Os sobrenaturais que circulam por ai

“Não acredito que aqui nesse fim de mundo temos outros sobrenaturais além de nós”. Foi a reclamação de Pepe na volta para a fazenda. Da minha parte rolou uma certa frustração haja vista que fiquei olho no olho com aquele lazarento e quando eles escapam de mim, assim me dá muito ódio!

A parte anterior desta história está aqui: https://www.vampir.com.br/mais-uma-noite-aflito/

Já em meu quarto, mandei uma mensagem pra Julie, que novamente não me respondeu. Noiado, mandei também para Franz, Lilian e Becky… Nenhum respondeu! Que falta me faz o Zé. Seria Pepe e eu dessa vez, portanto, um bom aprendizado para minha cria mais nova.

Combinamos as ações para a próxima noite e perto do meio dia fui tirar uma soneca. Porém mais uma vez fiquei angustiado e sem conseguir dormir, dessa vez foram os pensamentos em volta do meu clã que me atormentaram. Como pode ninguém me retornar, nem o Franz, aquele puto! Virei, me desvirei… Cheguei até a trocar meus lençóis de seda por alguns de algodão. Por fim, fui para o porão e lá pratiquei um pouco do Turbatio in Natura. Deitei-me no chão, foquei meus pensamentos e ao longo do tempo em que permaneci unido a terra, realinhei e unifiquei os fragmentos de minha alma com os pensamentos novos e antigos.

Perto das 19h subi para a sala. Pepe já estava pronta e a minha espera.

– Porra boss, todo cagado de terra a essa hora!

– Hey, relaxa aí novinha! Precisei pôr as ideias em dia lá no porão… Vou tomar um banho e em 20 minutos saímos.

Fomos de carro, pois a moto atrapalha e não traz proteção em algumas circunstâncias. Circulamos pela região onde vimos a garota sobrenatural pela última vez, mas nenhum sinal dela. Fez-se necessário então fazer aquele ritual novamente, desta vez Pepe também o fez. Um corte aqui, um sangue ali e estávamos aptos para localizar ela a distância.

Ficamos algum tempo perto da casa da possível vítima e nada. Até que resolvi dar uma circulada em forma de nuvem. Não teria o benefício do feitiço de localização, mas teria o fator surpresa como vantagem. Fui aos vizinhos, no buteco… até que numa rua qualquer me deparei com ela. Estava aflita, ia de um lado para o outro que um carro se aproximou, alguém abriu a porta para ela e a levou.

Desfiz minha transformação, mas como isso leva um certo tempo, perdi o carro de vista…

– Pepe, me pega aqui na rua X… Vi ela… Ela entrou num carro, acho que tá indo pra rodovia Y.

Instante mais tarde no carro.

– Vai garota acelera, não tem ninguém aqui a essa hora… quer que eu dirija?

– Não me pressiona pow, devia ter pegado a direção lá atrás, porra!

– Não fazem mais crias obedientes como antigamente…

– Aff

Andamos por uns 20km e nenhum rastro do carro, até que avistamos um posto de estrada. Paramos, perguntei se alguém tinha visto eles e nada.

Resolvemos voltar para a fazenda.

1h depois ao chegar, paramos o carro e para nossa surpresa lá estava o tal carro estacionado. Ao lado dele a garota e dela Franz, junto de H2 que a segurava.

– Fala maninho! Encontrei essa aqui bisbilhotando na nossa cidade… bastou um pouquinho de controle Mentis Imperium, pra ela vir conosco.

6 Comentários

De tanto ler as histórias por aqui já posso prevê algumas coisas; Casa da mato Ok. Tortura Ok. Nomes sendo dedurado Ok. Brota com o clã pra fazer justiça mais uma vez

Que alívio, finalmente pegaram ela!!
Ameii!
Eu tava angustiada pensando que ela ia fugir de novo!

Obrigada por mais uma história que fez minha noite não ser tão chata!

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