Morte a sangue frio!

Era sábado à noite, o clima variava entre uma fina garoa e momentos onde até mesmo era possível ver algumas estrelas no céu. Minha fome era tanta que se eu visse qualquer casquinha de ferida atacava sem piedade. Apesar disso, eu sempre tento manter o controle e evito ao máximo ficar sem o bendito sangue nas minhas veias… Antes que alguém pergunte: Por que tu não experimentas outros tipos de alimentos “normais”? Eu respondo: Já tentei, mas é sempre a mesma situação… Náuseas, seguidas de vômitos…

Ouvidos e olhos atentos, o pensamento só tinha um foco: “Preciso achar algum vagabundo dando sopa”. Tem noites que é difícil achar alguém cometendo um crime, mesmo para alguém que tenha experiência com o submundo. Como o tempo passava rápido, resolvi ir para os becos, pois sempre tem um playboy que deixa o carro dando sopa, facilitando a ação dos marginais. Dito e feito, lá estava o carro com películas escuras, meio velho e sujo, mas com um suspeito rondando a sua volta. Eu estava a um quarteirão de distância, na sombra de uma árvore, mas era possível ver toda a ação do “malaco”.

No momento que precede a ação, eles sempre agem da mesma forma, rondam os veículos estacionados, dão uma volta por perto, olham os prédios e casas, olham dentro dos veículos e arrumam uma forma de abrir. Alguns são espertos, agem silenciosamente como bons cirurgiões, tem sua pequena bolsa com ferramentas e a poderosa “micha”. No entanto a grande maioria age na brutalidade. Prefiro estes últimos, pois a adrenalina acrescenta um sabor especial ao sangue, mas os “cirurgiões” também atiçam minhas papilas gustativas com seus métodos especializados e sua frieza…

Porta aberta – DVD player – Porta fechada – Corrida… Lambi meus lábios – Salivei – Liguei a moto e fui atrás dele, mas o que parecia fácil foi dificultado por um maldito ônibus que surgiu do nada, só deu tempo para escorregar a moto rapidamente de lado equilibrando-se e a encostando sem desligar na calçada. Na sequência o delinquente me viu e continuou- correndo. A situação já tinha passado dos limites e resolvi atacar rápido antes que aquilo virasse um circo… Aproximei-me o mais rápido que pude do infeliz, e com um chute o empurrei contra uma esquina escura. Antes que ele pudesse produzir qualquer reação grudei minhas presas na sua jugular, que jogou muito sangue contra minha garganta, seca, até então.

Bebi tudo o que podia e antes de ouvir o seu suspiro final, furei os seus dois olhos com as unhas dos dedos da mão direita, algo que aprendi com certo serial killer. O corpo? Joguei ao mar amarrado a algumas pedras…

Direitos humanos? Eles por acaso pagam os prejuízos materiais e psicológicos das vítimas? Eu também não, mas pelo menos sacio as minhas necessidades com os “pesos mortos” da sociedade.

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil.

Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos.

Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: https://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

Você pode gostar...

14 Resultados

  1. POXA SE EU PELO MENOS NA CHANCE QUE EU TIVE NÃO TIVESSE VACILADO EU ATÉ QUE PODERIA SER O QUE EU SEMPRE QUIS MAIS EU FUI FRACA E NÃO AGUENTEI A DOR !!!!

  2. Ster disse:

    Isso mesmo ,pelo menos voce mata os ladrões uheuheuhue vem para minha cidade que voce nao passa fome galego uhuehuhue

  3. Ster disse:

    heuhueheue você pretende escrever um livro de sua história ?

    • Galego disse:

      Então, isso é o meu calo na verdade, pois já estou escrevendo ele há uns 3 anos, uma hora sai…

  4. Giulia disse:

    Oh, o ladrão ainda teve sorte. Eu teria feito coisa pior.

  5. Ster disse:

    Nossa legal ,quando sair me avisa . Ha e por favor muito sangue nas paginas uehuheuhuehueuhe

  6. fabiana lee disse:

    nossa galego na minha cidade e so o que tem bandido marginal uma vez eu fui assaltada em plena porta de casa quando eu ia abrir a porta oimfeliz apontou uma arma para a minha cabeça eu quase tenho um ataque cardiaco ainda bem que e u nao reagi senao eu provalvemente nao estaria postando hoje .. ah como eu queria que vc tivesse aparecido la esse marginal ia se dar mal , certeza

    PS; MEU CELULAR ERA NOVO NAO TINHA DOIS DIAS QUE EU TINHA COMPRADO .. BEM ANTES CELULAR DO QUE EU NAO E MESMO ?

  7. fabiana lee disse:

    KKKKKKKKKKLO/L

  8. Lin-Kun Cadu disse:

    Putz, roubar celular novo é foda ¬¬ Mas concordo contigo, antes o celular do que a vida.

  9. fabiana lee disse:

    e cadu nunca tinha tinha tomado um susto desses em toda minha vida foi horrorizante

  10. Lin-Kun Cadu disse:

    Nunca me roubaram mesmo 😀 As pessoas tem medo de mim ‘_’

  11. fabiana lee disse:

    kkkkk mun fala isso cara e so nao ter medo de si mesmo …