Tempo, como os vampiros lidam com tal passagem

Relógios que apresentam a ideia de tempo

Certa vez eu estava numa roda de amigos, conversávamos sobre o tempo e como nossa relação com a passagem das noites, semana e afins afeta nossas cabeças. Eu costumo ser visto como alguém que sabe por as coisas pra fora, mas no meu íntimo insisto em perder dias de sono em busca de melhorias para mim e para o que me rodeiam.

Passei recentemente por um período turbulento, onde precisei replanejar os planos que havia feito em 2017. Eleonor, que falta me faz a morena que por vezes lia meus pensamentos e os colocava em ordem… Joseph, se eu dominasse os ritos de necromancia, juro que trazia tua alma novamente para essa época…

Franz, é o ancião, nem vou tratar dele com afinco nesse post, mas vale a lembrança de que ele pode fazer o que bem quiser. Mesmo que suas rotinas o levem para longe de nós por um tempo, deixando a mim o fardo de tocar os negócios sozinho.

Este ano o tempo passou rápido para mim, não pude fazer ainda tudo o que havia contado aqui outrora, e o que importa disso que é que o tempo é na verdade diferente para os seres dito eternos. Não quero divagar, demais, em tal conceituação. Porém, cabe aqui algumas definições.

Não vou dar aula de relatividade, nem tampouco falar de Einstein aqui, existem vários artigos pela web que falam disso e cabe a mim falar de forma mais prática.

Mas e como eu vejo o tempo?

Falando a real, os vampiros podem sim morrer de diversas formas, mas no geral vivemos muito mais do que o mais velho dos humanos que já passou pelos planos terrenos. Alguns adorariam ter essa oportunidade e o que se tem na verdade são muitos, muitos problemas.

As vezes eu me sento num banco, ou caminho entre as multidões todos correm, quase voam ao passar por mim. Não que eu seja tipo o Flash dos quadrinhos e é mais como uma sensação horrenda. Tal qual como se eu pudesse ver uma semente, virando muda, depois árvore e adubo em questão de segundos.

Essa sensação me coloca em dúvida sobre os prazeres da imortalidade, trás pensamentos obscuros, soltos e loucos as vezes. Sério, tenho vontade simplesmente fechar os olhos e ir para outros planos, onde sou apenas névoa.

Não obstante, a tal entendimento do tempo eu sigo meus caminhos. Apresento discussões mentais e discorro de tais reflexões como um aluno diante o mestre. Teria melhor que o tempo?

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil. Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos. Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: https://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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