas por Vlad Dracul III, nascido na Transilvânia e Príncipe da Valáquia. Um monarca que ficou famoso no século XV, por torturar seus súditos ou prisioneiros, por meio de empalamentos ou o que mais viesse a sua cabeça sádica em tais momentos.
Abraham Van Helsing: Também é outro personagem criado por Bram Stoker no seu romance Drácula de 1897 e ao que consta ele não foi baseado em nenhuma personalidade do mundo real ou sobrenatural. Além disso, atualmente são vistas algumas variações da história deste personagem, todavia, praticamente todas se baseiam no fato dele ser um caçador de vampiros. Particularmente, acho que é um personagem interessante e seria uma “briga boa”, caso o encontrasse pelas ruas escuras no qual tenho frequentado ultimamente.
Nosferatu: Conde Orlok, é um personagem fictício que ficou conhecido no famoso filme mudo chamado Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens de 1922. Embora este filme possua nomes de personagens  ou de lugares diferentes dos encontrados no Drácula, o roteiro também foi baseado nas histórias do Bram Stoker. Todavia, há sim em meio ao mundo dos vampiros reais, alguns que se assemelham em aparência ou atitudes, com o pobre coitado do Nosferatu.
Erzsébet Báthory: Tal qual Vlad Dracul III, há também muitas lendas em torno da tal Condessa Bathory. Alguns dizem que ela era apenas uma sádica, que se banhava no sangue de virgens, outros que ela era realmente uma vampira, porém mais uma vez o tempo apagou vários registros. O que se sabe é que seu marido possuía diversas dívidas e estas só pioraram depois de sua morte. Em função disso, o Rei arrumou um jeito de prendê-la e lhe tomou tudo que possuía como forma de pagamento. Em minha opinião, a condessa foi uma grande injustiçada e tudo que foi dito sobre ela, são na verdade histórias para a corte, a fim de lhe retirar tudo que possuía para pagamentos. Pense comigo: “Vamos chamá-la de louca e lhe atribuir alguns crimes, assim podemos tomar posse de seus bens”.
True Blood: É apenas um seriado dos E.U.A. baseado na série de livros The Southern Vampire Mysteries da americana Charlaine Harris. Quanto ao seriado eu não tenho muito que falar, se não, que achei interessante, porém foi uma pena eles terem dado tanto enfoque na sexualidade dos vampiros. Quanto aos livros, eu os julgo como bons e para ser sincero gosto desses romances onde os vampiros não são vistos como demônios ou íncubos, mas sim como ex-humanos, que lutam para manter sua humanidade ou sentimentos passados.
Vampire Diaries: É um seriado dos E.U.A. baseada na série de livros de mesmo nome escrita por L. J. Smith. Sinceramente, dois vampiros centenários, que brigam pelo amor de uma adolescente mimada de 17 anos é algo que não entra na minha cabeça. Apesar disso, não tiro o mérito do escritor, que já vendeu milhares de cópias e sabe escrever muito bem por sinal. Alguns dos livros desta série me serviram apenas como um bom passatempo e nada mais, já o seriado é mais uma daquelas produções Hollywoodianas.
Twilight: Para encerrar eu não poderia deixar de falar da tal série Crepúsculo, que atualmente pode ser vista em forma de livro, filme ou graphic novel. Twilight foi escrito originalmente por Stephenie Meyer, que inclusive teve por base as histórias da Charlaine Harris, mas que no fundo se baseou mesmo em um sonho tido na noite do dia 02/06/2003. Neste sonho um vampiro se apaixonava por uma garota e de acordo com a autora, tudo foi tão vívido, que ela se sentiu obrigada a descrever tal sonho em textos, que por fim geraram os livros. Minha opinião sincera? Crepúsculo, apesar de seu sucesso comercial, é apenas mais uma visão distorcida do mundo dos vampiros, com apelos romancistas adolescentes e que reproduzem mais uma vez os anseios de uma geração estagnada por ídolos. Tudo isso piora ainda mais, quando são observados nítidos conceitos comerciais, muito bem trabalhados pelos produtores de Hollywood, em todos os filmes e produtos relacionados à série.