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Novos Laços – pt2

Preparei o ritual, no qual tempos atrás já mencionei maiores detalhes aqui, mas não custa repetir. Separamos alguns galões de sangue bovino. Ele é o mais fácil de conseguir nessas redondezas. Além dele, conseguimos um doador de sangue humano, não vou entrar nos detalhes, mas era alguém que não fará falta neste plano. Com os principais preparos realizados, fomos os cinco para a cripta.

Pepe levou algumas roupas numa bolsa de viagem, além de toalhas e alguns itens de higiene. Ela achou oportuno e digno, pensei o mesmo. No interior da cripta, iniciamos rapidamente o desmonte do mármore que protegia o caixão de Audny. Como falei anteriormente foi fácil, estava muito poroso e com nossa força foi quase como desmontar blocos de lego.

Na sequência retiramos o caixão, este feito de uma liga de metais não corrosivo e o levamos para um espaço mais aberto. Removemos a tampa e como esperado, havia muita terra sobre o corpo da vampira. Retiramos pouco, algo em torno de um palmo e algumas de suas formas começaram a surgir.

Iniciamos o processo despejando um pouco do nosso sangue e em seguida o sangue bovino e aos poucos o caixão foi preenchido até a borda. Nos restava esperar… Algumas bolhas aqui e ali nos davam a impressão de que o corpo da vampira o estava absorvendo. Enquanto aguardava ansioso, removi as tampas das garrafas térmicas com sangue humano.

Bastaram alguns minutos e as bolhas aumentaram muito, a ponto de balançar o interior do caixão… Mais alguns instantes e emergia por ali, uma bela forma feminina, realmente era tudo que encantou Georg. Não só ele, todos ficamos ali boquiabertos. Até que Pepe percebeu e foi cobri-la com uma das toalhas.

Ao mesmo tempo em que ela se ergueu, ela também se encolheu e tive a impressão de que ela estava com medo. Percebendo a tremedeira eu tentei me aproximar para lhe oferecer uma das garrafas de sangue humano. Mas ela se pôs para trás de Pepe, deixando claro ali um pouco dos seus poderes. Apesar disso, insisti em lhe oferecer o sangue e ela não deu bola. Apenas quando Pepe lhe ofereceu, ela aceitou.

– Ah pronto, a babá já foi definida. Podemos voltar lá pra cima agora? – Soltou Franz sem o menor carisma.

– Acho que vai ser o caso ate que ela se acostume. Podem ir eu vou ficar um tempo com a Pepe aqui, vai que a anciã da uma de doida com a minha cria.

Eles subiram e eu fui pra um canto mais isolado até que Pepe ajudasse Audny a se vestir. Fiquei preocupado em deixar as duas mais longe. Mas comigo por perto, ela não queria se movimentar, cometi ali meu primeiro erro. Na primeira oportunidade a velha meteu as presas no pescoço de Pepe. Voltei correndo e usei toda força que possuo para separá-las.

A sua força era surreal e era como se eu tentasse mover uma casa. Não movimentei um dedo de seus membros. Seu corpo é tão duro quanto pedra e então no desespero cometi meu segundo erro, a mordi também no pescoço.

Pepe foi a primeira a cair, eu em seguida…

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