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Uma noite de verão

Numa noite dessas eu havia deixado o meu local de descanso. Estava tudo bem, tirando o tempo, que oscilava entre nuvens carregadas e o vento quente de verão. A intensão do momento seria rever um contato importante. Bem na verdade era uma mulher que havia me interessado. Não apenas por seu jeitinho simpático e empoderada, mas também por ser representante de uma indústria que fornece metal para uma de minhas fábricas, ou seja, seria um encontro com vários interesses.

Fui de carro, não era minha BM, mas um tal de BYD Seal elétrico. Carrinho divertido, mas não se compara ao v6 que tenho em “casa”… Cheguei no lounge, lugar simpático com tochas, gazebos de madeira e algo tipo umas camas ou como diziam os anfitriões “espreguiçadeiras”. Fato é que já havia gente por ali, alguns casais naquela pegação gostosa, outros apenas na intensão de tais atos ou para ouvir um som e se embriagar.

– Oi, Ferdinand. Acertei teu nome? – Disse ela com um pé atrás.

– Sim, senhorita acertou precisamente. Mas isso eu vou considerar um ato de sorte.

– Ato de sorte, eu pesquisei bem antes de lhe convidar para cá!

– Não esperava menos que isso de vocês, incluindo a bela dama para negociação. É o ajuste anual de preços ou algum percentual menor naquilo tudo que compramos de vocês? – Joguei um verde.

– Um pouco disso tudo e mais…

– Certo, você prefere um gazebo, uma mesa ou quer ficar de papo aqui na entrada…?

– Calma moço, vamos ali. – Ela me apontou um canto que parecia um camarote, algo a princípio reservado e mais intimista.

Papo vai e vem e eu percebi a chegada de algumas garotas, muitas delas bonitas, com marca de biquini ou com trajes muito pequenos. Acho que uma delas estava praticamente de lingerie, quando a vi junto ao segurança que liberou sua entrada. Achei aquilo tudo um tanto forçado, então resolvi puxar um novo papo focado com a representante.

– Hoje é tipo o que, festa, negócio…?

– Ah Fe relax, a empresa liberou uma verba, só queria ficar de boas, me permite?

– Primeiro, que não temos intimidade pra você me chamar assim. Segundo que eu vim aqui pra um assunto importante. Terceiro…

Quando eu iria falar a terceira cousa ela se aproximou, sentou-se na minha perna e fez carinho na minha orelha esquerda. Cara, ali é um ponto fraco, segurei sua mão de forma meio bruta e ao estilo predador me aproximei de seu pescoço. O aroma de frutado, talvez framboesa me despertou algumas lembranças. Beijei de leve sua pele quente e senti que meus lábios frios lhe proporcionaram um arrepio, que deixou sua pele branca e macia com os poros excitados.

Mordisquei de leve aquele mesmo pescoço perfumado e até tive a intensão de me alimentar, mas me contive e me concentrei a ponto de apenas ficar ali. Tal qual os casais que mirei na entrada entre amassos e caricias.

Confesso que a minha cabeça ainda está na Escócia, mas me ative ao momento. Em determinado ponto nosso camarote já estava cheio e eu era o único cara em meio aquele antro da perdição, estava me sentindo o próprio sultão em um harém. Situação que deixaria Franz com orgulho, se não fosse minha cabeça pouco focada em tal situação.

Em algum ponto da madrugada as nuvens se juntaram e o céu literalmente caiu. Todos que estavam nas áreas externas se movimentaram para dentro e o local se tornou inóspito. Convidei a mulher para irmos ao meu hotel e depois de alguns minutos chegamos por lá. A banheira foi bem usada por ela e sozinha, enquanto eu colocava as redes sociais em dia…

No fim, ela realmente queria se divertir e devo ter sido uma péssima companhia por não ter feito tudo o que ela queria. Sobre os negócios, enquanto ela já tomava um café, consegui manter o fornecimento com um pequeno reajuste já esperado contratualmente.

Foi bom para se distrair em meio aos humanos e seus hormônios…

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