Olá querido leitor, hoje início uma nova etapa deste blog/site, onde irei publicar alguns textos produzidos por pessoas provavelmente iguais a você. Antes que vocês reclamem eu irei continuar meus contos e minhas histórias sobre o nosso dia a dia dos vampiros e isso é apenas mais uma forma de agregar conteúdo a este portal…
Deliciem-se com o texto abaixo produzido pela minha querida Letícia (Lella para os íntimos). Ao final eu fiz algumas pequenas considerações importantes…

Os vampiros romenos

A Romênia é a cidade onde muitos dizem ser a Origem dos Vampiros e se não bastasse varias testemunhas até dão características desses vampiros Romenos: “Cor do cabelo: Negro; Cor dos olhos: Vermelho ou Negro; Habilidades: Poderes básicos de vampiro; Lealdade: Clã Romeno…

Para meu desgosto, que teimava em não acreditar que coisas assim existissem vim, a saber, por uma colega sobre uma doença, que por alguns é conhecida como “doença rara dos vampiros”, e é uma doença real, chama-se porfiria: Porfirias são um grupo de distúrbios herdados ou adquiridos que se manifestam através de problemas na pele e/ou com complicações neurológicas (certas pessoas fantasiam essas complicações neurológicas como “sede por sangue”)… Que onde exatamente na Romênia, essa doença se espalhou, causando um pouco de caos, e as histórias dos vampiros começaram surgir !

Mas de onde surgiu a lenda?

No ano de 1431 nasceu Vlad III voivoda da Valáquia. O termo voivoda significa, príncipe (é como costumo chamar o Galego), conde ou governador, em romeno. Vlad III se tornou famoso por seu sadismo, era respeitado pelos seus cidadãos por sua ferocidade contra os turcos. Fora da Romênia, o voivoda é conhecido por suas atrocidades contra seus inimigos. Alguns sustentam que essas atrocidades teriam inspirado o escritor Bram Stoker a criar seu famoso personagem, o Conde do romance Drácula (afinal muito conhecido por todos nós)… O príncipe tinha o hábito de empalar seus inimigos, atravessando-os com uma estaca de madeira. Os números de mortos chegariam a dezenas de milhares. Ele foi um grande influenciador dos contos (magnificos) de vampiros ! A Transilvânia é o nome atual do território romeno onde viveu Vlad III, consequentemente, a região é a “Meca dos vampiros“, cheia de colinas, nevoeiros e florestas – Sendo assim o alvo principal para vários contos sobre os “Seres das Trevas”. Os morcegos, coitados, foram introduzidos depois associados com o hábito de sugar o sangue, mas sabemos que os morcegos hematófagos na verdade são minoria…

“Agora, existem vários termos referentes a vampiros, criados depois disso, como vampiro energético”, que não tem nada a ver com sangue, e outros mais relacionados ao ato de tomar algo de alguém…

A imaginação dos seres humanos é uma coisa que realmente ultrapassa tudo… Por isso encontramos muitas coisas realmente absurdas dos vampiros, e sempre tem algo da Romênia envolvido… Tanto é que as pessoas acreditavam que os vampiros eram as almas dos suicidas e dos bandidos condenados à morte. Segundo a tradição, seus corpos não se decompunham até completar o período de pré-estabelecido. Assim, eles despertavam no meio da noite e saíam em busca de vítimas para sugar-lhes o sangue. Claro caros amigos, que depois de saciados os benditos seres da noite voltavam para suas covas e ficavam em animação suspensa, seguindo assim um ritual de espera… Até que a fome os levasse a matar novamente… Existe um grande Filósofo que até escreveu sobre os vampiros…. Voltaire!

“Estes vampiros eram corpos que saem de suas campas da noite para sugar o sangue dos vivos, nos seus pescoços ou estômagos, regressando depois aos seus cemitérios. ” (perfeito não?)

E como no blog existe um Post de Elizabeth Bathory, não deixaremos de explicar sobre a principal influenciadora do mito dos vampiros Romenos.. A condessa matou 650 pessoas por pura crueldade, mas faleceu encarcerada em um aposento do castelo de Cachtice, sem portas ou janelas, foi sepultada em Ecsed… Se quiser saber mais é só pesquisar no blog! Na Romênia existe diferentes histórias do que pode derrotar um vampiro… Como aquelas camuflagem de estaca no coração, alho, água benta e crucifixo…. Mas disto tudo o que ainda consideramos verdade é o temor pelo Sol, fato que até hoje mantém as histórias vivas para quem visita a Romênia.

Considerações finais pelo Galego

Não tenho muito a acrescentar quanto às lendas que provém das histórias Romenas passadas de pais para filhos humanos. Apenas lembro-me que passei pela Romênia no início do século 20 mais precisamente em 1938, época estranha onde se vivia um período instável e muitos de nós foram caçados. Muitos foram mortos não pela questão sobrenatural, mas por serem confundidos com inimigos de muitos estados. Uma fase difícil que com certeza foi um dos fatores que contribuiu para minha hibernação de mais tarde… Apesar disso, ainda quero voltar lá algum dia, aliás planejo para breve uma longa viajem mundo a fora, só dependo de alguns contatos.
Outra questão que gostaria de comentar é sobre o meu querido Voltaire, acho que ele não vai se incomodar se eu revelar que ele foi um grande vampiro…