Tô curtindo uma lobisomem

Apesar da nossa missão em conjunto (A magia e os vampiros), não ter evoluído do jeito que imaginávamos, eu consegui finalmente um encontro com Claire, lembram dessa lobisomem? Aquelazinha que quase me matou, mas que depois arrancou vários suspiros…

Pois bem, o palco desse encontro foi Londres, numa noite qualquer dos últimos meses. Franz havia tomado um rumo qualquer, h2 estava com ele e decidi retomar o contato com Claire para ver se nossas investidas haviam a ajudado em em algo. Bem na verdade eu tinha segundas, terceiras e quartas intensões ao falar com ela. Sim, como deves estar pensando sou teimoso “pra caralho”…

Local marcado e lá estava ela ao lado de um daqueles pomposos taxis ingleses e linda como sempre. Eu por outro lado estava de moto, resolvi abrir a mão e comprei mais uma para minha coleção a clássica Norton Café Racer.

– Hey nice bike, boy! Disse ela com tom irônico e todo aquele charmoso sotaque inglês.

Inicialmente eu sorry, provavelmente estava com cara de idiota, mas me contive e continuei o papo. (em inglês)

– Faltava uma destas na minha coleção, só preciso ver como vou levar para o meu “canto”. Aliás, quer dar uma volta?

– Mas ela é monoposto onde vou sentar?

– Isso é um problema?

– Um pouco, mas pode ser…

Ela sorriu, dispensou o taxi e subiu atrás de mim. Me abraçou com força e disse:

– Nunca andei de moto, acredita?

– Para tudo na vida e na morte há uma primeira vez babe!

Não achei que seria tão fácil convencer ela, mas liguei a moto, lhe dei meu capacete e fui devagar no início. As estradas com muitas curvas pareciam não ter fim e acho que ela chegou a ficar enjoada em alguns momentos, pois me apertava mais e mais. Finalmente, chegamos perto de um mirante e por lá resolvi parar. O mirante ficava próximo de um povoado, com algumas casas e um “pseudocentro” comercial.

Claire desceu meio cambaleante e se sentou em um velho banco de madeira. Por causa do capacete os seus cabelos estavam mais ondulados, o que lhe deixou ainda mais linda. Aproveitei o momento para me aproximar, mas ela foi arredia como sempre:

– Stop… Nem vem!

– Ok ok, calma só queria ver se está bem.

– Estou sim…

Peguei o capacete, coloquei pendurado no guidão da moto e quando me virei fui surpreendido por ela, que utilizou sua destreza lupina e parou com sua boca carnuda a centímetros da minha. O seu cheiro lupino estava aflorado e confesso que não era ruim, apenas forte. Por um instante ela mordeu os lábios e sim, não me aguentei segurei sua cabeça e tasquei um belo beijo.

A verdade é que ela estava quente, fervendo e quase queimou minha pele frigida vampiresca, mas era bom! Tanto que por mim eu continuaria aquilo por horas, quando novamente fui surpreendido pela jeitosa brutalidade lupina e ela praticamente me jogou para trás. Não cheguei a cair mas foi por pouco. Olhei para ela e comentei.

– Hey se não gostou não precisa me bater também.

– Não, não é isso…

Fui me reaproximando aos poucos e disse:

– Quer falar sobre isso? Sou um bom ouvinte também.

– Ah por agora não, quem sabe outra noite.

– Bom eu vi um restaurante ali atrá, tá afim de comer algo?

– Pode ser, essa volta de moto me deu fome.

Passamos um bom tempo no restaurante, e fiquei impressionado com o gigantesco prato de Roast Beef bem malpassado que ela “destruiu” e por fim ficamos apenas na conversa. Falamos do projeto que tínhamos e não deu certo, falamos um pouco de nossas histórias pessoais e por fim chamei um taxi para leva-la para casa. Na despedida rolou um tímido “selinho”, meio boca meio bochecha e obviamente fiquei cheio de ideias.

Fêmeas complicadas e cheias de problemas sentimentais, deve ser meu karma?

Ferdinand W. di Vittore

Nascido em 1827, foi transformado em vampiro com 25 anos em 1852, enquanto ainda vivia na pequena cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina – Brasil.

Criou este site em 2008 com o objetivo de divulgar as ideias do seu clã, instituição fraternal em que ele, seu mestre e alguns amigos mais chegados pertencem. Além disso ele também publica aqui e no vampir.com.br histórias do seu cotidiano. Está quase sempre bem humorado e nos últimos anos possui um projeto chamado “Os escolhidos” em parceria com Hector. No qual eles “ajudam” a polícia e a sociedade na resolução de crimes hediondos.

Ferdinand também ocupa suas noites com a escrita e recentemente publicou um livro com suas memórias: https://my.w.tt/UiNb/gz325qd62s

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5 Resultados

  1. (w) Rebecca W. Erner disse:

    Humm Fê deixou de ser velho ranzinza e foi relembrar o tempo de galanteador?
    Me conte essa história direito 😛 kkkkk

    • Ferdinand W. di Vittore disse:

      Me senti o Franz agora… mas é aquelas cousa dona Rebecca, dar uns beijos é sempre bom, ne? kkk

      • (w) Rebecca W. Erner disse:

        Não me chama de Dona, me senti uma velha, obrigada por devolver o elogio ¬¬ rsrsrrs
        Sempre digo que deves ir se divertir um pouco, com essas garotinhas que estão dando sopa por ai… 😛

  2. Natalia Sarint disse:

    Hummmm, Ferdinand galanteador…An interesting story ???