Os cabelos curtos no estilo mais atual, os óculos sem grau apenas para dar um ar de estudioso, apesar da armação moderna. A camisa larga para esconder seu corpo ainda musculo e uma bolsa de couro novinha onde sempre há um livro qualquer, um bloco de anotações e várias canetas e lápis.

– Todo engomadinho heimm “Seba”

– Olá herr Wulfdert…

– Já te disse um zilhão de vezes pra não me chamar assim.

– Ahh velhos hábitos, meu senhor.

– Porra, dá pra parar com a formalidade?

– Desculpa Herr

– Putz, tá… Me conta ai o que descobriu…

Sentamo-nos numa mesinha da varanda e a noite estava tranquila com pouco vento e céu estrelado. Divagamos por alguns minutos até que Pepe chegou com sua scooter.

– Ui sumido!

– Boa noite senhorita Penélope!

– Uouu fazia tempo que eu não ouvia meu nome…

– Cara… Abstrai o jeito dele, eu faço de tudo pra ele deixar de ser um robô (risos) mas tá difícil!

– E ai, descobriram alguma coisa sobre os adolescentes?

– O Seba achou mais alguns casos de Embolia gasosa… Esse três aqui tem a mesma idade.

Pepe analisou a ficha deles e prontamente comentou o que viu:

– Hey e se não bastasse a idade ser semelhante são da mesma cidade?

– Sim, a meu ver o padrão desse serial killer é o ternário. – Disse Sebastian ajeitando os óculos.

Ao longo daquela noite montamos um mapa, identificamos todas as similaridades das vítimas e numa espécie de anamnese, separamos eles em grupos menores por gênero, etnia, parentesco, hábitos e possíveis comportamentos na época de suas mortes. Não descartamos a hipóteses de serial killer levantada por Sebastian, mas havia algo que não encaixava.

A única hipótese que tínhamos é de que haveria uma terceira vítima em breve e isso me fez ir atrás de um velho contato da região. Algo que evito ao máximo, haja vista que seria um trabalho para o meu outro eu: Hector Santiago.