Mais uma vez minha querida Evelyn, manda notícias e junto mais uma história para a alegria de seus fãs.
Eu já sabia desse seu primeiro contato com o lado “humano maligno”, espero que vocês gostem e apreciem mais uma vez a trajetória de vida desta estudante de bruxaria.
Para os novos no site, Evelyn é uma das melhor amigas de minha amada e “sumida” Beth…

O mundo aos seus pés

No colégio Evelyn aprendeu muito mais que idiomas e física. Descobriu seu poder para envolver os homens ao fazer com que um instrutor se apaixonasse por ela. Ele foi de fato sua primeira vítima.
Com o coração envolto em gelo, Evelyn se aproximou deste homem 11 anos mais velho ao perceber que ele tinha um interesse especial por ela. Monsieur Didier ensinava artes plásticas em uma das disciplinas extras que ela cursava no internato. Aula após aula, Monsier Didier lhe dava cada vez mais sinais de seu interesse.
Agora decidida a nunca mais deixar que um homem a engane, Evelyn, que já queria cursar História da Arte, usou seu professor para conseguir uma indicação para a renomada escola de arte da Sorbonne em Paris.
Didier não era casado, mas estava noivo de uma outra professora da mesma escola.
Evelyn soube bem como deixar que Didier a cortejasse. Discretos mantinham-se distantes durante as aulas e mal se comprimentavam nos corredores.
O colégio ficava em uma propriedade afastada em uma pequena cidade cerca de 200 quilômetros de Genebra.
Um dia, Evelyn apareceu no atelier de Monsieur Didier para pedir-lhe uma carta de recomendação para sua inscrição na Sorbonne. Como Evelyn já sabia, Didier fazia parte do comintê de admissão da faculdade de Artes.
Com um falso ar de espanto, a jovem fez as perguntas certas para que o professor pudesse contar seus sucessos.
Confiante e de ego inflado, Monsieur Didier pela primeira vez aproximou-se de uma forma mais insinuante. Alguém na porta assutou os dois e Evelyn rapidamente agradeceu por ele tê-la atendido e saiu. Estava feito, ela sabia.
Alguns dias se passaram e o professor já não conseguia mais esconder seu interesse pela aluna. As aulas seguiram nervosas enquanto Evelyn parecia nada notar.
Um dia Monsieur Didier pediu que ela fosse até seu atelier para conversarem sobre a recomendação. Depois disso, as visitas ficaram bastante frequentes. Já no final do ano letivo, quando Evelyn recebeu a carta de aceitação da Sorbonne, achou que era hora de terminar o relacionamento. Em uma visita ao atelier ela gentimente agradeceu pela ajuda e sem deixar que Didier a tocasse foi embora.
Monsieur Dider foi a loucra, desequilibrado de paixão pela jovem, entrou na ala principal do colégio a procura de Evelyn. Depois de uma vergolhosa discussão a jovem prometou encontrá-lo naquela noite em seu atelier. Didier voltou a sua sala e começou a beber um wiskí que escondia no fundo falso da gaveta.
Evelyn procurou rapidamente a instrutora pedagógica da escola e lhe contou que o professor dizia-se apaixonado por ela. Relatou que não sabia como tinha acontecido, pois ela era apenas uma entusiasta das artes e se aproximara dele quando lhe pediu uma carta de recomendação para Sorbonne. Areditava que seu amor pela história da arte e seu bom desempenho nas aulas de artes plásticas poderiam ter feito Monsier Didier confundir as coisas.
A instrutora após ouvir a história pediu que o motorista da escola levasse Evelyn até Genebra para que lá ela pudesse encontrar seus pais em Paris. Ela deixava a escola interna 4 dias antes do final do ano letivo.
Em seguida a instrutora procurou a noiva do professor e disse o que estava acontecendo. Ela também relatou a mulher que depois de um comportamento como esse o fato seria relatado ao comitê de Artes e a diretoria da escola que tomaria providências para o afastamento de Didier. Sua única saída era escrever uma carta-desculpas, dizendo que tudo não passava de um mal entendido.
No caminho até Paris, Evelyn pensava como poderia ter resolvido melhor o problema e o que faria já que o professor provavelmente voltaria a procurá-la.
Quando a noiva de Didier entrou em seu atelier ele estava alcolizado e tomado de ódio. Mal ouviu oque ela tinha a dizer e saiu em direção ao carro. Acreditava que poderia encontrar Evelyn na estação antes de ela embarcar no trem noturno para Paris. Tudo o que ele queria era o amor dela de volta.
A noiva do professor o seguiu até o carro, entrou no banco do passageiro e começou a esbravejar já chorando que ele a traira com uma aluna. Cada vez mais nervoso e discutindo com a mulher, Didier dirigia sem cuidado e em alta velociadade.
Um segundo de distração completa foi o suficiente para o veículo desviar em direção a grama ao lado da estrada e colidir com toda força em uma árvore.
Apenas semanas depois a notícia chegou até Evelyn. Monsieur Didier morreu na hora e a noiva estava internada em Genebra. A paixão dos dois nunca mais foi comentada e Didier foi enterrado como um homem honrado. Sua noiva não se lembrava de nada até poucas horas antes do acidente.
Assim Evelyn descobriu que poderia controlar os homens e qual era a melhor maneira de disfazer-se deles depois de conseguir o que queria.