Mais uma vez a doce e fatal bruxinha Evelyn, que aliás eu não mencionei como participante deste site em meu último podcast, nos traz uma parte da sua história com Juan.
Eu já lí duas vezes essa história e queria a opinião sincera de vocês.
Evelyn sua malvada, por favor nos diga o que aconteceu com esse humano curioso…
Se fosse comigo eu já teria o lanchado em alguma noite em que eu quisesse uma boa sobremesa kkkkkk

Uma visita inesperada

Juan decidiu que era hora de encontrar Evelyn. Acordou cedo naquela manhã e saiu apressado em direção ao endereço na avenida Verdun.

Na porta do hotel Juan chegou a formular a frase e puxar o ar para pedir um taxi, mas desistiu. Achou que um taxi poderia chamar atenção em uma área residencial e decidiu que iria de metrô. Checou com os recepcionistas do hotel qual era a estação mais próxima do endereço e saiu apressado.

O caminho era longo, o número 44 da Avenue Verdun era do outro lado da cidade.  Mas o mexicano não tinha pressa, eram 7 horas da manhã, e uma visita inesperada a esta hora seria um suícidio amoroso.

Ele queria chegar cedo para andar ao redor do bairro, observar o movimento e principalmente, as janelas da casa de Evelyn.

Pensou também em fazer perguntas em padarias ou pequenas cafeterias que fossem agravadéis, mas achou que fazê-las em inglês, chamaria muita anteção da vizinhança.

Juan aproveitou o passeio, parou uma ou duas vezes para obervar lugares e seguiu tranquilo no sentido oposto do tráfico que começava a se formar.

Mais de meia hora depois de sair do hotel, o mexicano chegava ao local que suas instruções indicavam.

Verificou o nome da rua, notou que estava perto do número e resolveu caminhar. Passava das 7:30 da manhã e os poucos comércios do local ainda nem faziam menção de abrir suas portas.

Na camonhada o mexicano viu uma pequena praça e sentou em um banco de onde era possível também ver a rua. Ali o tempo passou voando.

O dia estava maravilhoso, céu azul, nenhuma nuven e uma adoravél brisa de outono que mantinha o ar fresco e a temperatura agradavél. Era um dia perfieto para estar ao ar livre.

Aos poucos as pessoas começaram a circular, algumas crianças com mochilas, algumas mães com carrinhos de bebês, pessoas apressadas e casais de idosos bem arrumados que seguiam na mesma direção.

Juan observava de longe, prestava atenção também ao tráfico de veículos e um carro preto chamou sua atenção. Perto do carro muitas pessoas caminhavam e seguiam na mesma direção que os casais de idosos tinham passado.

Já era quase 9 horas da manhã e o sol forte refletido de uma janela atrapalhava sua visão. Alguns minutos se passaram e o carro se aproximou o suficiente para que ele entendesse melhor o que estava acontecendo.

Dentro do carro, uma coroa de flores e um caixão.

Quando o cortejo chegou na altura da praça, Juan se levantou em respeito ao luto das pessoas e ficou de cabeça baixa enquanto as pessoas caminhavam silenciosamente. Uma coisa chamou atenção do homem, a maioria das pessoas do cortejo, possuiam a maior parte do cabelo branco, e apenas uma pequena e jovem família caminhava logo atrás do carro fúnebre.

A direção do cortejo era também a direção que ele deveria tomar, como ainda era cedo, resolveu esperar mais um pouco, mas desta vez em um charmoso café que ficava numa esquina próxima.

Eram 10 horas da manhã quando Juan resolveu que estava na hora de encontrar Evelyn. Confirmou a direção que deveria tomar no mapa e saiu do café.