Ser quem eu sou me permite ir além dos lugares comuns à sociedade dita: normal. Afinal o mundo não se restringe a superfície, aos shoppings ou locais encontrados no Google maps. Vocês sabem que os vampiros, bruxas e lobisomens vivem à margem da sociedade. Mas afinal de contas o que significa isso?

Quando vulgarizaram o termo marginal, incluíram em tal conceito, não apenas os bandidos, mas também todas as criaturas e inclusive Humanos que vivem escondidos. Haja vista que nem todos se adaptam com facilidade aos costumes, ao passar dos anos e toda aquela rotina que vemos na tv e internet.

Muitos amigos ou conhecidos vivem marginalizados, no sentido de estarem longe disso que falei até aqui. Inclusive, alguns deles fizeram parte de uma de minhas últimas aventuras.

Certa vez falei sobre alguns vampiros que vivem entre esgotos e linhas de metrô abandonadas e foi por estes caminhos que andei. Obviamente, eu estava atrás de pistas, os quais não posso revelar no meio desta investigação. Puta que pariu como odeio esses lugares!

Começar, que esperei a troca de turno dos vigias do trem e consegui entrar pulando a catraca do metrô. Aliás, não fui o único, vários garotos espertos fizeram o mesmo. Peguei uma linha, fiz baldeação por outra é lá estava numa estação chave. A entrada ficava por uma entrada/saída de ar pelo teto.

Caminho apertado e resolvi me transformar em névoa, confesso sou meio claustrofóbico. Circulei por um tempo e lá estava o lugar onde o esgoto separava os aventureiros dos demais frequentadores. Se não fosse a forma de névoa eu precisaria de muita agilidade para passar por entre as entradas altas ou paredes praticamente sem apoio.

  • Oswaldo, seu filho da puta. Na próxima é tu que vai ao meu encontro.
  • hahahah chega aí viadinho.
  • Porra cara. Tá foda vir aqui.
  • Relaxa, tudo o que tue pediu tá aqui nesse pendrive.
  • Ainda bem, se não tu ia comigo lá pra cima…
  • Cara, não saio daqui a dois anos, nem sei mais por onde sai.
  • Tu precisa parar com essa dieta de ratos
  • Com o tempo, tu se acostuma, parecem pequenos filhotes humanos!

Silêncio.

  • Hahha zuera, parecem filhotes de cachorro.
  • Tá cara, foi bom te ver. Tudo aqui, né?
  • Vai na manha.
  • Valeu!

Sai o mais rápido que me fosse possível daquela merda…