Já consciente do poder sobre os homens e sem interesse algum de deixar pistas, Evelyn começou a criar um estranho interesse por plantas.
Durante o primeiro verão fora do internato, ela foi à África do Sul conhecer um pouco mais sobre uso medicinal de ervas e plantas.
Nos anos que seguiram ela continuou estudando o assunto. Durante o curso rápido em um instituto de Herbologia no leste Europeu ela conheceu Elizabeth.
Em princípio bastante diferentes, as duas desenvolveram admiração mútua, conforme as conversas durante as caminhadas no jardim do instituto avançavam. Elas não estavam interessadas exatamente nas mesmas coisas, Elizabeth claramente possuía um conhecimento bem maior sobre os diferentes usos das plantas e Evelyn encantava-se ao ver como algumas coisas estranhamente belas aconteciam sem explicação na presença da outra mulher.
De uma forma bastante geral, mulheres entediavam Evelyn. Roupas, cabelo, maquiagem e sociedade não estavam presentes nas conversas que a interessavam. Mas Elizabeth era diferente. Mesmo também interessada em todos os assuntos “de garota”, ela parecia saber um pouco a mais que as outras pessoas e aos poucos o conhecimento extra começou a interessar Evelyn.
Pela primeira vez ela ouvia falar de bruxas. Já claro conhecia da literatura, mas por mais que desejasse obter o conhecimento sobre feitiços e poções que havia lido diversas vezes, não acreditava que fossem reais.
Elizabeth mostrou à Evelyn coisas bastante simples. Uma delas uma poção do sono. A mistura era inodora e insípida, perfeita para misturar em bebidas. Além do mais se misturava rápido aos líquidos e podia ser feita com ingredientes encontrados com certa facilidade.
Depois que Evelyn terminou sua primeira poção sugeriu a Elizabeth que fizessem um teste. Em uma festa no centro da cidade, Evelyn escolheu três pessoas de pesos e idades diferentes. Mesmo intrigada com a situação, Elizabeth deixou que a futura aprendiz fizesse seu experimento.
A primeira pessoa era um homem gordo, que já havia passado dos 50 anos. Evelyn sentou-se no bar ao lado dele, que depois de observar a mulher dos pés a cabeça lhe ofereceu um drinque. Elizabeth observava de longe. O homem se insunuava o tempo todo e por várias vezes tentou tocar a perna de Evelyn. Ela não era de ser má com as pessoas apenas por ser, o homem poderia ter escapado do sonífero se tivesse sido um cavalheiro, mas como o comportamento rude a enfurecia, ela resolveu que escolhera a pessoa certa para o teste.
Evelyn retirou da pequena bosla um vidrinho de perfume e começou a passar. Elizabeth entedeu, ainda de longe observando a cena, era o vidro que continha a poção. Enquanto Evelyn brincava com o vidro, alguém esbarrou nela e um pouco do “perfume” caiu no copo do homem, que não percebeu. Ele bebeu e continuou a insinuar-se. Logo depois pendeu sobre o balção e adormeceu.
As outras duas pessoas, uma mulher jovem e fransina e um garotão saudável em torno dos 25 anos, não precisaram de muita aproximação, ambos, deixaram os copos no balcão ao lado das mulheres.
O garotão já bêbado insinuava-se para qualquer ser vivo do sexo feminino que passava ao seu lado. Já a mulher foi escolhida porque naquele mesmo dia de tarde, Evelyn a viu maltratando um garçon em um café.
Quando saíram da festa Elizabeth comentou qualquer coisa sobre as três vítimas terem se tornado “presas fáceis”, mas Evelyn não entendeu muito o comentário e também achou que seria indelicado perguntar.
Elizabeth encantou-se com Evelyn por razões que podem parecer até frívolas. Apesar de ser tão bela e elegante quando a própria Evelyn, admirava nela a sua facilidade em participar dos eventos sociais, o seu conhecimento de arte, e o “poder de encantar as pessoas sem ter efetivemente nehum poder”.
Chegava a hora de Evelyn retornar à Paris. Trocam endereços e telefones, Elizabeth, agora Beth, também deu algumas instruções em relação à livros que poderiam responder algumas questões sobre bruxaria.
Sem saber, Evelyn acabara de conhecer sua mais forte aliada e fiel amiga.