Chegamos a Berlin na noite do dia seguinte e fomos diretamente a um dos hotéis que temos “conta”. Infelizmente, Claire não nos acompanhou, mas sinceramente acho até que foi bom, pois certamente eu me perderia em suas curvas ou ao menos passaria muito tempo tentando fazer isso…

Berlin e suas noites agitadas e cheias de atores, escritor, cantores, pintores… A diversidade cultural anda tão em alta na cidade, que chego a me imaginar voltando a morar por lá. Porém é realmente uma pena que algumas ruas, cujo passar dos anos não as altera, ainda me tragam tantas lembranças de um tempo que não volta mais.

Memórias a parte Franz já chegou no espírito de festa (só para variar) e queria ir para algum lugar onde houvessem “garotas fáceis”, mas o convenci que seria interessante irmos primeiro ao refúgio do vampiro líder da cidade, aliás, amigo meu e que vou chamar por aqui de DW.

Certas cousas nunca saem de moda para os vampiros e ainda é costume levar um presente quando se visita o refúgio de algum “conhecido”. Como havíamos chegado a pouco, obviamente não tive tempo de comprar nada. Porém Hadrian deum boa ideia e me convenceu a presenteá-lo com uma de minhas pistolas. Como eu sempre viajo com minhas pistolas nas maletas, havia ali um belo presente. Ainda mais por que elas são modelos especiais feitas sob medida em uma das fábricas em que sou sócio.

– Ferdinand seu filho da… Por que não me avisou que vinham? Certamente teria preparado a casa…

– Imagina cara e olha aqui… Acho que vai gostar do “brinquedinho” que te trouxe desta vez.

– hahaha Não tivesse tempo de me comprar nada e vai me dar uma de tuas pistolas é safadão? Mas fica tranquilo fiquei “secando” da outra vez que visse aqui.

– .50 adaptada para .40, o chassi é feito com uma liga experimental mais leve, tem um sistema antitravamento e mais alguns detalhes que eu vou deixar tu experimentar na prática…

– Como eu te disse fiquei “secando” e muito elas… Mas vamos lá, que bons ventos o trazem aqui, ainda mais com esse safadão do teu irmão. Vem cá seu puto me da um abraço. Tô com saudades das festinhas ali na Kurfurstenstrasse… E tu não sei quem és, mas se é amigos desses dois está em casa, cara!

Certamente, vocês já devem ter ouvido falar que os alemães são um pouco frios, mas DW já havia viajado tanto e feito tantas festas conosco que “viramos da família”. Berlin, aliás, é uma cidade onde sempre fomos bem-vindos, ainda mais depois que os muros caíram e a liberdade voltou à cidade. Turismo e recepção a parte eu não sabia o que meu amigo faria naquela noite, portanto resolvi ir direto ao assunto principal.

– Não sei o que tens para fazer hoje à noite, mas passamos aqui para dar um oi rápido e perguntar sobre algo que estamos procurando pelo país. Já ouviu falar do projeto “Amadeos”?

Nesse instante a expressão dele mudou um pouco, ele inclusive olhou para os lados e se aproximou de mim.

– Não pude deixar de fazer um “draminha”. Cara, não sei de praticamente nada disso hahahaha… Mas é bem provável que vocês encontrem algo no Wash’s. É um “strip bar” novo na cidade, onde inclusive preciso ir qualquer dia desses para demarcar território. Parece que estão fechando alguns negócios importantes por lá ultimamente.

DW é aquele tipo de sujeito cheio de histórias, que as conta de uma forma agradável e sempre te deixa com vontade de conversar mais. Porém, como adoro novidades e o Franz estava ansioso por uma noitada com os irmãos, dei uma “breve cortada” no papo e fui junto dos outros para a tal “Wash’s”. Onde antes mesmo de entrar senti a presença de outros dois vampiros desconhecidos.