20 horas e hoje é uma noite adversa. Afinal são poucos os momentos em que deixo o demônio aflorar, tomando conta das minhas vontades. Lembram do que eu sempre digo sobres os males de ser um vampiro?

Então, agora é um momento em que eu escrevo de uma forma diferente… Diferente por que falo mais coisas que o normal e principalmente porque de certa forma eu ajo diferente do habitual.

Enfim, acordei as 12, meio dia, e a fome era tanta que tive insônia. Sendo assim, não foi possível resguardar a fome e fiquei em casa matutando o que eu poderia fazer para ficar tranqüilo. Como sempre é uma situação delicada, o demônio nos cutuca, fala em nossa mente e sempre diz coisas que vão além da nossa consciência.

– Mata ele.

– Mata aquele advogado de merda que defende aquele vagabundo.

– Não me segura, deixa eu fazer o que sempre te digo, não se segura…

Bendito vício, maldita atração que nos impede de viver em paz com os humanos. Fazendo algo bom e normal e que não nos traga dor de cabeça. (suspiro)

Ronco forte, barulho e pneus arrastando no chão. O perfume da borracha queimada e a fumaça deram um aspecto sombrio ao lugar. O maldito abriu a janela e rapidamente a fechou. O que será que passou na cabeça dele? Não sei, mas estouramos aquelas madeiras, pulamos em cima do que parecia ser um sofá e como um tigre que agarra sua presa sugamos a sua vida.

Fazia quase dois anos que ele não assumia o controle, mas eu precisava o deixar assumir. Tudo passou muito rápido e só me lembro dos flashes… Sangue… Sangue… Sangue…

As vezes é preciso, deixar extravasar… Dei sorte, muita sorte.