O problema da menor idade que amplia a impunidade no Brasil é gigante.  Os vampiros não costumam atacar crianças, mas quem já possui vida sexual ativa, que sabe roubar e até matar não é mais criança não é mesmo?

Não sei se alguns de vocês ficaram se perguntando como que eu me alimentei nas duas últimas vezes? Bom, como teve uma pessoa que lembrou disso eu vou contar nas próximas linhas como foram as minhas duas últimas caçadas. A primeira ocorreu no dia 13 e a outra ontem dia 27/04.

No dia 13 eu ainda estava meu conturbado em função daquele maldito mago que tentou me enganar passando-se por um peludo. Mesmo assim precisei manter o vício e fui atrás de mais alguns pescoços.

Com o meu cunhado puto comigo e sem nenhum alvo aparente o negócio foi sair noite a fora em busca de algum desavisado. A noite estava boa e decidi ir de moto mesmo. Fiz meu tradicional ritual, calibrei as pistolas, verifiquei o colete, coloquei algumas musicas novas no player e abasteci a moto na minha garagem mesmo. Além disso, dei um breve ”até logo” para a Beth, beijando a sua testa. “Querida volto logo…“

Toda vez que saiu assim sem rumo eu fico com dó da carinha que a Beth faz, pois sei que deve ser bem difícil para ela. No entanto, meu companheiro demônio precisa ser alimentado e preciso dar atenção para ele.

Atualmente estamos em uma das propriedades da minha família, um local distante do centro da cidade mais próxima, em função disso não me demorei muito nos preparativos e sai próximo das 21h. Até o centro da cidade levei algo em torno de uma hora e agora perto das 22h as ruas começavam a ser evacuadas. Muitos estudantes rumavam para suas casa e várias pessoas trocavam de turno em seus trabalhos.

Já que teria de esperar o movimento acalmar mais, resolvi ir então para um bar de um amigo. Estacionei a moto perto da porta de entrada, cumprimentei o segurança, que era novo por sinal e fui para o escritório. Lá estava aquele filho da puta cheirando de novo. “Cara já te disse que essa merda vai te arromba ainda”.

Ao me ver o mala se assusta, espirra e tosse um pouco de pó… “Ta vendo eu não te disse! hahahaha“. Depois que a merda já estava feita ele cata um lenço do bolso, enxuga o que dá e me fala: “Porra Galego que bosta, não podia esperar um pouco antes de entrar seu viado!”.  “Tu sabe que eu não gosto de ver usando essa merda“.

Vou em direção a ele para dar um abraço e de imediato sinto cheiro de sangue. Ao espirrar uma artériasinha do nariz do infeliz deve ter estourado e la estava o precioso liquido colorindo o lenço. De imediato as minhas presas aumentaram, tive um certo desconforto para disfarçar, mas contive por hora o demônio.

“ahahah e você ainda com essa porra de sede sangue“ Espera ai que tenho um presente pra você.  Então ele saiu da sala, ouço duas portas se abrirem e um breve assovio. Na sequencia ele me aparece com o segurança novo. Alfredo, fale aqui pro meu irmão daqueles pivetes que fizeram rolo aqui outro dia.

O segurança me contou que dois garotos menores de idade vieram no bar e depois de muita bebedeira quebraram algumas coisas e saíram por ai de carro. Inclusive se envolveram em um acidente e uma mulher que recolhia latinhas veio a falecer.

Ok, agora eu já tinha um alvo e pelo menos dois pescoços. Fui para a casa de um deles, em forma de morcego dei umas circuladas e parado no escuro em cima de um muro eu aguardei até que alguém surgisse em alguma janela. Não demorou muito para  que alguns gritos de mulher fossem ouvidos “Garoto, você sabe o trabalho que tivemos na semana passada para te livrar da cadeia, vê se hoje não apronta nada, meu filho“. Nessas horas da vontade de bater numa mãe e num pai desses, mas me contive e esperei até que o garoto saísse. Ele era bonito, tinhas belos músculos torneados e usava uma camiseta colada e de mangas curtas para realçar os seus dotes e sua tatuagem com alguns kanji no braço esquerdo.

Ele montou na sua moto, uma Srad  750 azul com branco, colocou o capacete no cotovelo e acelerando alto foi até um posto que fica a umas 4 quadras do sua casa num bairro de luxo. Neste momento eu já estava novamente em forma humana e com a moto parei próximo a ele no posto.

Puxei uma conversa: “Duvido que essa Sradsinha ande mais que a minha Harley 77“.  O garoto olhou minha moto e disse: “Quem sabe?” e ficou me encarando. Como adoro demonstrações públicas de testosterona lhe disse: “Te espero ali na esquina“. Então subi na moto, fui até a esquina e o aguardei. Depois de uns 5 min. Ouvi o ronco alto da moto de escapamento aberto se aproximando e logo em seguida o sinto passar muito rápido por mim. Arranquei o mais depressa que pude e até os 150Km/h lhe acompanhei bem, depois tive de ficar na minha por que convenhamos a moto dele andava bem mais.

Logo em frente ele me esperou em um semáforo e quando consigo chegar ele me fala “Cara cê realmente achava que ia me acompanhar com essa lata velha?“ “Hei garoto mais respeito com as relíquias“ . Ele deu uma risadinha e apesar do tamanho e dos músculos  sua idade ficou evidente.  Eu podia acabar com ele ali, Um golpe seria suficiente para derrubá-lo da moto, mas eu queria saber do amigo que estava com ele no carro que atropelou aquela pobre coitada.

Por sorte o garoto toma a iniciativa e me fala “Ai, se tiver afim de conhecer moto de verdade aparece  nesse bar as 2h eu to promovendo a parada“ e me deu um flyer que mostrava o endereço e o nome do tal lugar. Na seqüência o sinal esverdeou e ele saiu empinando a maldita moto sem placa.

Dei mais umas voltas pelo centro e as 2:30 cheguei no lugar. Era um pouco fora do centro quase em um bairro e lá estava o garoto junto de alguns amigos todos mais velhos com suas motos de corrida ilegal e ao que tudo indicava já no fim da festa.

“Chega ai cara“ e me deu uma latinha de cerveja. “Hei garoto eu não bebo“ “kkkk que frutinha meu“. Fico um pouco nervoso nesse tipo de situação,  não posso me alimentar e isso poderia acabar com o disfarce, mas retruquei “Ontem a birita foi grande e hoje to de boa“. Sentamos numa mesa, papo vai e vem e alguém fala “E ai Caca, como que foi a parada da semana passada?“. O garoto procura quem disse e já meio tonto da cerveja fala: ”Ah nada demais só uns arranhões no carro, a policia queria me levar, mas dai meu coroa veio, libero uma grana pro guarda e me tiro de lá… Dá nada né Paulo hehehe”. Nisso ele olha para um cara do lado dele e os dois caem na maior gargalhada.

Senti meu corpo estremecer os caninos afloraram e fui até o banheiro aliviar a tensão. Na volta passei pela mesa e disse: “Galerinha prazer em conhecer vocês, outro dia conversamos melhor, preciso levar pão pro café da manhã da patroa”. Alguns nem deram bola, outros riram e o garoto fala ”Falo cara volta la pra saia da mulé volta”. A vontade de bater nele ali mesmo era tanta que precisei arranjar forças do além para me conter.

Parei minha moto em uma rua próxima e os aguardei. Umas 3 e meia o bar fechou e eles começaram a ir embora. Não tardou e o playboysinho passou com sua moto. O segui até uma rua apropriada, emparelhei do seu lado e o derrubei, empurrando com a perna direita. A moto o derrubou e na queda ele desmaiou, Foi uma pena ele não ter ouvido algumas verdades antes de partir dessa para uma pior. A fome falou mais forte e me alimentei por um corte que havia sido aberto em seu peito.

Noutro dia ouvi alguns comentários na imprensa local, e todos repetiram a mesma história, Garoto de 16 anos cai de moto e morre. Vestígios de bebida alcoólica são encontrados em sem sangue e a causa da morte foi parada múltipla dos órgão devido a perda de sangue. A família está comovida, mas visinhos confessam que já esperavam que isso pudesse ocorrer.

Duas semanas e como sempre minha fome havia voltado, no entanto, desta vez eu já tinha uma porta para bater e o escolhido foi o tal de Paulo.  Este recebeu uma boa lição, ouviu algumas coisas, ficou inconsciente ao me doar muito sangue, mas ainda está vivo por ai. Resolvi testar e ver se ele vira boa gente depois dessa segunda chance que lhe dei. Nos próximos meses ele será minha cobaia e a qualquer novo deslize terei prazer em promover um encontro entre ele e o meu demônio.