Mente sã. Parte I – O tempo acabou.

Faz um bom tempo que não pensava em escrever e aqui estou. Alguns anos se passaram e eu me afastei, porque afinal e apesar de ser imortal, eu preciso de sanidade mental, detalhe que durante minha curta estadia no Wampir por vezes foi testada. Mas é a “vida”, não é?

Além de me afastar dessa vida virtual eu infelizmente me afastei também do dono desse universo, o Ferdinand e não foi porque eu simplesmente cansei dele, nada disso, eu precisava de um tempo longe dessa realidade e sinceramente, senti falta desse cara, porém, me mantive no meu canto longe da civilização curtindo a vida no campo sem lembrar que existia uma vida lá fora. Meus companheiros foram as noites a beira da lareira fumando um cigarro, tomando uma taça de “vinho”, wiskey, lendo algum bom livro, caminhando por entre os campos na companhia do Ghost, meu adorado cavalo, sendo antissocial e reorganizando a minha imortalidade. A minha sanidade e coração.

Por estes dias enquanto eu olhava para meu velho celular decidindo se iria ou não retornar, me peguei sentindo saudades dele, sim desse vampiro que todas suspiram… Não somente dele, de alguns do clã do Ferdinand também, porém ele é quem mais me fazia falta. Nunca falamos muito sobre a nossa relação na época em que eu escrevia e era ativa nas redes sociais porque era algo novo para ambos e eu sinceramente não sabia o que sentia por ele. Depois desse tempo todo eu senti falta dele, das longas conversas, dos conselhos, das risadas, do fato que só ele e somente ele em pouco tempo comigo, sabia exatamente o que eu estava sentindo, era olhar para mim que o Ferdinand já sabia como conduzir a conversa.

Foi então que esse meu estalo de saudade me fez ligar aquele bendito aparelho e ver se tinha algo relacionado ao clã do Fê, ou até mesmo dele… Sabe como é, a esperança é a última que morre. Quando liguei aquele mesmo velho aparelho com o mesmo número de anos atrás eu vi as mensagens dele e uma mistura de sentimentos me transbordaram e a confusão de tanto tempo me fez realizar, a merda que era sentir falta daquele sorriso, dos conselhos, dos abraços que só ele sabia me dar me apertando em seu peito, me fazendo esquecer o que estava me engasgando, ele sabia lidar comigo até melhor que o Trevor. Tempos atrás eu percebi o óbvio. Como eu gosto desse cara… Que raiva. Mistura de sentimentos e medo, saca? Temos medo também e não é da morte não, nem de longe, o medo que sufoca é aquele chamado sentimentos não correspondidos. É uma bosta bem grande.

Tinham tantas mensagens, algumas querendo saber onde eu estava, como eu estava, mas uma me chamou atenção e foi aí que pensei “Preciso encontrar ele”.

“Lili, eu não sei o que anda acontecendo, mas não fica nesse casulo pra sempre, cara. Quando quiser me encontrar chama ai e vamos colocar nosso papo em dia. Entendo seu sumiço, mas não entendo o real motivo. Kusses, Ferdinand.”

Me afastei da Ordem, me afastei de tudo e tive um tempo comigo mesma, coisa que nunca fiz desde que me tornei vampira, talvez não tenha feito isso nem quando era humana e agora aqui por estes dias me dei o presente da paz de “espírito”. O Trevor e eu não estávamos mais juntos e sinceramente eu o amo mais como o meu parceiro do que qualquer coisa romântica, era algo de gratidão que sentia e por vezes confundi com o amor. São experiências que passamos e aprendemos com o tempo, por mais que demore. Os outros casos que tive tornaram-se boas lembranças.

Enfim, depois de ler todas mensagens e essa em especial, criei vergonha na cara, troquei o aparelho velho por um novo e segui com o mesmo número, retomando contato com alguns membros do clã do Fê, como minha querida Becky, como eu gosto dela cara, sempre me aceitou de braços abertos, ficando extremamente chateada com minha ausência, mas no fim, entendendo os meus motivos e me dando total apoio para o que eu iria fazer.

“Não importa o que aconteça Lili, eu vou estar aqui para te apoiar.”

Depois de um dia com o retorno do aparelho celular nas mãos e me atualizando de algumas coisas eu criei coragem e finalmente mandei mensagem para o cara do sorriso que me destruía.

F.O.D.A.

“Oi Fê, tudo bem? Que tal nos encontrarmos e eu te conto o motivo?”

“Finalmente! Saiu da toca Lili? Me fala onde e a hora, que vou pra lá. 😊”

5 comentários

  1. Acompanho as historias daqui a um tempo e sempre leio todas e já vi diversas pessoas que na maioria das vezes devem ser amigos do Fe passando por aqui e contando algumas historias, porém por incrível que pareça não conhecia você, só depois que fui olhar que tinha historias ou algo do tipo que você contava por aqui, eu devia ter passado batido mas enfim… , fico feliz que você esteja bem e que esteja voltando pro mundo e voltando a se falar com o Fe, lhe desejo sorte seja lá o que você for fazer de agora em diante, e se possível postar a parte 2 logo porque até eu to curioso agora pra saber o que aconteceu ksksks

  2. Ahh querida Lili nosso grupo tá lá ainda era tão legal quando conversávamos, trocamos ideia por lá, mas as vezes precisamos de um tempo, botar as ideias em ordem, os sentimentos, eu entendo, e estávamos com muitas saudades suas, por aqui, bem vinda e que possa matar a saudade do seu querido Fer. E desejo a você toda a sorte do mundo, e que você seja muito feliz.

    • Oi Bia quanto tempo não? Eu realmente precisei dar uma “sumida” do mundo virtual. Fico feliz que ainda possuam contato umas com as outras. Desejo o mesmo para você. 🙂

      • Pois é mulher, rsrs faz mesmo rsrs já sou até mãe minha princesa vai fazer três aninhos, ahh eu e as meninas até hj nos falamos, a amizade continua a mesma, entendi o teu sumiço, as vezes precisamos mesmo por as ideias e sentimentos em ordem, se não surtamos… É muita informação ao mesmo tempo.. e que vc fique bem linda 😘 bjs

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