“Hoje quero falar um pouco de um sentimento que julgo muito importante para a evolução da sociedade no geral além da vampiresca. Através desse sentimento as coisas acontecem e com certeza muitos ciclos são quebrados e tantos outros são iniciados. Falo do prazer. Pense comigo o que provocou a migração dos humanos entre os continentes? O Prazer de conhecer lugares novos. Por que os grandes castelos e monumentos foram construídos? Pelo prazer de conquistar e dominar. Qual o principal motivo que destrói ou aproxima os indivíduos? O prazer em suas mais diversas sensações fisiológicas sexuais ou afetivas de companheirismo.

Eu poderia citar aqui outros milhares de exemplos sobre a importância do prazer para a sociedade, mas isso foi apenas para ilustrar que tal sentimento também faz parte da não-vida de um vampiro. Não só pelo fato de termos de viver em meio à sociedade, mas por que os vampiros sentem prazer de diversas formas tais quais os humanos.

Sugar sangue, sem sombra de dúvidas, é o que mais proporciona prazer para um vampiro. Não só pela questão fisiológica de nutrição, mas também pela mística que envolve a situação. Com exceção às vezes em que recebemos o sangue de doadores espontâneos ou de formas não convencionais, quase sempre precisamos lutar para obstá-lo. Sendo assim, essa busca pelo sangue nem sempre é fácil, afinal estamos caçando seres inteligentes, que na maioria das vezes são capazes de se defender e até brigar de igual para igual conosco dependendo da situação. Desta forma, o prazer vem da vitória após imobilizarmos nossas vítimas, tal qual um esperto predador quando ataca a pobre vítima vegetariana e inofensiva.

Além disso, os vampiros também sentem prazer com sexo, pois a nossa pele continua com as terminações nervosas em funcionamento, bem como as veias irrigadas por plasma. Claro que não produzimos mais hormônios como testosterona ou progesterona que estimulam a libido, mas o prazer sexual poder ser obtido de muitas formas além da cópula comum, não é mesmo?…”

Não meus queridos, não fui eu quem escreveu esses parágrafos acima, foi meu tio o grande barão, em um dos seus diários que acabo de achar em meio a umas caixas com seus pertences. Como ele está dormindo e deve ficar assim por mais alguns anos eu resolvi dar uma ajeitada nas suas coisas, enquanto matava a saudade de antigamente revendo alguns itens como jóias, livros e outras quinquilharias de época.

Vou tentar traduzir mais pensamentos que ele escreveu se eu julgar importante, mas é um germânico meio arcaico e sua letra não é das melhores, então não esperem muito.