Uma festa e um vampiro vingador

Noites mais tarde, depois que conversei com H2, que demostrou interesse em continuar com a operação “Os escolhidos”, criada há algum tempo atrás por mim e Sebastian. Veio até mim uma história interessante sobre o paradeiro de Julie.

Soube de Hadrian, que ela circulou uns tempos pela Inglaterra, depois foi a França, Alemanha e que estava atrás de alguns seguidores infernais.

Situação confirmada pelo prefeito “vampiro” de Berlin, que ainda hoje é amigo íntimo do clã.

– Ela passou aqui há umas duas noites, veio dar um oi, disse que agora pertence a vosso clã e que estava atrás de duas ou três bolsas de sangue. Liberei a passagem dela por aqui e pedi para que lhe mandasse um recado. Ela te mandou?

– Não, era sobre o que?

– Achei que irias te lembrar que este ano faz 80 anos que assumi aqui em Berlin e vamos comemorar, pode vir e trazer teus chegados?

– Veja só, como o tempo voa meu amigo, vai ser quando?

– Daqui três semanas, posso pedir para te colocar na lista VIP?

– Obviamente, inclusive seria um momento propicio para a renovação dos nossos laços ou apenas festejaremos até o último suspiro da lua nos céus?

– Venha preparado para tudo, Tschüss!

A necessidade de se levar um grupo mesmo um pequeno como o nosso entre países envolve sempre um planejamento estratégico mínimo, para que os jatos alugados e os itinerários ocorram com as chegadas noturnas. Nada que seja muito difícil hoje em dia, apesar disso a preocupação é sempre válida.

Por falar em preocupação resolvi mandar um áudio para Julie, que depois de alguns minutos me respondeu com dois emojis: 🙄 😘

Tais desenhos não representavam muito, mas diante as perguntas que lhe fiz pareceram indicar que ela estava bem. Situação que tirou parte das preocupações da minha cabeça.

Falei com o pessoal ainda na fazenda e todos se animaram com a festa e pelo fato de retornamos a Hauptstadtregion, que aos moldes de Desterro também acompanhei sua evolução até o estado de metrópole e cidade respectivamente.

Além disso, naquela noite fiquei sabendo da primeira empreitada de H2 utilizando-se da estrutura do projeto Os escolhidos. Nas palavras dele:

“Utilizei-me inicialmente da rede de informações, vasculhei tudo o que podia ser encontrado em meios digitais referentes aquele sacerdote. Soube de imediato que pertencia a uma família expoente da região. Que frequentou escolas particulares quando infância e cursou o seminário nos EUA, no qual somente se entra por indicação. No caso dele a indicação foi comprada e i isso me faz pensar, porque alguém que se diz religioso e entrega sua vida nas mãos de Deus, faria algo assim logo no início de seu caminho?

Tudo isso piorou quando descobri na tal Deep Web uma lista com todos os crimes que ele havia cometido e que de alguma forma a estrutura católica conseguiu ocultar da mídia e propriamente do mundo.

Estupro de incapaz, alcoolismo, profanação de local religioso, dezenas de assédios… Pestanejei por alguns momentos, orei em outros pedindo uma luz e em meus pensamentos surgia uma vontade gigantesca de aplicar a salvação divina.

Vi ali alguém que não devia estar naquele contexto e além disso, descobri também que ele era responsável pela produção de cervejas, que sua congregação produz. Inclusive é de uma marca conhecida.

Foi ali que entendi o contexto e percebi que o seu lado padre era apenas uma fachada, possivelmente lá atrás ele podia ter tido algum mérito em tal escolha, mas com o passar dos anos suas reais intenções humanas ambiciosas tenham se sobressaído as divinas.

Decidi aplicar a justiça divina, me entende?”

Apenas consenti com a cabeça e ele continuou.

“Marquei um encontro no final do dia, próximo das 19h, especulei algo relacionado as bebidas e fui para lá mesmo sem reconhecer o território, inicialmente entendi isso como uma fraqueza do meu plano, mas a justiça divina não pode se demorar, não é?

Nos fundos da paróquia há um escritório e ao chegar percebi que ele não estava sozinho. Conversamos sobre os negócios, me enrolei um tanto, pois mentir está fora das minhas rotinas, em certo momento eu acho que ele percebeu e nossa conversa desandou. Percebi que estava indo errado e decidi mudar de estratégia. Despedi-me e me escondi próximo a saída. Umas 20h30 ele saiu de lá sozinho e o subjuguei. Não gosto das práticas de tortura, mas achei conveniente que sua língua e sua genitálias fossem removidas. Ele ainda estava vivo e clamou por perdão depois disso, quando o absolvi de seus pecados e me alimentei.

Estava com luvas conforme me indicastes e antes de tudo isso analisei o perímetro para ver se não havia câmeras. Joguei seu corpo desfalecido em um rio da região amarrado há algumas pedras. Outro ponto falho é que não consegui limpar todo o sangue do lugar…“

Mencionei que deveria ter mais cuidado especialmente com o sangue derramado e lhe dei um tapinha nos ombros enquanto lhe disse: – Não sei se é o céu ou o inferno, mas certamente há seres felizes depois do teu primeiro escolhido, meu amigo!

10 Comentários

H2 fez bem! Esse é o tipo de punição que eu gostaria pra quem cometesse crimes aqui no Brasil! Uma coisa que eu acho interessante é que ninguém percebe o quão tenebroso é a igreja católica e o vaticano em si… (Para os amam essa religião eu digo que tem exceções, beleza?) Um dia, em um futuro breve eu vou presenciar a cabeça dos que estão no subterrâneo do vaticano serem expostas em praça pública… Demore 30 anos ou 5 anos, mas vou.

Não vou te dizer que no meu momento atual de existência eu faria o mesmo que o H2, como disse em outra ocasião minha época de justiceiro passou, enjoei ou estou numa fase zen. Todavia, da muito ódio desses sacanas, não somente desta religião que falei aqui, mas de todas aqueles que usam alguma desculpinha esfarrapada para se aproveitar dos outros. Parece-me que alguns templos já estão vendendo cura para COVID-19 sendo que ainda a ciência está a todos vapor atrás disso… Vou comentar isso com o H2, quem sabe ele se empolgue e ajude a desfazer tais mentiras.

Eu conheci suas histórias em 2012, infelizmente, eu acabei me esquecendo daqui. Esses tempos me perguntei se ainda existia, e eu estou extremamente feliz em saber que não vou deixar de ler suas histórias!!!

Deixe uma resposta