In the darkness way below

Caia uma garoa espessa e densa, que prejudicava a visão ao longe. Meus All Star novos derrapavam e eu precisava usar mais força, para me manter firme naquele calçamento de pedras pouco ásperas. Nas lápides dizeres e histórias de muitos que haviam passado por esse plano, algumas no estilo gótico, outras apenas com uma cruz simples sobre a tampa e tantas outras quebradas ou apagadas pelos efeitos do tempo.

Num canto perto de uma árvore seca e sem folhas estava uma placa com pouco mais de dois palmos de largura por um de altura. Nela havia escrito seu nome junto da frase: In the darkness way below.  Em português seria algo do tipo “No caminho da escuridão inferior” e tiraram isso de uma música do Greta Van Fleet – Lover, Leaver

Achei a frase nada ver com a Claire que eu conheci e por mais que isso me deixasse um pouco puto, o sentimento de saudade bateu forte… Odeio ir a cemitérios, odeio o fato de perder alguém especial e que gosto!

Em meio aos meus pensamentos mais fundos, não percebi a aproximação de Hadrian, tão pouco o peso de sua mão sobre meu ombro.

– O destino uniu vocês e algum Reaper a levou! Tentou barganhar com teu amigo?

– Tu falas como se fosse fácil falar sobre isso com o Reaper, mesmo ele sendo gente fina eu precisaria… Humm não tinha pensado nisso! Porra Hadrian, por que demorei tanto pra vir aqui!

– Eu não te recomendaria fazer isso, sabe-se lá o que teu amigo vai pedir pra trazer ela de volta, mas pra quem tá na chuva, como nós… Literalmente.

Algumas horas depois fomos para um canto amigo na cidade e lá nos encontramos com o Reaper e posso dizer que ele tinha se alimentado. O cara parecia saber que eu pediria alguma coisa e foi logo dizendo “ Meus caros, como posso ajuda-los nesta noite fria, chuvosa e sem graça no qual atrapalharam o meu jantar?”. Típico dele…

– Então… Lembra da Claire aquela Lobisomem… Aquela pequena que eu namorei?

– Não sinto mais a energia dela nesse plano, posso perguntar qual foi o triste destino desta criatura que tens fortes sentimentos?

– Assassinada! E vou direto ao assunto, cara. O que eu preciso fazer pra trazer ela de volta?

Reaper apenas me olhou como quem diz “sério isso?’ depois sem falar nada ficou lá de olhos fechados. Provavelmente tentou localizar o paradeiro da alma de Claire e quando a ansiedade já me irritava ele abriu os olhos de supetão e soltou:

– Ferdinand, talvez tenhamos uma chance de trazer a tua namorada de volta, porém…

– Desembucha!

– Calma vampirão! Não será fácil… Por ter morrido neste plano a pouco tempo e como em vida, sua forma era considerada maligna, ela aguarda julgamento e está vagando pelo Limbo sem saber quem é ou foi aqui… Como se entra no Limbo? Com a ajuda de um Reaper! E como se sai de um limbo?

– Com um Reaper?

– É aí que está o problema eu não tenho o poder de tirar ninguém de lá, eu apenas vos levo…

– Tá ok, parabéns, cara! Mas tu sabes como ou quem pode me ajudar nisso?

– Calma! Sim, eu conheço alguém que já entrou e saiu de lá várias vezes sem nenhum arranhão.

– Desembucha…

– Tem uma baixinha que já foi cão do inferno e hoje é mais uma aberração maligna. A pequena Kora sabe a entrada e a saída do Limbo, mas como uma boa entidade infernal ela vai te pedir algo em troca. E não, não sei do que ela curte, só lhe digo que nada é de graça e vais ter que dar algo importante em troca.

– Ela tem Whats, telefone…?

– Aquela peste não curte essas coisas moderninhas… Vamos invocar o espírito maligno dela e assim saberemos a resposta para os teus problemas. Tem uma faca ai, meu caro?

Com uma faca qualquer que lhe entreguei ele cortou uma das mãos e com o sangue que se esvaia, ele desenhou símbolos satânicos pelo chão e paredes. Enquanto as palavras de invocação saíam por seus lábios o ambiente escuro foi tomado por chamas e lá estava em sua forma demoníaca, a pequena Kora.

– Porque caralhos você me invocou Reaper? E o que faz o alemão e esse gótico aí contigo?

– Kora a sua simpatia me fascina! Ferdinand, vulgo alemão, galego e afins e seu amigo gótico mago/vampiro gostariam de trazer sua bela namorada dos antros do Limbo!

– Ele sabe das consequências de quem entra no Limbo para buscar uma alma perdida?

– Não e eu prefiro que você conte.

– Pois bem Ferdinand, para entrar no Limbo você tem um dos mais antigos Reapers ao seu lado e esta fase está pronta, fácil como arrancar o pescoço de alguém. Agora para sair com uma alma você terá que deixar outra em troca… Aprenda que se você entrar lá para trazer a sua amada de volta tens que deixar outra alma no lugar para alimentar os cães e seus comandantes. O caminho de volta eu sei e te peço que me dê meia xícara do teu sangue de vampiro para tomar. Simples assim! O que me diz, vampiro? Já escolheu que amiguinho seu vai ficar no lugar da sua amada?

– Esqueceu de comentar sobre o corpo da licantropo, Kora…

– Ah sim! Ela voltará com o corpo mundano dela de antes, mas inicialmente as lembranças não voltarão com facilidade e a tortura da morte pode atrapalhar um pouco a tua adaptação neste plano… Ou seja era melhor deixar ela no Limbo, mas sabe que eu adoro essa tragédia!?

8 Comentários

Hi Schatz
Mon Vampir
Ich glaube du solltest das nicht machen, aber wenn du postet ist schon geschehen. Ist eine Fehler. Ich weiß das. FHAL

Gostaria de uma conversa com você … Tenho muitas dúvidas talvez vc possa me ajudar …

Fala, Ferdinand! Tudo bem?
Vai ter continuação essa história?

Schatz wo bist du. Ah , diese Zeit ohne Vampire macht mich fertig. Wie läuft bei dir. Mir ist langweilig, zuviel…..
Ich brauche was neues oder ….., was machst du jetzt, die Menschen sind langweilig, ich brauche Abenteuer. Sorry, muss mal raus gehen, bald ist richtig Herbst, dann kann man raus gehen. LG. Fhal.

Nächste Monat bin in Brasilien. Würde gerne dich sehen, UPS, wenn nicht zuviel ist, außerdem sind wir gleich, verstanden.

(não consegui digitar a droga do acento circunflexo) voce podia escrever historias sobre vampiros que possuem hospitais e hemocentros…se é que voce conhece algum.
Historia legal.Espero que consiga resgatar a srta. Claire de volta ao mundo terreno.

Atenciosamente
Srta. Isabella V. Gregory